sexta-feira, 27 de julho de 2012

Nanã

Iemanjá e Nanã  representam, cada uma a seu modo as grandes mães na Umbanda.  Por isso, dentro desta linha devemos sempre mentalizar nosso lar, nosso casamento, nossos filhos, buscando harmonia entre todos que habitam em nosso lar ou que são provenientes deles (caso de filhos e filhas que já se casaram ou estão fora de casa por motivos diversos. Além disso, por serem as mães aquelas que mais se doam aos filhos em caso de doenças ou de problemas, podemos também pedir saúde física, mental e espiritual, êxito nos trabalhos e negócios.  Também podemos buscar nesta linha a perfeição moral e a responsabilidade religiosa, a primeira proporcionada por Iemanjá e a segunda por Nanã.
O simbolismo das cores na  de Iemanjá e Nanã
 As cores desta linha são o azul celeste e o lilás.   O azul celeste é a cor da sabedoria Divina, associa-se à elevação espiritual, à leveza e às alturas, inacessíveis ao homem enquanto matéria. Simboliza o fluido universal ou maná.  No tocante à saúde melhora a mente, relaxa e traz o bem estar físico; também é responsável pela limpeza das impurezas do corpo astral ou da áurea.  O violeta ou lilás é uma cor que representa a espiritualidade, a transição entre a vida e a morte, por isso traz sempre um matiz de tristeza, seriedade e responsabilidade.  É uma cor de purificação e sacrifício em busca da elevação espiritual.
Os trabalhadores  de Iemanjá e Nanã
 Como em todas outras linhas, a linha de Iemanjá e Nanã tem um Exú responsável pela chefia da guarda quando esta linha está em trabalho.  Trata-se do Exú Marabô. Como os Orixás que comandam esta linha são as responsáveis pela manutenção da vida ( Iemanjá) e aquela que gera e tira a vida (Nanã Burukê), o Exú Marabô é aquele que pode nos dar proteção em todos momentos onde corremos risco de vida ou necessitamos de uma proteção especial onde queiramos passar despercebidos, sem chamar a atenção.  Marabô significa  - aquele cuja força protege ou aquele que envolveu perfeitamente com sua proteção. As entidades responsáveis pelo trabalho de caridade dentro desta linha são Caboclos, Caboclas, Marinheiros, Baianos e povo D'água.  Os Caboclos e Caboclas são almas que foram ou se apresentam como sendo de ameríndios ou de seus descendentes.  Trazem nesta linha, ao lado da força, da intrepidez e da capacidade de decisão, característica dessas entidades em qualquer das linhas que se manifestem, a suavidade, a harmonia e a sabedoria inerente à linha à qual pertencem.  Trabalham as áreas da saúde, da elevação espiritual, da responsabilidade, em todos os campos da vida, e do descarrego das energias negativas que acompanhem o fiel que a eles se dirige em busca do seu passe, do seu conselho e de sua proteção.  Já os Marinheiros e Baianos, almas que também vem nesta linha, trabalham mais a parte do sucesso material, da retirada de malefícios, da abertura dos caminhos.  Tal como os Pretos Velhos e os Caboclos, podem ou não ter sido Marinheiros ou Baianos em encarnações passadas.  Vêm para mostrar que muitas vezes a sabedoria da vida é tão importante quanto a dos bancos escolares, pois, embora não sejam Entidades ilustradas sabem enfrentar os problemas mais difíceis da vida material, sempre com desenvoltura e simplicidade.  A presença de Marinheiros nas hostes da Umbanda pode ser explicada por algumas razões. As principais delas são: por haverem sido essas almas, quando encarnadas, trabalhadoras dos navios que traziam os escravos para o novo mundo, no caso particular o Brasil, tendo um papel ativo no sofrimento e mesmo na morte de milhares de negros e pelo fato de, nos primeiros tempos de colonizado e mesmo do Brasil independente, termos tido uma sociedade urbana em que predominava a dependência para com o transporte marítimo.  Se buscarmos no passado mais recente veremos inúmeras outras razões que vão desde a guerra até o tráfico de mulheres.  Assim sendo, um grupo de almas, lideradas por Marinheiros, no intento de ajudar aos encarnados e desencarnados do astral  brasileiro, formou esse novo contingente de trabalhadores da umbanda.   Os Baianos formaram seu agrupamento na Umbanda primeiro pelo processo de miscigenação que fez com que eles tivessem uma maior ligação e compromissos com pretos velhos da Bahia e pela mesma necessidade que levou ao anúncio da Umbanda, trabalhar em terreiros que permitissem a prática da caridade.

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