quarta-feira, 10 de dezembro de 2014




Meditar


A PRÁTICA DA PRESENÇA DE DEUS

- Certa vez, quando estava meditando, ouvi Sua voz sussurrando: "Tu dizes que Eu estou distante, mas é porque não te interiorizas.  É por isso que dizes que estou longe. Eu estou sempre aqui. Espia o teu interior e Me verás.  Estou sempre aqui, pronto para te saudar."

- Quando meditares, mergulha tua mente em Deus. E quando estiveres trabalhando faze-o com todo o coração.  Mas assim que terminares, põe tua mente no Senhor. Quando aprenderes a praticar a Presença de Deus em todos os momentos em que estiveres livre para pensar Nele, então, mesmo no meio do trabalho, estarás consciente da comunhão divina.

- Por onde quer que a tua mente perambule no labirinto das miríades de pensamentos mundanos, pacientemente leva-a de volta à lembrança do Deus interno. Com o tempo tu O acharás sempre contigo - um Deus que fala contigo na tua própria linguagem, um Deus que te observa de cada flor ou folha de grama.  E então dirás:  "Sou livre! Estou vestido com o manto diáfano do Espírito; estou voando da terra ao céu nas asas de luz".  E que alegria consumirá o teu ser! 

- Deus é acessível.  Falando com Ele e ouvindo Suas palavras nas Escrituras, pensando Nele, sentindo Sua presença na meditação, verás que gradualmente o irreal se torna real e o mundo que te parece real será percebido como irreal. Não há alegria igual a esta percepção.

- Embora eu esteja planejando e fazendo coisas neste mundo, tudo tem por objetivo agradar o Senhor.  Eu me ponho à prova, mesmo trabalhando, murmuro interiormente: "Onde estás, Senhor ?" e o mundo inteiro se transforma.  Não existe nada mais além de uma grande Luz e eu sou uma pequena bolha naquele Oceano de Luz.  Tal é a alegria da existência em Deus.

- Como é fácil preencher o dia com tolices e como é difícil ocupá-lo com atividades e pensamentos que valham a pena.  Contudo, Deus não está muito interessado no que estamos fazendo, mas no que estamos pensando. Cada um tem uma dificuldade diferente, no entanto Deus não aceita desculpas. Ele quer que a mente do devoto esteja absorta Nele, apesar de quaisquer circunstâncias adversas.

- Reze a Ele: "Senhor, Tu és o Mestre da criação, por isto eu venho a Ti. Não desistirei jamais, até que fales comigo e me faças perceber a Tua presença.  Não viverei sem Ti."

- Não pode haver desculpas para não pensar em Deus. Dia e noite, sussurrando por trás dos pensamentos, Deus ! Deus ! Deus !...  Quer estejas lavando pratos, cavando uma valeta, trabalhando num escritório ou num jardim - qualquer que seja a tua atividade - diz internamente: "Senhor, manifesta-Te a mim! Tu estás aqui mesmo.  Tu estás no sol. Tu estás na relva. Tu estás na água. Tu estás nesta sala.  Tu estás no meu coração".

- Qualquer que seja a direção em que gires uma bússola, seu ponteiro indicará sempre o norte.  Assim é o verdadeiro yogue. Ele pode estar imerso em muitas atividades, mas a sua mente está sempre no Senhor.  Seu coração canta sempre: "Meu Deus, meu Deus, o mais querido de todos!".

- Quando vires um lindo por do sol, pensa contigo mesmo: "É Deus pintando o céu". Ao fitar o rosto de cada pessoa que encontrares pensa interiormente: "É Deus que assumiu esta forma". Aplica esta linha de pensamento a todas as experiências: "O sangue no meu corpo é Deus, a razão na minha mente é Deus, o amor em meu coração é Deus, tudo o que existe é Deus".

Yogananda



A PRÁTICA DA PRESENÇA DE DEUS

- Certa vez, quando estava meditando, ouvi Sua voz sussurrando: "Tu dizes que Eu estou distante, mas é porque não te interiorizas.  É por isso que dizes que estou longe. Eu estou sempre aqui. Espia o teu interior e Me verás.  Estou sempre aqui, pronto para te saudar."

- Quando meditares, mergulha tua mente em Deus. E quando estiveres trabalhando faze-o com todo o coração.  Mas assim que terminares, põe tua mente no Senhor. Quando aprenderes a praticar a Presença de Deus em todos os momentos em que estiveres livre para pensar Nele, então, mesmo no meio do trabalho, estarás consciente da comunhão divina.

- Por onde quer que a tua mente perambule no labirinto das miríades de pensamentos mundanos, pacientemente leva-a de volta à lembrança do Deus interno. Com o tempo tu O acharás sempre contigo - um Deus que fala contigo na tua própria linguagem, um Deus que te observa de cada flor ou folha de grama.  E então dirás:  "Sou livre! Estou vestido com o manto diáfano do Espírito; estou voando da terra ao céu nas asas de luz".  E que alegria consumirá o teu ser! 

- Deus é acessível.  Falando com Ele e ouvindo Suas palavras nas Escrituras, pensando Nele, sentindo Sua presença na meditação, verás que gradualmente o irreal se torna real e o mundo que te parece real será percebido como irreal. Não há alegria igual a esta percepção.

- Embora eu esteja planejando e fazendo coisas neste mundo, tudo tem por objetivo agradar o Senhor.  Eu me ponho à prova, mesmo trabalhando, murmuro interiormente: "Onde estás, Senhor ?" e o mundo inteiro se transforma.  Não existe nada mais além de uma grande Luz e eu sou uma pequena bolha naquele Oceano de Luz.  Tal é a alegria da existência em Deus.

- Como é fácil preencher o dia com tolices e como é difícil ocupá-lo com atividades e pensamentos que valham a pena.  Contudo, Deus não está muito interessado no que estamos fazendo, mas no que estamos pensando. Cada um tem uma dificuldade diferente, no entanto Deus não aceita desculpas. Ele quer que a mente do devoto esteja absorta Nele, apesar de quaisquer circunstâncias adversas.

- Reze a Ele: "Senhor, Tu és o Mestre da criação, por isto eu venho a Ti. Não desistirei jamais, até que fales comigo e me faças perceber a Tua presença.  Não viverei sem Ti."

- Não pode haver desculpas para não pensar em Deus. Dia e noite, sussurrando por trás dos pensamentos, Deus ! Deus ! Deus !...  Quer estejas lavando pratos, cavando uma valeta, trabalhando num escritório ou num jardim - qualquer que seja a tua atividade - diz internamente: "Senhor, manifesta-Te a mim! Tu estás aqui mesmo.  Tu estás no sol. Tu estás na relva. Tu estás na água. Tu estás nesta sala.  Tu estás no meu coração".

- Qualquer que seja a direção em que gires uma bússola, seu ponteiro indicará sempre o norte.  Assim é o verdadeiro yogue. Ele pode estar imerso em muitas atividades, mas a sua mente está sempre no Senhor.  Seu coração canta sempre: "Meu Deus, meu Deus, o mais querido de todos!".

- Quando vires um lindo por do sol, pensa contigo mesmo: "É Deus pintando o céu". Ao fitar o rosto de cada pessoa que encontrares pensa interiormente: "É Deus que assumiu esta forma". Aplica esta linha de pensamento a todas as experiências: "O sangue no meu corpo é Deus, a razão na minha mente é Deus, o amor em meu coração é Deus, tudo o que existe é Deus".

Yogananda

terça-feira, 25 de novembro de 2014




José Otávio e Mãe Bebel

Falsos Profetas
Há indivíduos, instituições e religiões que vivem da iniquidade, isto é: da falsidade, da perversidade, fingim-se corretos e são injustos, enganam o próximo, vivem de expedientes inconfessáveis, a ludibriar o povo.
Andam por aí muitos fazedores de cabeça e de santo, nas Macumbas; a palavra macumba, degenerou para o mal-feito, para o despacho, para a bruxaria.
Pois então, para esses que também salvam a Jesus, a Pai Oxalá, com o enganar o próximo, para esses o Senhor também deixou a Lição esplêndida contida neste aviso: Nem todo o que me diz Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus (Aruanda). Muitos, naquele dia (isto é no dia da prestação de contas), hão de dizer: Senhor, Senhor! porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos milagres?
Havia um médium nos subúrbios da Linha Auxiliar da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, que fazia muito milagres e até curava gente importante. Atendia a gente da alta sociedade. Tinha várias dúzias de ternos de roupa e de sapato, que exibia com certo orgulho... mas durou pouco tempo a fonte milagreira!
Era médium, de fato, porém, aos serviços das forças trevosas. A polícia, depois de várias queixas de alguns curados ficticiamente, aparentemente e pago grossa soma, foi até o antro desse "profeta" e, testemunhas dos fatos, enganadas, facilitaram o trabalho da polícia, que o conduziu à prisão e instarou o competente inquérito.
Como esse, não só no Rio de Janeiro como no mundo inteiro, existem aos milhares ou milhões.
O Mestre, dono da Seara, não esqueceu aos tais seguidores de milagres. Na mesma faixa temos os "pais e mães dos postes" que vivem da exploração, do engodo, e se dizem religiosos.
Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas,mas por dentro são lobos roubadores. Pelo seus frutos os conhecereis. Assim toda a árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz maus frutos.
Toda a árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.
Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

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Saída de um médium …

Sair de um terreiro requer responsabilidade, cuidado, conversa, sabedoria e respeito.
Quem já não viu, sentiu ou presenciou a vida virar de cabeça para baixo ao sair de um terreiro?
Dá uma sensação de caminhos fechados, de reviravolta, acontecendo tantas coisas estranhas que o primeiro e mais persistente pensamento é: “foi só sair do Terreiro que minha vida andou para trás”. Consequentemente vem o pensamento negativo sobre a Umbanda relacionando-a a dor, sofrimento e escravidão. Automaticamente o terreiro que frequentava se torna de baixo nível, os pais da casa se tornam pessoas do mal, demandadoras e vingativas, e todos os benefícios recebidos, todos os trabalhos espirituais, toda a ajuda, sustentação e ações realizadas por meses, anos ou décadas se tornam semimportância e irrelevantes.
Pois é, eu mesma já vivi essa situação e sei bem o que é esse momento na vida de um médium, no entanto, acredito que poucos sabem e, com certeza, pouquíssimos vivenciam o outro lado dessa história. Falo do lado da mãe ou pai espiritual que, por seus anos de caminhada, por sua preparação e ‘feitura’ específica, conhece um pouco mais sobre a ação do baixo astral e do Plano Astral Superior – fato este que, supostamente, favorece a maior habilidade do pai espiritual em ser o intermediário entre as Forças Divinas, assim como na sua maior capacidade no Saber e na sua maior competência no Agir – enquanto os médiuns, supostamente, ainda vêem somente o seu em volta, esquecendo ou não sabendo ver além, ver outras possibilidades ou outras situações, o que caracteriza o limitado campo de visão e de compreensão que muitos médiuns possuem quando o assunto é espiritualidade.
Portanto, como hoje estou do lado minoritário e com uma capacidade diferente de percepção, quero falar, de forma simples, um pouco do que acontece quando um médium sai de um Terreiro. Consciente de que minha visão ainda é muito limitada, de que é impossível falar em regras quando o assunto é “espiritualidade x homem” e de que ainda tenho muito que aprender, gostaria apenas – sem nenhuma pretensão de julgar ou caracterizar as atitudes ou as pessoas – estimular o “pensar do outro lado”. Quem sabe assim teremos médiuns mais tranquilos, mais cuidadosos, responsáveis e falando menos mal da Umbanda.
E para começar a pensar com clareza no que acontece quando um médium sai de um terreiro precisamos saber como ele saiu e como estava envolvido com esse templo religioso. Vejam alguns exemplos: temos os médiuns que saem em pé de guerra; os que saem pela impossibilidade de disponibilizarem mais tempo; os que saem por motivo de doença; os que saem por melhorarem no campo profissional dificultando a permanência no terreiro; os que saem por novos estudos, que acontecem nos mesmos horários das atividades do terreiro e tem ainda os que simplesmente somem, entre alguns outros motivos.
Aqueles que saem em ‘pé de guerra’ são os que mais sofrem ao sairem do terreiro e o mais comum é pensarem que o Terreiro que frenquentavam e, portanto, seu ex-pai de santo está demandando contra eles. A associação da ‘vida virar’ com o pai de santo que, (supostamente) está com raiva do médium que saiu por não aceitar as regras, por não aceitar a forma de conduzir e agir do pai de santo, é quase que unânime. No entanto, esquece-se da Lei da Afinidade, da Lei da Ação e Reação, do livre-arbítrio e da responsabilidade que o próprio médium tem, sendo mais fácil se colocar, muitas vezes, em posição de vítima esquecendo-se de suas ações, obrigações, merecimentos e falhas. Nesse momento perdem-se grandes oportunidades como a de fazer o bem seja lá a quem, do crescimento individual e em grupo que um terreiro proporciona, da simplicidade com que a vida e a Umbanda devem ser vividas. Esquece-se inclusive do Baixo Astral e de como ‘ele’ pensa longe, como ‘ele’ vê e se preocupa com o futuro, como ‘ele’ é forte e determinado em suas ações mesmo quando age de forma sutil, como muitas vezes faz.
Entendo que nesse caso a maior brecha é a falta de confiança entre médium e pai espiritual que acontece, entre tantas coisas, pela falta de comunicação entre eles. É o pai que não responde, não explica, não pergunta, não fala com seu filho espiritual; é o filho que não fala com seu pai de santo, que procura outros para compartilhar seus problemas, para lhe explicar o que pode estar acontecendo, para falar sobre suas sensações, sentimentos e necessidades, é a fofoca, a crítica, o julgamento, o egocentrismo, é a guerra do poder, do comando, do saber, e logo percebe-se índios querendo ser caciques e caciques esquecendo-se dos índios que compõem sua tribo. Nesses casos, médiuns e pais sofrem, terreiros enfraquecem e as dores aumentam significadamente.
Mesmo porque é comum, nesses casos, a saída acontecer em grupo e os médiuns unidos (talvez pela força do baixo astral) sentem-se fortes, livres, autodidatas, autossuficientes, até passar as primeiras semanas, depois percebem as dificuldades, a tristeza por se sentirem sozinhos, por não estarem trabalhando a mediunidade e começam, quase sempre com o mesmo grupo, a fazer reuniões para apenas estudarem. Com o tempo começa uma necessidade aqui, outra ali e quando se dão por conta estão incorporando, fazendo descarrego, atendimentos e tudo isso sem nenhum assentamento, sem nenhum comando, sem nenhuma obrigação religiosa cumprida e sem nenhuma firmeza de coroa. E salve a mistificação, salve o oba-oba, salve o baixo astral…
Aqui, do meu lado, fico pensando como alguém que não sabe obedecer, compreender, ajudar e aceitar pode querer mandar, pode querer que o compreendam, que o ajudem e que o aceitem? Fico pensando quem está demandando contra quem? Será mesmo que é demanda do pai de santo, da Umbanda … ou será o próprio médium manifestando de forma potencializada o que sempre foi?
Claro que esse tipo de saída, no qual o médium está sob uma ação negativa, não é uma regra, existem também  casos em que o próprio pai de santo e, consequentemente,  todo seu trabalho realizado dentro do terreiro está sob ação do baixo astral e não tem nada de religioso, dessa forma a saída do médium é por falta de afinidade mesmo, caracterizando o bom uso de seu livre arbítrio, e pela sua  falta de interesse em conquistas fáceis e milagrosas. Nesses casos a ação do astral superior é mais forte dentro do íntimo do médium, afinal teve maior capacidade de não cair na emboscada em que, vale ressaltar, de alguma forma, mesmo que por um pequeno período, ele mesmo se meteu e se sentiu atraído.
Quanto àqueles que saem pela impossibilidade de disponibilizarem mais tempo, percebo que vivem grandes conflitos com seus desejos e necessidades e que, infelizmente, acabam sempre colocando os desejos acima das necessidades, ou seja, é aquele médium que vive em um sofrimento contínuo, e que ele mesmo produz, pela sua própria incapacidade de realizar aquilo que deseja e que precisa.
Muitas vezes o médium não percebe esse conflito e suas reações, assim como não percebe que perdeu o sentido do valor espiritual e ‘escolhe’ aquilo que provocará uma realização social, que muitas vezes é tão momentânea que no dia seguinte já se deseja outra coisa, e outra, e outra, e…  São pessoas que têm dificuldade de lidar com o tempo e de identificar e compreender o sentido do “Valor” em suas vidas, pessoas que se perdem no tempo e vagam mundo afora em contínuo conflito em busca de mais tempo e de novos valores.
Já aqueles que saem por motivo de doença, por melhora no campo profissional dificultando a permanência no terreiro ou por novos estudos que acontecem nos mesmos horários das atividades do terreiro são aqueles que, na maioria das vezes, estão sendo atacados fortemente e sutilmente pelo baixo astral.
Sei que relacionar sucesso profissional ou oportunidade de estudo com baixo astral parece ilógico, no entanto vale a pena pensar com calma no que esse “sucesso” pode proporcionar e, nesse caso, é fato que o que será proporcionado é o afastamento do médium, portanto: “ponto para o baixo astral”.
Para se ter mais clareza do que estou falando aconselho a leitura do livro “Aconteceu na Casa Espírita” – pelo espírito Nora através do médium Emanuel Cristiano, editora Allan Kardec – que mostra claramente como esse ataque, entre tantos outros, acontece em um Centro, aliás, no meu entender, ler esse livro é fundamental para qualquer um que queira trabalhar como intermediário do Plano Astral consciente de obrigações e responsabilidades.
Transcrevo abaixo um diálogo entre dois seres de baixa vibração retirado do livro em questão para que se observe como o baixo astral é capaz de proporcionar oportunidades, como influencia sutilmente os médiuns, como espera e incentiva as brechas e como sabe o que quer e onde quer chegar.
“- Gonçalves!
- Pois não, senhor!
- Qual o resumo do nosso trabalho? Como estão as tarefas dos outros camaradas?
- Vejamos as anotações, respondeu o secretário. Já atingimos: – a responsável pelo atendimento fraterno, comprometendo as tarefas nesta área; – um grupo de fluidoterapia, causando desconfiança e concorrência; – este agrupamento de socorro espiritual, que está em andamento, cujo objetivo é provocar escândalos e consequentemente a fofoca destruidora.
Outros camaradas sob as suas ordens já realizaram: – o afastamento de um entrevistador, coordenado por Márcia Boaventura, das tarefas das noites de segunda, terça e quarta-feira. Seguindo suas orientações, o envolvemos a fim de que julgasse fosse preciso melhorar a vida material. Fizemos com que se inscrevesse em seu terceiro curso universitário. O mundo ganhará mais um inútil acadêmico e perderá valoroso cooperador do bem.
- cinco expositores, dos mais variados cursos de Espiritismo espalhados pela Casa, tiveram promoção no emprego, sob nossa influência, tendo obrigatoriamente de abandonar as tarefas a fim de cumprirem os compromissos materiais.
- três dirigentes de grupos mediúnicos pediram licença, atendendo a caprichos familiares, fazendo longa viagem, também sob nossa atuação.
- os eruditos espíritas não foram esquecidos; com a vaidade sobre excitada, estamos sugerindo que reformulem todos os trabalhos na Casa, toda a área doutrinária. Isso sim é que vai gerar uma grande fofoca. Desejamos fazer com que entrem em confronto com a organizada diretoria de doutrina.
- estamos, ainda, fazendo com que modismos de toda ordem apareçam por aqui, trazidos pelas pessoas eufóricas;
- trezentos processos de obsessão simples foram implantados, junto àqueles que nos oferecem brechas, a pretexto de atrapalhar diversos trabalhos espíritas. Estes, num mecanismo em cadeia, exatamente como o senhor planejou, haverão de triplicar as irritações, abrindo nossos caminhos.
- verificamos as obras assistenciais e notamos estarem passando por várias dificuldades financeiras. Envolvemos alguns responsáveis, que entraram em nossa esfera de ação por conta do pessimismo, nervosismo exagerado, falta de fé, por terem esquecido do ideal espírita e prenderem-se simplesmente à questão de organização, agindo com frieza, distantes do amor. Com isso, podemos desestimulá-los intensamente e, agora, estão prestes a abandonar as funções.
- nas promoções beneficentes, igualmente tivemos boa infiltração, pois que os cooperadores, verificando estarem fora das reuniões mediúnicas, da seriedade dos estudos, entregaram-se às piadas, às brincadeiras, à maledicência, à competição, à inveja e ao ciúme. Isso tem afastado vários trabalhadores matriculados nestas obras.
- no pequeno coral, inspiramos-lhes músicas mais agitadas, fazendo com que se oponham à direção da Casa em querer divulgar o Espiritismo pela canção. Sugerimos-lhes outros ritmos a fim de atordoar-lhes e confundir-lhes o pensamento. O regente, praticamente um dos nossos, tendo levado “sua” ideia à direção doutrinária e esta, obviamente, solicitando a retomada do trabalho com músicas que elevem a criatura humana, conduzindo mensagens de transformação moral, tal como é o objetivo do Espiritismo, fez com que o condutor das vozes espíritas se irritasse, quase desistindo das tarefas.
- ainda temos o grupo de teatro que certamente nos atenderá às mesmas solicitações, melindrando-se certamente quando a pureza doutrinária lhes solicitar evitar, no Centro, a propagação de obras não espíritas.
- temos procurado, diante dos agrupamentos de estudos, estimular os contestadores natos, fazendo com que estejam especialmente alterados, conseguindo, com isso, atrapalhar vários participantes.
E muitas outras reuniões estão recebendo a visita de nossa falange.
Falta, ainda, atingirmos definitivamente o presidente e o diretor doutrinário da Instituição.
Seguindo suas ordens, continuou Gonçalves, colocamos cerca de dez espíritos adversários com cada um, esperando que ofereçam brechas de atuação, mas eles desfrutam de proteção espiritual admirável, por conta do esforço que empenham na conduta reta e pelo trabalho sério que executam.
Contudo, senhor, nosso labor permanece difícil! Pois não faltam aqueles que são verdadeiras rochas morais, os que têm atraído impressionante proteção espiritual pelas atitudes cristãs. Esse processo tem exigido muito dos nossos cooperadores, já tivemos de renovar nossas turmas por cinco vezes. Nossos trabalhadores sentem-se fracos ao entrarem em contato com certos ambientes amorosos, que obrigatoriamente têm de visitar, com objetivo de atormentar e desviar os encarnados da bondade. E sobre estes, nossa influência tem sido praticamente nula.
Não sei se nossa equipe conseguirá ir até o fim. Acredito estejamos andando devagar demais.
- Nada disso, meu caro, acrescentou o mandante, os pontos principais estão sendo atingidos, aguarde e verá o excelente resultado. Quanto aos responsáveis pela Instituição, haveremos de visitá-los pessoalmente em breve. Primeiro, vamos atormentá-los e preocupá-los, desestruturando as tarefas, depois, quando se tiverem irritados com o mau desempenho dos departamentos, os escândalos, as fofocas, os pegaremos em cheio.”
Tem ainda os que simplesmente somem e esses, na maioria das vezes, são aqueles que sofrem por suas próprias fraquezas, por suas sensações de solidão, pela falta de coragem e por se sentirem perdidos no tempo, na vida e nas suas próprias necessidades, são sempre levados com o vento, com o tempo e com a esperança de novas oportunidades.
Fabuloso, impressionante e assustador não é mesmo?
E vale a pena ainda entender que quando estamos trabalhando em um terreiro de Umbanda estamos lutando contra a ação do baixo astral, contra os seres das trevas, contra seres que além de pertencerem às nossas afinidades naturais, aos nossos carmas e aos nossos merecimentos, têm a intenção de destruir centros religiosos com o  único propósito de não aumentar o sentido do “Bem”. São seres poderosíssimos com ações fulminantes e, na maioria das vezes, proporcionam o afastamento dos médiuns e o enfraquecimento da corrente com um simples estalar de dedos.
Importante ainda esclarecer que enquanto o médium pertence à corrente mediúnica do terreiro ele está sob a guarda do Guia Chefe do terreiro, sob proteção da força da esquerda assentada na tronqueira, sob firmeza dos Orixás e fortalecido pela própria corrente mediúnica que, quando bem firmada, torna-se uma verdadeira cúpula, resistente aos ataques do baixo astral.
No entanto, quando o médium sai do terreiro essas proteções se dissipam e ele agora tem que caminhar com suas próprias pernas. Dessa forma, aqueles espíritos inferiores que antes eram combatidos pelo médium em questão vêem-no agora sem proteção e agem de forma brutal e avassaladora na sua vida mediúnica, profissional e emocional, causando a famosa ‘virada de vida’.
Entendam que o médium perde aquela proteção, mas não a ação do baixo astral que agora não tem mais nada que o impeça. Portanto, sair de um terreiro requer responsabilidade, cuidado, conversa, sabedoria e respeito. É preciso saber sair em harmonia, pedindo a benção, a proteção, ensinamento sobre firmezas e sendo muito grato por todas as oportunidades, exercendo a humildade – qualidade imprescindível a qualquer médium umbandista.
Acredito que assim o médium sai em uma vibração melhor, permanecendo ainda com a proteção do Terreiro, da Umbanda e com todo amparo do astral superior. Portanto, não é uma ação que depende do pai de santo, como muitos pensam. Percebam e saibam que muitas vezes o pai de santo está de joelhos pedindo proteção a esse filho que agora está a caminhar sozinho enquanto o médium está ‘deduzindo demandas’.
Tenham certeza, o Astral Superior respeita o livre-arbítrio e nos dá sempre maravilhosas oportunidades de evolução.  E só cabe a nós vivenciá-las com gratidão e amor no coração.
Muito Axé a todos!!

MEDIUNIDADE

MEDIUNIDADE
"Na minha terra tem uma planta que não dá flor
Que as águas claras do rio não levou
Vou pra Aruanda, oh! Mãe
Quando eu voltar eu quero ver esta flor!"

Este ponto era entoado e foi recebido no Templo da mãe espiritual de nosso mestre, a Sra. Helena Batista. Um ponto que explica bem a missão da mediunidade, que é a de sempre renascer e florescer pela grandeza de sua tarefa.
A mediunidade é muito mais que uma dádiva, a mediunidade é uma missão!
Médium é aquela pessoa que serve de meio, de veículo, por isso é também, comumente, conhecido como “cavalo”, o que faz a intermediação entre o astral e as pessoas que buscam algum tipo de auxílio, as pessoas que buscam, não somente, ajuda para suas mazelas, mas também conforto espiritual.
A pessoa, quando encarna com o dom da mediunidade, deve entender que esta mediunidade foi um compromisso assumido junto ao Astral Superior, antes de sua encarnação e, neste compromisso, a pessoa se comprometeu a servir de veículo das mensagens e trabalhos do Astral Superior na presente encarnação.
Isto foi concedido à pessoa para que esta tenha uma oportunidade de ir quitando seus débitos kármicos adquiridos em várias e várias encarnações.
Portanto, mediunidade não é ostentação, não é brincadeira, não é teatro, não é irresponsabilidade e nem enganação. Mediunidade é assunto sério!
Médiuns devem se preocupar em serem veículos apropriados para seus Mentores espirituais, devem estar a todos momentos buscando meios e formas de viverem melhor, com mais alegria, buscarem conhecimento, buscarem elevarem suas vibrações mentais e aumentarem a nobreza de seus sentimentos.
Ser médium, antes de tudo, é se reconhecer falho, mas também, assumir o compromisso com a constante melhora, com a constante busca do crescimento e amadurecimento interiores. Ser médium é reconhecer a luz e as trevas dentro de si e optar pela Luz. Ser um veículo positivo do Astral Superior é uma questão de escolha.
Todos erramos, todos somos falhos, todos temos defeitos, o importante é buscar a melhora a cada dia, é não desanimar com as derrotas, com os fracassos. O importante é a nossa vontade e a nossa busca pelo crescimento espiritual e pela prática da caridade desinteressada.
Ser médium é reconhecer seu Mestre como alguém que sabe mais que você, que viveu mais e que tem condições de lhe apontar o caminho. É buscar ser melhor para que as entidades que atuam em seu mediunismo possam trazer a Luz, a Paz e a Caridade da melhor forma possível!
A mediunidade é algo que se constrói todos os dias, com vontade, empenho, dedicação, paciência, com alegria!
Ser médium é ser um trabalhador incansável do astral! A força da mediunidade, da elevação espiritual não se mede em tamanho, vestimentas e apetrechos, mas sim em humildade e trabalho.
Ao contrário do que ocorre aqui na Terra, no Astral quem ocupa os maiores graus hierárquicos é quem mais trabalha!
Saravá e vida longa à todos os médiuns, incansáveis e dedicados trabalhadores!
Araman e Itaçui

quinta-feira, 20 de novembro de 2014




Uma História...

Um grande samurai uma vez foi visitar um pequeno monge:
“Monge!”
Ele disse de forma forte, com um tom de voz acostumado a obediência.
“Me ensine sobre o céu e o inferno!”
O monge olhou para o poderoso guerreiro e respondeu com desdém absoluto,
“Te ensinar sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe qualquer coisa. Você é burro . Você é sujo. Você é uma desgraça , uma vergonha para a classe samurai. Saia da minha frente . Eu não suporto você.”
O samurai ficou furioso. Ele se agitou, com o rosto vermelho, incapaz de falar qualquer palavra, por estar com tanta raiva. Ele puxou sua espada, e se preparou para matar o monge.
Olhando diretamente para os olhos do samurai, o monge disse calmamente:
“Isso, é o inferno.”
O samurai congelou, percebendo a compaixão do monge que havia arriscado sua vida para mostrar-lhe o inferno! Ele largou a espada e caiu de joelhos, cheio de gratidão. O monge disse baixinho:
“E isso, é o céu.”

sexta-feira, 8 de agosto de 2014




  
 UMBANDA, QUEM ÉS ?

- Quem sou? É difícil determinar. Sou a fuga para alguns, a coragem para outros. Sou o tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas. Sou o cântico que chama ao convívio seres de outros planos.
Sou a senzala do Preto Velho, a ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé, a encruzilhada do Exu, o jardim da Ibejada, o nirvana do Indu e o céu dos Orixás.
Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exu; o cigarro da Pomba-Gira e o doce do Ibejê.
Sou a gargalhada da Rosa Caveira do Cruzeiro das Almas, o requebro da Maria Padilha das Almas, a seriedade do Seu Marabô.
Sou o sorriso e a meiguice de Maria Conga de Aruanda e de Pai José de Aruanda; a traquinada de Mariazinha da Praia, Risotinho, Joãozinho da Mata e a sabedoria do Caboclo Tupynambá.
Sou o fluído que se desprende das mãos do médium levando a saúde e a paz.
Sou o isolamento dos orientais onde o mantra se mistura ao perfume suave do incenso.
Sou o Templo dos sinceros e o teatro dos atores.
Sou livre. Não tenho Papas.
Sou determinada e forte.
Minhas forças? Elas estão no homem que sofre e que clama por piedade, por amor, por caridade.
Minhas forças estão nas entidades espirituais que me utilizam para seu crescimento.
Estão nos elementos. Na água, na terra, no fogo e no ar; na pemba, na tuia, no mandala do ponto riscado.
Estão finalmente na tua crença, na tua Fé, que é o elemento mais importante na minha alquimia.
Minhas forças estão em ti, no teu interior, lá no fundo, na última partícula da tua mente, onde te ligas ao Criador.
Quem sou?
Sou a humildade, mas cresço quando combatida.
Sou a prece, a magia, o ensinamento milenar, sou cultura.
Sou o mistério, o segredo, sou o amor e a esperança. Sou a cura. Sou de ti. Sou de Deus. Sou Umbanda. Só isso. Sou Umbanda.

terça-feira, 5 de agosto de 2014


ALÉM DA MORTE
Todos os dias chegam corações atormentados, além da morte.
E apesar do horizonte aberto, jazem no chão como pássaros mutilados.
Loucos, sob a hipnose da ilusão.
Suicidas, descrentes dos próprios méritos.
Criminosos sentenciados no tribunal da própria consciência.
Malfeitores que furtaram de si mesmos.
Doentes que procuraram a enfermidade.
Infelizes a se imobilizarem nas trevas.
Alcançando a Grande Luz, assemelham-se a cegos da razão ante a sabedoria da natureza.
Por mais se lhes mostre a harmonia do Universo e por muito se lhes fale dos objetivos da vida, continuam desditosos e atormentados.
Há quem diga que os chamados mortos nada têm a ver com os chamados vivos, entretanto, como os chamados vivos, de hoje, serão os chamados mortos de amanhã com possibilidade de se perturbarem uns aos outros - caso perseverem na ignorância - cultivem na Doutrina Espírita o instituto mundial de esclarecimento da alma, a fim de que o pensamento regenerado consiga redimir as suas próprias criações que substancializam a experiência da Humanidade nas várias nações da Terra.
A mensagem é a semente de luz.
Ouçamos, assim, todos nós, encarnados e desencarnados, a palavra de amor e exortação que nos é trazida ao entendimento, assimilando-lhe os valores imperecíveis porque, em verdade, andam sempre avisados e felizes os que trazem consigo "os olhos de ver" e "os ouvidos de ouvir".
(Psicografada por Chico Xavier/Espírito André Luiz - em Uberaba, a 13 de janeiro de 1960)

sábado, 12 de julho de 2014



O Precioso Senhor da Dança, S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, partilha sua opinião sobre a homosexualidade. Essa história foi retirada do facebook de um aluno que presenciou esse fato.
Uma senhora, após a palestra do lama sobre a diversidade da vida, perguntou:
- Mestre, o que é um homossexual?
Ele: – Um homossexual é uma pessoa que faz sexo com o mesmo sexo.
Ela: – Acho que o senhor não entendeu… Como o budismo vê o homossexualismo?
Ele: – Nós não vemos o homossexualismo. No budismo, não temos o costume de ver as pessoas fazendo sexo.
Ela [impaciente]: – Mestre, o que eu quero saber é a opinião do budismo sobre pessoas que fazem sexo com o mesmo sexo.
Ele: – Alguém pode dar opinião sobre quem não conhece? Você está falando em “pessoas”. Que pessoas?
Ela [quase louca]: – Qualquer uma! Qualquer uma!
Ele: – Todas as pessoas são milagres.
Ela [começando a espumar]: – O HOMOSSEXUALISMO É CERTO OU ERRADO?
Ele: – Atos homossexuais consensuais são atos de amor.
Tudo isso com a mesma expressão de quem vê um passarinho azul. Seguem-se aplausos e gargalhadas. Rinpoche sorri.



“Se duas pessoas realmente se sentem bem dessa maneira e ambos os lados concordam totalmente, então tudo bem”. Dalai Lama
 Dalai Lama também foi perguntado sobre  agressões contra lésbicas, gays, bissexuais e a comunidade LGBT. Ele respondeu ”Isso é errado”, ”É violar direitos humanos”.

”O espírito do Budismo é a inclusividade. Olhando profundamente a natureza de uma nuvem, vemos o cosmos. Uma flor é uma flor, mas se olharmos profundamente para ela, veremos o cosmos. Tudo tem um lugar. A base, o fundamento de tudo, é o mesmo. Quando você olha para o oceano, você vê diferentes tipos de ondas, muitos tamanhos e formas, mas todas as ondas têm a água como seu fundamento e substância.
Se você nasceu gay ou lésbica, o fundamento do ser é o mesmo que o meu. Nós somos diferentes, mas compartilhamos o mesmo fundamento do ser. ” [...] Thich Nhat Hanh


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domingo, 6 de julho de 2014

Por José Otávio.

A Força da Palavra
A palavra tem uma força descomunal...
contém uma energia, sobrenatural...
Tanto agride e desconcerta 
quanto consola na hora certa...
Mal usada desencaminha e destrói
Bem aplicada, orienta e reconstrói...
precipitada, magoa e ofende
refletida, é escudo que defende...
Pode muito mais do que se imagina,
Deprime, mas acaba com a rotina;
Desfaz crenças e desperta a Fé;
Desencaminha e também orienta;
Liberta, aprisiona, apascenta...
Propala engodo, mostra verdade...
Expressa ódio, indiferença, calor
Liberando a energia nela contida
podemos modificar nossa vida,
externando positivamente
de forma clara e consistente
que queremos, podemos e devemos
Viver em Paz e com Amor!
Crendo, realizar-se-á,
Pela força que na Palavra há!
Lauro Kisielewicz

Enviado por José Otávio.


A Força da Palavra
A palavra tem uma força descomunal...
contém uma energia, sobrenatural...
Tanto agride e desconcerta 
quanto consola na hora certa...
Mal usada desencaminha e destrói
Bem aplicada, orienta e reconstrói...
precipitada, magoa e ofende
refletida, é escudo que defende...
Pode muito mais do que se imagina,
Deprime, mas acaba com a rotina;
Desfaz crenças e desperta a Fé;
Desencaminha e também orienta;
Liberta, aprisiona, apascenta...
Propala engodo, mostra verdade...
Expressa ódio, indiferença, calor
Liberando a energia nela contida
podemos modificar nossa vida,
externando positivamente
de forma clara e consistente
que queremos, podemos e devemos
Viver em Paz e com Amor!
Crendo, realizar-se-á,
Pela força que na Palavra há!
Lauro Kisielewicz

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Não coloque a culpa no obsessor!
por Bruno J. Gimenes -

Na grande maioria das vezes, é comum uma pessoa se motivar em buscar sua espiritualidade porque experimenta um período de calamidades emocionais, crises financeiras e existenciais. As portas do mundo parecem fechadas para ela, e realmente é possível que estejam mesmo. São momentos em que tudo dá errado, mas muito errado mesmo, a ponto de todos ao redor sentirem pena. Nesse instante não dá realmente para ignorar que tem algo estranho acontecendo. Além disso, muitas vezes o indivíduo adoece, sendo acometido por dores fortes e outras complicações físicas. Literalmente, o mundo caiu.

O que está acontecendo?

Na verdade, o mundo caiu mesmo porque foi construído ao longo da vida sem alicerce firme, e agora a pessoa está colhendo o que plantou.

Nesses momentos, a pessoa recorre a tudo que ela já tenha ouvido falar, procurando ajuda para renascer e sair dessa lama que sua vida se tornou. No desespero, inicia uma caminhada louca em busca de amenizar a dor e o sofrimento, muitas vezes sem medir as consequências. É comum a procura por milagres, milagreiros, gurus.

Não estou aqui desvalorizando a figura de tantas pessoas que existem nesse mundo, que estão ensinando, ajudando, se portando como verdadeiros mestres, que ajudam as pessoas a se entenderem em seus aprendizados. No Brasil e no mundo, existem milhares de seres bem intencionados, preparados, dedicados e verdadeiramente especiais, pois sem eles a situação do Planeta seria ainda pior.

Refiro-me ao fato de que quando a pessoa mergulha em um desespero, ela cria a tendência sempre de colocar a culpa no outro. Então, naturalmente ela também vai achar que a solução de seus problemas está com alguém externo e esse comportamento é condizente com quem está fora do eixo.

Nessa busca por amenizar a dor, é comum as pessoas buscarem igrejas, templos, religiões e filosofias que atribuem a causa de tanta desgraça, crises e problemas à presença de seres desencarnados chamados de obsessores ou encostos.

É claro que a influência produzida por espíritos desencarnados e desequilibrados é nociva! Porém, quero evidenciar que a culpa não é do encosto, do obsessor, do demônio ou sei lá de quem. A pessoa, por seu comportamento, seu padrão emocional e mental, a sua conduta de vida, moral, ética é que repele ou atrai tais influências.

Considero que a ajuda às pessoas que sofrem esse tipo de influência seja necessária e que as energias intrusas precisam ser removidas para que a pessoa viva feliz, mesmo porque, muitas vezes, sem ajuda externa ela não consegue se libertar sozinha. Só que atribuir toda a culpa de um fracasso atual para um "coitado" de um obsessor, puxa vida, aí é injustiça!

Pergunte-se em primeiro lugar: O que eu fiz para atrair esse tipo de influência? Por que eu estabeleci essa afinidade? Onde eu errei? O que preciso mudar para isso não acontecer mais?

Bingo!!! É disso que estamos falando! A ajuda externa é importante sim, mas não vai adiantar nada se você não mudar a sua maneira antiga de pensar, e isso dá trabalho, requer empenho e dedicação.

Quantas pessoas se dizem obsidiadas, vão às suas igrejas fazer descarregos, limpezas, purificações, desobsessões, no entanto depois que voltam para casa, brigam com seus cônjuges, cultivam mágoa, ódio, consomem álcool, cigarros, etc e não mudam nada em seus comportamentos. E daí, o que será que acontece depois?

Não demora nada e a influência espiritual se forma outra vez. Isso tudo sabe por quê?

Porque a única diferença que existe entre uma pessoa e seu obsessor é que um está vivo e outro não, só isso. Estão sintonizados pelo padrão de pensamentos, pelos vícios compatíveis, emoções densas, etc. Desobsessão simples, sem grandes doses de consciência, dificulta a evolução de qualquer ser.


Quando a pessoa se purifica e se eleva, a afinidade com esses seres se desfaz. Com o padrão psíquico melhorando, passamos a atrair seres espirituais com intenções muito mais elevadas, se configurando nesse caso como uma bênção e não uma influência negativa

quarta-feira, 18 de junho de 2014



Eurípedes Barsanulfo

Eurípedes Barsanulfo, um dos mais respeitados nomes do Espiritismo no Brasil, nasceu em 1º de maio de 1880, em Sacramento (MG). Marcamos neste mês, portanto, 124 anos de seu nascimento. Ele foi professor de grande conhecimento, político e espírita convicto, atuando bravamente a favor da divulgação da Doutrina.

Ainda jovem, Eurípedes já se destacava por ser muito estudioso e compenetrado. Foi, por esse motivo, convidado por seu professor para dar aulas aos próprios colegas. Tornou-se secretário da Irmandade de São Vicente de Paula, pela facilidade com que se colocava como líder e comunicador, tendo participado ativamente da fundação do jornal Gazeta de Sacramento e do Liceu Sacramentano.
Foi através de um tio que Eurípedes tomou conhecimento dos fenômenos espíritas e das obras de Kardec. Estudando e pesquisando as informações novas, acabou por converter-se totalmente ao Espiritismo. Como continuava a lecionar, decidiu incluir aulas sobre a Doutrina na sua disciplina. O resultado veio de imediato: a reação entre pais de alunos e muitas pessoas da cidade foi de preconceito e intolerância. E, diante de sua relutância em continuar a propagar o Kardecismo, os alunos foram sendo retirados um a um.

Sob pressão, Eurípedes mudou-se para uma cidade vizinha. Justamente nessa época desabrocharam nele várias faculdades mediúnicas, em especial a de cura, despertando-o para a vida missionária. De volta ao trabalho em Sacramento, começou a atrair centenas de pessoas da região. A todos Eurípedes atendia com paciência e bondade, através dos benfeitores espirituais. Jamais esmorecia e, humildemente, seguia seu caminho de médium curador, animado do mais vivo idealismo. Em 1905 Eurípedes fundou o Grupo Espírita Esperança e Caridade, apoiado pelos irmãos e alguns amigos, passando a desenvolver tanto trabalhos no campo doutrinário, como na assistência social.

Em 1º de abril de 1907 fundou o lendário Colégio Allan Kardec, que se tornou verdadeiro marco e ficou conhecido em todo o Brasil. Funcionou ininterruptamente desde a sua inauguração, com a média de 100 a 200 alunos, até o dia em que foi obrigado a fechar devido à epidemia de gripe espanhola.

Conta-se que, certa vez, Eurípedes protagonizou uma cena inesquecível diante de seus alunos: caiu em transe em meio à aula e, voltando a si, descreveu a reunião havida em Versailles, França, logo após a Primeira Guerra Mundial, dando os nomes dos participantes e a hora exata da reunião quando foi assinado o célebre Tratado.

Sua presença fortaleceu de tal forma o movimento espírita que o clero católico, sentindo-se atingido, passou a desenvolver uma campanha difamatória contra ele. A situação chegou a um ponto que, desesperados, mandaram vir de Campinas (SP) o reverendo Feliciano Yague, famoso por suas pregações, para que houvesse uma discussão em praça pública entre os dois. Eurípedes aceitou, sem perder a confiança e a fé.

No dia marcado, o padre iniciou suas observações diante da platéia de curiosos, insultando o Espiritismo como sendo "a doutrina do demônio", e demonstrando intolerância e sectarismo. Eurípedes aguardou serenamente sua vez. Iniciou sua parte com uma prece, pedindo paz e tranqüilidade, e, em seguida, defendeu os princípios nos quais acreditava com racionalidade, lógica e calma. Ao terminar, Eurípedes aproximou-se do padre e abraçou-o, com sinceridade e sentimento, surpreendendo a todos. A platéia ficou perplexa e o momento entrou para a história.

Eurípedes seguiu com dedicação até o último instante de sua vida, auxiliando centenas de famílias pobres. Desencarnou em 1º de novembro de 1918, com apenas 38 anos, rodeado de parentes, amigos e discípulos. Deixou vastos exemplos de persistência, fé e serviço ao próximo, que para sempre irão nos inspirar.

Sacramento em peso acompanhou seu enterro. Terminamos nossa singela homenagem a Eurípedes Barsanulfo transcrevendo um trecho da nota publicada pelo jornal sacramentano O Bora, alguns dias após seu desencarne: "A vida de Eurípedes Barsanulfo é um fato um tanto raro na história da humanidade. Compenetrado dos elevados sentimentos de caridade e amor ao próximo, só procurou fazer o bem pelo bem, auxiliando sempre os mais necessitados... Esse vulto eminente, essa alma toda cheia de bondade, não teve ódio nem rancor de ninguém... A humildade foi um dos traços predominantes de seu caráter reto, sempre averso aos gozos efêmeros da vida terrena".






EXU x KARDECISMO 
Este texto é parte integrando do material de apoio ao curso on-line Exu - O Guardião da Luz.
Alexandre Cumino


Salve amados irmãos é com muita alegria que recebo esta oportunidade para falar de Exu e vou aproveitá-la para esclarecer um assunto que me parece polêmico: o fato de existir ou não Exu trabalhando junto as correntes kardecistas. 
Bem uma coisa é clara, para todos nós, em sua forma característica, eles não incorporam no kardecismo , isso é fato, mas afinal tem ou não espíritos no grau de “guardiões” a proteger o trabalho Kardecista ? 
Para que cada um julgue e considere segundo suas concepções do que é um Exu, vou me limitar apenas a transcrever alguns trechos de livros da série "Nosso Lar" de André Luiz , psicografado por Chico Xavier: 
* De súbito, um companheiro de alto porte e rude aspecto apareceu e saudou-nos da diminuta cancela, que nos separava do limiar, abrindo-nos passagem. Silas no-lo apresentou, alegremente. Era Orzil, um dos guardas da mansão, em serviço nas sombras. A breves instantes, achávamo-nos na intimidade de pouso tépido. Aos ralhos do guardião dois dos seis grandes cães acomodaram-se junto de nós , deitando-se-nos aos pés. Orzil era de constituição agigantada , figurando-se-nos um urso em forma humana. No espelho dos olhos límpidos mostrava sinceridade e devotamento. Tive a nítida idéia de que éramos defrontados por um penitenciário confesso, a caminho da segura regeneração. "Ação e Reação" pg 62 
*Três guardas espirituais entraram na sala , conduzindo infeliz irmão ao socorro do grupo. "Nos Domínios da Mediunidade" pg.53 
*Apenas o irmão Cássio, um guardião simpático e amigo, de quem o assistente nos aproximou, demonstrava superioridade moral."Nos Domínios da Mediunidade " pg.251 

Bem não precisamos nos alongar não é, encontraremos o mesmo tema abordado em várias outras obras de cunho Espirita-Kardecista, só para citar mais uma, do autor J.R.Rochester, que se é polemico no entanto tornou-se um clássico, temos na obra "Os Magos" um certo Abin-ari espirito sem luz que vive de retirar de nosso meio os espíritos rebeldes e "larvais" que se voltam contra a humanidade. 
Espero Ter ajudado na compreensão do mistério Exu, que formam uma hierarquia muito forte de trabalhos espirituais no astral, onde muitas destas hierarquias já estavam formadas antes da Umbanda, mas que por ela foram absorvidas sem deixar de prestarem o seu trabalho a outras religiões ou grupos espiritualistas, onde estiver um “guarda do astral”, um “guardião da luz para as trevas”, um “penitenciário confesso” trabalhando no resgate e proteção entre a luz e as trevas lá estará o que na Umbanda se chama Exu, no caso do kardecismo vimos estes guardiões trabalhando no astral, só não tem eles ali a liberdade de ação que encontram na Umbanda de incorporar, fazer descarrego, barganhar com outros incorporados, trabalhar na magia... porque tudo isso não cabe dentro da dinâmica Kardecista... é próprio de Umbanda... um abraço de vosso irmão em Oxalá Alexandre Cumino.

            









sábado, 18 de janeiro de 2014

O cambono




CAMBONO (Breve dissertação) Um pouco extenso mas de grande valia!

O Início

Geralmente, nas maiorias dos casos, o cambono inicia a sua vida espiritual em um terreiro, visitando, indo tomar um passe, ou porque algum conhecido vai no terreiro e este começa a ir também.

Ele será assistido por alguma entidade e esta entidade o informará que tem mediunidade e que a sua missão nesta vida é a de trabalhar (desenvolver) a sua espiritualidade.

No começo, pânico total. É a coisa mais comum para as pessoas iniciantes na religião sentir pânico quando a mesma fica sabendo que tem o dom da mediunidade e que está nesta encarnação com a missão de trabalhar a espiritualidade e ajudar tantas pessoas que necessitam. É comum ao certo, que quando a pessoa vai em um terreiro de Umbanda a primeira vez vai sem saber o que ali acontecerá. A maioria já pensa nas matanças de animais e no sangue jorrando, já pensa nas imagens de exu tão comum com chifres e outros adereços, ou seja, só pensam em bobagens do folclore brasileiro.

“Eu me lembro a primeira vez que minha irmã de sangue, atualmente uma exemplar mãe de santo e yabasse, me disse que ela estava frequentando um terreiro e o preto-velho havia dito a ela que era para eu ir no terreiro que ele queria conversar comigo, na hora eu estava dirigindo e estávamos parado em um semáforo e por coincidência tinha um senhor negro no portão de uma empresa trabalhando de segurança com seus novos cabelos brancos e eu perguntei a minha irmã se podia ser aquele “preto-velho” ou tinha que ser o outro mesmo, ela riu, eu também ri e continuamos.” Isso é para ilustrar que a dúvida, a falta de crença e a ingenuidade da nossa formação pode nos levar a quaisquer caminhos que sejam. O pior acontece quando se chega no terreiro pela primeira vez e não se entende e tenta-se adivinhar o que esta acontecendo naquele local.

Na maioria das vezes tem uma cortina que separa a assistência do congá e é aí que se começa a questionar o que se passa lá dentro. Ah, é agora que contam os meus problemas para a pessoa que irá me atender para ela poder me enganar depois? Ah eles fazem isso para poder trocar as informações que os outros “guias” já passaram?
Ou seja, novamente só bobagem. Não estou dizendo que acontece com um ou com outro. Isso acontece com todos.

Todos que estão pela primeira vez onde se transcende o real para o sagrado, o profano para o divino, a insegurança pela caridade, isso acontece com todos que pisam em um terreiro de Umbanda pela primeira vez, aconteceu comigo, aconteceu com meus familiares, meus amigos, meus desconhecidos, ou seja, até cair a ficha o do porque você esta aqui, passa muita coisa na sua cabeça. Será que a polícia vai chegar e irá todo mundo preso ? Não isso nunca irá acontecer nesta bendita terra chamada Brasil, nosso direito de expressar a nossa religião e nossa fé está declarada na Constituição Brasileira. Em nossa Carta Magna, no Titulo II, artigo 5º, parágrafo VI, diz: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, ou seja, a polícia está aqui para nos defender e não nos agredir.

O inicio na religião normalmente é um romper de barreiras.
Na maioria dos casos o neófito vem de outra religião e em sua vida social é muito complicado se declarar Umbandista. Quando a pessoa se declara Umbandista em seu ambiente familiar ou em seu ambiente profissional ela logo será tachada de macumbeira, de feiticeira, de pai ou mãe de santo e tudo isso da forma mais pejorativa que significa. Não saberá e nem estará atento ao verdadeiro significado da palavra ou da religião Umbandística. É natural então que o iniciado se sinta sozinho e perdido no meio de tanta informação nova e que parece ser de certa forma proibida. A nossa cultura e a nossa tradição tende a ser muito preconceituosa no que diz respeito ao tratamento com os espíritos, tudo isso parece ser muito oculto e proibido.

Fico me lembrando das perguntas que fiz, das duvidas e dos medos a qual passei em minha iniciação. Tudo era muito estranho, sempre fui um convencido ateu, humanista por princípio, e de repente estava deparado com o sagrado da forma mais ampla possível. Era difícil entender o processo da incorporação ou até mesmo conversar com o ser incorporado. Era difícil distinguir médium de entidade, entidades de entidades, santos de Orixás, lembro uma vez que perguntei ao meu cunhado, hoje meu pai de santo, porque Oxossi havia morrido todo flechado amarrado em uma árvore (me referindo a estátua de São Sebastião santo católico sincretizado). E ele me explicou sobre o sincretismo religioso, que aquela imagem se referia a um santo católico o qual a religião afro-descendente adotou como ilustração para o seu Orixá Oxossi. Esta passagem é para ilustrar um pouco o inicio da vida como cambono ou cambone. A pessoa vai pedir ajuda, ou por curiosidade, chega em um terreiro de Umbanda. O guia incorporado, o que já é estranho, diz que ela tem mediunidade (o que é isso ? será que ele diz isso a todas as pessoas ? ), e esta é convidada a começar a desenvolver os seus guias, e após um tempo de desenvolvimento esta é chamada para entrar na gira, entrar no terreiro, vestir branco, servir o santo ou simplesmente virar um cambono. E aí? O que fazer?

O que é ser um cambono?
O começo na vida de um cambono deve ser levado como um marco em sua história na religião. O que vestir no primeiro dia? Como será dançar no ritual? Com quem irei ficar nos trabalhos? Como devo me proceder com os pais ou mães de santo? Como devo me proceder com os guias chefes da casa? São tantas as dúvidas que giram na cabeça de um cambono que as vezes o cambono se esquece qual é o verdadeiro papel dele na religião, o real porque dele estar ali. Tentarei explicar do inicio o como fazer, o porque fazer e quando se deve fazer. As experiências aqui descritas foram me ensinadas pelas entidades a quem servi e se referem as regras dos templos que eu trabalhei. Elas podem variar de casa para casa e não tem a intenção de ser a verdade em hipótese alguma e sim apenas uma referencia para o neófito no cumprimento de sua missão.

Como se inicia na religião como cambono ?
Provavelmente o neófito é atendido por uma entidade e esta entidade o chamou para a vida do sacerdócio de cambono.

Sim, ser cambono é um sacerdócio. A partir do momento que você se torna um cambono você esta se dispondo a ouvir os problemas dos outros, ajudar os necessitados e acima de tudo, guardar segredo dos problemas alheios.
Entre o atendimento prestado pela entidade até o chamado para o iniciado se tornar um cambono, pode decorrer dias, meses ou anos e pode neste tempo o mesmo ser chamado para já desenvolver as suas entidades ou não variando isso de terreiro para terreiro.

Em alguns casos a pessoa iniciada tem o privilégio de no primeiro dia que pisar em um terreiro ser chamada para trabalhar como cambono, isso é raro, mas acontece.
Lembrando que o cambono é geralmente o primeiro estágio que um médium passa dentro de um terreiro.

Ou em alguns casos o cambono pode ser parente do pai/mãe de santo e este é teoricamente obrigado a trabalhar como cambono no terreiro.
O cambono é o primeiro estagio que passa o neófito dentro de um terreiro de Umbanda com responsabilidades dentro da casa, com as entidades e os consulentes. A roupa que o cambono deve utilizar nos trabalhos varia de casa para casa, mas o básico é a roupa branca. Em alguns terreiros é necessário fazer uma roupa que a própria casa fornece ao novo cambono. Em outros terreiros a roupa deve ser branca e observando a cor do guia do trabalho. A melhor coisa a fazer é tentar se informar com a direção da casa qual a melhor roupa para utilizar nos trabalhos.
Um outro ponto que o cambono se preocupa é com quem ele irá ficar dentro da gira. Geralmente o cambono ajudará as próprias entidades que o trouxeram para dentro da corrente. Em alguns casos para o cambono será determinado auxiliar outras entidades que este então não conhecia, tudo depende dos guias chefes da casa, mas qualquer que seja a opção o cambono deve respeitar e aceitar a sua vida como um cambono.

Ser cambono é um estágio na sua vida espiritual. Quase todos os grandes médiuns primeiro aprenderam a ser cambonos para depois serem médiuns. Sempre ouvi que um bom cambono será um bom médium. Acho que isso resume a vida de cambono. Quanto melhor você for, mais você se dedicar, mais você estiver atento, mais você servir, mais preparado você se tornará um médium de passe, um médium de atendimento. Salvo em alguns casos que o neófito tem que passar por outros estágios para se tornar um médium de passe. A hora da dança, abertura da gira de algumas casas, também é um grande tormento na cabeça do novo cambono, mas tudo isso é detalhe que se aprende com a duplicação e com a repetição do movimento. É muito comum não entender o que esta acontecendo na gira, no padê, na defumação, nos pontos, no bate-cabeça e outros detalhes que o cambono executa, mas sem saber o porque disso ou daquilo. A melhor opção é relaxar e dar tempo ao tempo. Tentar identificar quem na corrente tem o conhecimento que necessita e ir atrás, buscar o conhecimento. Um bom começo é conhecer o Estatuto Social que rege o terreiro ao qual você irá ou já estará fazendo parte. Este estatuto trás as normas e as diretrizes que a casa segue sob as orientações dos guias chefes da casa. É muito importante conhecer tais normas e ficar por dentro da conduta certa que se deve ter em cada terreiro.

Uma coisa importante que o neófito tem que entender é que por mais que o terreiro seja uma casa filantrópica sem fins lucrativos o mesmo precisa de recursos financeiros para se manter. Aluguéis, despesas com manutenção, papelaria, documentos, contador e demais despesas tem que ser pagas como qualquer empresa que busca lucro mesmo o terreiro não buscando o lucro. As pessoas confundem lucro com subsistência. A entidade filantrópica a qual você fará ou já faz parte depende de dinheiro para continuar a funcionar e ajudar cada vez mais e normalmente o novo cambono deverá assumir a sua contribuição mensal com o terreiro a qual estiver fazendo parte.

Um outro ponto importante é o novo cambono tentar entender qual a hierarquia material e espiritual que o terreiro esta sujeito. Buscar conhecer os Pais e Mães de Santo (Babalorixá e Yalorixá), os Pais-pequenos e Mães-pequenas (Babaquequere e Yaquequere), os Ogãn do Terreiro, os dirigentes espirituais do terreiro, os dirigentes materiais do terreiro, a respeito das contribuições que o cambono deverá assumir, não só em espécie (dinheiro) mas também em material de limpeza, velas, defumadores, bebidas, comidas, a limpeza do terreiro (geralmente cada casa tem uma escala de limpeza a ser cumprida) e outros detalhes que o neófito geralmente não esta atento quando entra para uma gira de um terreiro. É importante saber que a comunidade do terreiro está lá para se ajudar em tudo o que diz respeito a manutenção do templo. Entender o seguinte: - Geralmente o terreiro é formado por um local que será dedicado ao culto, este terreiro é dirigido por um Pai ou Mãe de Santo o qual tem como missão ajudar as pessoas necessitadas, você como um cambono necessita de um espaço para estar recebendo os seus guias, desenvolver a sua espiritualidade e cumprir a sua missão.

Então entenda que o terreiro também será seu local sagrado de orações e devoções e por isso você deve zelar por ele e também colaborar com a manutenção da casa.