segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cambono



É o médium que participa nas giras de assistências como auxiliar dos Guias em terra, podendo ser designado na hora dos trabalhos, pelo Primeiro Cambono, pela Ialorixá ou pela Iabá. O cambono é a viga mestre do trabalho, sua energia é fundamental na sustentação vibracional da casa.
Ainda que muitas vezes eles passem despercebidos aos consulentes e assistência durante um trabalho, são os cambonos os grandes responsáveis pelo bom andamento de um trabalho.
Ele não incorpora seus mentores, durante o atendimento da assistência. Não pode comentar, nem contar a outras pessoas o diálogo do guia com os assistidos. Cambonos sãos médiuns preparados ao trabalho de auxiliar e servir os mentores e guias durante os trabalhos e também preparados para a doutrinação de espíritos menos esclarecidos, são treinados para terem uma concentração excepcional para o auxilio na firmeza do ritual.
Ele tem como responsabilidade cuidar dos apetrechos do guia, buscando garantir a organização dos objetos e a conservação e limpeza do ambiente (uso de cinzeiros, copos, etc) bem como guardando nos lugares corretos os objetos emprestados pela Casa Espiritual (pemba, prancheta, etc). Outra responsabilidade sua é a anotação, bem legível, e correta das orientações do guia, bem como do material que for solicitado.
Cambonos não são empregados de nenhum médium ou entidade e nem pode virar empregado particular de ninguém. Todos que tem essa função deverão ajudar a todas as entidades, não escolhendo por afinidades (gostar mais ou menos de uma entidade ou médium).
Ele avisa ao “fiscal”, que controla a entrada da assistência, quando o guia estiver pronto para atender a assistência. Deve permanecer no local que foi designado, auxiliando o guia ou a corrente, sempre vibrando em harmonia para o sucesso dos trabalhos e cantando os pontos solicitados e adequados para cada momento específico, de acordo com a necessidade. Comunica também ao “fiscal”, quando houver necessidade da assistência ser atendida por outro guia da corrente.
Para uma boa organização das atividades do Centro, ele deve anotar os trabalhos deixados no Centro com o nome do médium e guia, assim como a data de retirada dos mesmos.

É ele também que limpa os pontos riscados, sempre após obter a autorização do guia, pedindo licença, e com muito respeito. Compete ao Cambono também, auxiliar a entidade comunicante, caso o assistido encontre dificuldades de compreensão na mensagem transmitida.
Enfim, o Cambono é o grande ajudante anônimo do Centro. É ele quem tem todas as obrigações modestas do Centro e é um grande trabalhador anônimo. Lembrando que o Cambono, ainda não é um iniciado, nem sempre tendo condições de responder a todas as dúvidas e necessidades da assistência, assim também como ocorre com alguns médiuns desenvolvidos. Ele é um mensageiro, um interlocutor, que facilita o bom andamento dos trabalhos.
A maioria dos médiuns, quando adentram o chão do terreiro, tornando-se filho da casa, iniciam sua trajetória cambonando durante os trabalhos e giras. É nessa fase que começa a interação do “novo” filho aos cultos, a religiosidade e a responsabilidade, que aos poucos vão tornando-se mais perseverantes e firmes nos propósitos de missão que a cada um é necessário.
Cada caso é peculiar de cada um, visto que como todos nós temos a missão de trabalhar em caridade pelo próximo, cada um a sua forma e ao seu tempo. Motivo este pelo qual não temos como ditar uma regra para todos que adentram a Umbanda Sagrada.
Existem casos que quando a pessoa procura o templo ou terreiro buscando auxílio, percebe-se que esta pessoa “esta madura” no sentido de desenvolvimento mediúnico e logo quando passa por consulta com a Entidade Chefe, percebe-se que começa o processo de incorporação de imediato. Em contrapartida, existem pessoas que se tornam filhos da casa, batizam, vestem o branco e trabalham ativamente no terreiro cambonando, levando algum tempo para tornar-se um médium desenvolvido. Isto se dá pelo motivo de foro íntimo de cada pessoa. Cada um tem a necessidade de trabalho e auxílio em suas funções com a espiritualidade, conforme ele mesmo escolheu, ou conforme sua necessidade de estudo, entendimento e integração com a espiritualidade em questão. A ansiedade é um fator que pode atrapalhar significadamente o desenvolvimento mediúnico, por isso é bom sempre lembrar-mos que a mediunidade não é mérito para ninguém e sim provação ao qual devemos corresponder com trabalho humilde e resignado.
É importante a conscientização do Cambono em aproveitar todas as oportunidades de reflexão e crescimento, pois acompanhando diversos atendimentos, e sempre pensando naquilo que também lhe diz respeito, obterá muitas reflexões produtivas ao seu crescimento espiritual.
O cambono, assim como todos os médiuns, deve estar sempre disponível e de bom humor, para receber as pessoas carinhosamente, que vão ao Centro em busca de caridade. Ele é um cartão de visitas, e deve buscar sempre exercer a caridade, com humildade. Sabendo aproveitar, o Cambono é uma das funções que oferece as maiores e melhores possibilidades de crescimento espiritual.

Fonte: Site Luz de Umbanda

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Meu Terreiro fechará

"Meu Terreiro fechará ?"

É comum que depois de algum tempo que uma pessoa está num terreiro, mesmo que em pleno desenvolvimento mediúnico, ela pense que é insubstituível. Isso é muito comum. O indivíduo tem a sensação clara de que se ela deixar o terreiro, o mesmo não sobreviverá, não conseguirá dar continuidade aos atendimentos e/ou coisa parecida. Ela começa a se achar vítima do sacerdote, dos médiuns mais antigos, dos seus irmãos de fé e até da consulência. Ela começa a ter um desejo inconsciente de "punir o terreiro" através da sua saída, pois ela terá a certeza que todos virão de joelhos implorar a sua volta.

Sei de pessoas que ficaram totalmente decepcionadas e mesmo depressivas ao verem que o terreiro em que eram membros sobreviveu à sua saída e que alguns meses depois nem se lembravam mais dela. Geralmente essas pessoas começam a falar muito mal do terreiro, do sacerdote e até mesmo inventam boatos dizendo que o terreiro está com problemas espirituais, administrativos, de moralidade ou outros quaisquer e por isso ela o deixou.

Conheço pessoas que ao deixar seus terreiros comentaram ter absoluta certeza de que seus "ex-sacerdotes" viriam correndo oferecendo um "cargo" ou alguma regalia para que voltassem. Um homem que conheci, não aceitou o convite de frequentar a corrente mediúnica de outro terreiro dizendo estar aguardando o telefonema do sacerdote pedindo sua volta. Eles não conseguirão sobreviver sem mim, afirmou ele. Meses depois, ele não frequentava nenhum lugar ainda, outros do tipo abrem seus próprios terreiros...

Quero deixar claro que esse sentimento de ser insubstituível é natural em muitas pessoas, pois elas realmente são pessoas-chave para os terreiros em que frequentam. De fato, seus sacerdotes sentirão muito a sua saída. De fato elas farão falta. Mas cuidado para não cair nessa armadilha.

Da mesma forma e com a mesma gravidade, conheço sacerdotes que acreditam que os médiuns e membros do terreiro jamais deixarão sua corrente mediúnica e dizem: "ele não encontrará terreiro igual a este" ou ainda "ninguém o aceitará e ele voltará de joelhos pedindo para ser aceito".

Os dois lados se enganam. A verdade é que nem membros, nem sacerdotes são insubstituíveis e é preciso ter muita humildade, calma, paciência e, principalmente, muito equilíbrio para entender essa verdade.


Reflita sobre isso

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O que seria um médium de conceitos Crísticos?



Façamos sem maiores dificuldades uma análise simples sobre o que seria um médium ideal para a corrente umbandista. Claro que médium perfeito é o que serve bem não importando sua fé religiosa, sendo ele totalmente desprovido de vaidades e melindres.
É o que se deixa conduzir mansamente pelo guia espiritual e é entre os outros o mais humilde, o que menos fala e mais serve.
Não se deixa seduzir pelos elogios fáceis e está sempre atento para não cair em armadilhas. É o que raramente é admoestado pelos dirigentes das casas, pois é disciplinado e responsável, também tem enorme consciência das suas faltas morais pregressas, por isso não se vê melhor do que ninguém.
Pode ser umbandista, ou seguidor de outra doutrina, o médium considerado ideal pelos mentores do Alto, é alheio a fofocas, ciúmes, quizilas, melindres e todo e qualquer sentimento de inveja.
Para estes médiuns o trabalho da observação interior é mais intenso, são criaturas que também possuem defeitos, porém buscam a emenda moral, retificam-se diante da constatação da fragilidade humana, seguindo firmes no intento de estarem mais equilibrados buscando humildemente compreender a imperfeição diante das experiências. Pois o trabalho caritativo, mediúnico, também ensina a entendermos a necessidade da retidão moral.
São simpáticos, simples, inteligentes e alegres, reciclam-se nos estudos, aprimoram ideias e aceitam com humildade as críticas e sugestões positivas. Estas pessoas conhecem e fazem o uso de palavrinhas mágicas tais como: com licença, desculpe-me, obrigado (a), por favor e, “me perdoa?”.
Erram como todos nós, têm dificuldades para serem superadas, têm seus carmas como qualquer outro ser, porém são mais conscientes e disciplinados como alhures salientamos, não querem ser mais do que ninguém, apenas querem ser bons médiuns.
Estes servidores são raros e a jornada de trabalho mediúnico deles estende-se pelas madrugadas, são levados para o astral a fim de continuarem sua missão, que é a de auxiliar com amor.
Geralmente são muito visados pelos combatentes das ideias de Jesus, e pelos companheiros de trabalho mediúnico, que ainda adormecem para o verdadeiro conceito de caridade, entretanto, mostram-se pacientes diante destes problemas e calmamente se desvencilham.
Sofrem e têm medos, anseios, dúvidas, mas portam-se corajosamente diante dos obstáculos, têm fé firme em Cristo e seguem os ensinamentos de Jesus com sabedoria e amor.
Os médiuns umbandistas amorosos e mansos, não rechaçam a ideia de trabalharem com os pais velhos, nem têm nenhum tipo de preconceito com os outros trabalhadores espirituais, que plasmam formas variadas para atuarem em nome do Cristo (Pombagiras, Cabloclos, Ciganos, Baianos, etc) . Não fazem confusão entre Exus e quiumbas, respeitam a natureza e não derramam o sangue dos irmãos menores em rituais (animais), pois estão cientes de que isto não é preciso.
Estes médiuns que são ainda minoria destacam-se pela mansidão e disciplina rigorosa, pela bondade e amorosidade com seus semelhantes. São atentos, laboriosos e inteligentes, tais como os bons alunos que mui aplicados em sala de aula, inspiram júbilo em seus mestres! São homens e mulheres que a nosso ver estão mais conectados com as forças superiores e, por possuírem tais características são considerados pelos bons mentores espirituais, médiuns ideais para o labor do bem.
Oxalá todos um dia sejam assim!

Muita força e muita luz

(Textro extraído do Blog na Internet: Missão de Luz)