segunda-feira, 30 de janeiro de 2012



ossain

DIA: Quinta-feira.

CORES: Verde e Amarelo
SÍMBOLOS: Haste ladeada por sete lanças com um pássaro no topo (árvore estilizada).

ELEMENTOS: Floresta e Plantas selvagens (Terra).

DOMÍNIOS: Medicina e Liturgia através das folhas.

SAUDAÇÃO: Ewé ó!

Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé. Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam o seu poder, a sua força.

Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem a sua presença, nenhuma cerimónia pode realizar-se, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde das folhas.

Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que consequências desastrosas não atinjam os seres humanos.

A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, o seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida. Medo de que? Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.

Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.

De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflecte, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn – mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas – e os Babalawó – sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.

Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima com a fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão Jeje assimilado pelos Nagô, como Nana, Omolú, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia Ioruba. Contudo, é evidente que entre os Jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.
Uma confusão latente refere-se ao sexo de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino. Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.

Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores dos segredos da mata, da Terra.

Características dos filhos de Ossaim

Os filhos de Ossaim são pessoas extremamente equilibradas e cautelosas, que não permitem que as suas simpatias ou antipatias interfiram nas suas opiniões sobre os outros. Controlam perfeitamente os seus sentimentos e emoções. Possuem grande capacidade de discernimento e são frios e racionais nas suas decisões.

São pessoas extremamente reservadas, não se metem em questões que não lhe dizem respeito. Participam em poucas actividades sociais, preferindo o isolamento. Elas evitam falar sobre a sua vida, sobre o seu passado, preferem manter certa aura de mistério. Geralmente, não têm nada de mais a esconder, mas desejam manter reserva.

Pressa e ansiedade não fazem parte das suas características, pois são pessoas dadas aos detalhes e caprichosas no cumprimento das suas tarefas. Possuem gosto por actividades artesanais que exigem isolamento e paciência; não gostam de ter chefe nem subalternos, não se prendem a horários, apreciam a independência para fazer o que gostam na hora que querem. São pessoas fascinadas com as regras e tradições, adoram questioná-las. Possuem um gosto exacerbado pela religiosidade.

OSSAIN
Ossain, é a energia mágico/curativa das folhas e por isso divinizada na forma do senhor das folhas e dos remédios. Seu interesse pela ciência tornou-o um solitário desde que desceu do orum (o céu ioruba). Embrenhou-se pelas florestas e vive para descobrir e se apoderar dos segredos mágicos das folhas, o elemento mais importante, sem dúvida, no candomblé. Alguns mitos dizem que Ossain aprendeu os segredos das folhas com Aroni, uma espécie de gnomo africano, que tem uma perna só, e com os pássaros, alguns deles a forma tomada pelas temíveis feiticeiras africanas (ajé) Iyami Oshorongá, cujo nome não deve ser pronunciado para não atraí-las. Sentindo-se sozinho, enfeitiçou Oxóssi, a quem sempre encontrava nas matas, e o levou para os fundos destas onde lhe ensinou muitos segredos e pretendia mantê-lo, (alguns mitos dizem que como amigo, outros dizem que como amante) o que Iemanjá e Ogum não permitiram, voltando Ossain à sua solidão.
Segundo o mito, Xangô, o deus trovão, desejando obter os fundamentais poderes de Ossain, pediu à sua mulher, Iansã, a deusa dos ventos e das tempestades, que ventasse muito no lugar onde morava Ossain, para que as folhas sagradas que guardava em sua cabaça de segredos fossem espalhadas e ele pudesse apanhá-las.
Por seu amor a Xangô, Iansã assim fez. No entanto, quando vento espalhou as folhas todos os orixás correram para apanhá-las, sabendo de seus poderes.
Ossain, ao ver o que acontecia pronunciou palavras mágicas que solicitavam que as folhas voltassem às matas, sua casa e seu domínio. Todas as folhas voltaram, mas cada orixá ficou conhecendo o poder daquelas que conseguiu apanhar. Só que elas não tinham o mesmo axé (poder, energia) que quando estavam sob o domínio de Ossain. Para evitar novos episódios de roubo e inveja, Ossain permitiu, então, que cada orixá se tornasse dono de algumas folhas cujo poder mágico, de conhecimento e cura ele liberaria quando lhe pedissem ao retirá-las de suas plantas. Em troca exigiu que jamais cortassem ou permitissem o corte de uma planta curativa ou mágica.
Toda a medicina ioruba se baseia, portanto, nos poderes de Ossain sobre as folhas-remédio e Obaluaiê o deus que rege as doenças graves. Ambos os orixás sao muito temidos e respeitados, porque também entre os iorubas, o mesmo princípio que cura, mata. Remédio e veneno sao questão de grau.
• Cor: verde escuro (cor do "sangue" das folhas)
• Dia da semana: quinta-feira
• Elemento: ar
• Símbolo: um ramo de folhas com um pássaro pousado, indicando seus poderes de cura e de magia.
• Comida: milho
• Saudação: Ewê! Aça

01 abacate
- 500g. de amendoim
- 250g. de açúcar
- fumo em corda
- 7 folhas de louro

Vejamos agora como é que se prepara um abacate para Ossain.
Modo de preparo: Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.


Farofa de dendê com folhas verdes, milho vermelho, feijão fradinho torrado.]

Pois bem estamos no mês de Oxossí e outro Orixá cultuado é Ossaim, alguns terreiros mais antigos cultuam este Orixá outros tiveram seu culto dentro do culto ao Orixá Oxossí, outros ainda cantam apenas um ponto de saudação.
Nesta postagem explicarei a visão do Orixá Ossaim no candomblé e também na Umbanda, além do sincretismo e seu culto.

No Candomblé Ossaim é filho de Nanã Buruque com Oxalá, irmão de Omulu, Oxumarê e Ewá. Ossain é o deus das plantas medicinais e litúrgicas. A sua importância é fundamental pois nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do Axé - a força, o poder - imprescindível até mesmo aos próprios deuses.

O nome das plantas, a sua utilização e os encantamentos que seu poder são os elementos mais secretos do ritual dos cultos aos deuses Yorubás.
O símbolo de Ossain é uma haste de ferro tendo ao alto um pássaro de ferro forjado; esta mesma haste é cercada por seis varetas pontuadas dirigidas em leque para o alto. O pássaro é a representação do poder de Ossain: é o mensageiro que vai à toda parte, volta e se empoleira sobre a cabeça de Ossain para lhe fazer o seu relato. Este símbolo do pássaro representa o Axé, o poder bem conhecido das feiticeiras, elas mesmas freqüentemente chamadas Eleyés, proprietárias do Pássaro-Poder.
Cada divindade tem suas ervas e suas folhas particulares, dotadas de virtudes, de acordo com a personalidade do deus. Uma lenda deste Orixá conta:
 "Ossain havia recebido de Olodumaré o segredo das ervas. Estas eram de sua propriedade e ele não as dava a ninguém, até o dia em que Xangô se queixou à sua mulher, Oyá-Yansã, senhora dos ventos, que somente Ossain conhecia o segredo de cada uma dessas folhas e que os outros deuses estavam no mundo sem possuir nenhuma planta. Oyá levantou as saias e agitou-as, impetuosamente.
Um vento violento começou a soprar. Ossain guardava o segredo das ervas numa cabaça pendurada num galho de árvore. Quando viu que o vento havia soltado a cabaça e essa tinha se quebrado ao bater no chão, ele gritou: "Ewé O!! Ewé O!!, Oh! as folhas! Oh! as folhas!!" mas não pôde impedir que os deuses as pegassem e as repartissem entre si".
A colheita das folhas deve ser feita com cuidado extremo, sempre em lugar selvagem, onde as plantas crescem livremente. Aquelas cultivadas nos jardins devem ser desprezadas, porque Ossain vive na floresta, em companhia de Aroni, um anãozinho, comparável ao Saci-pererê, com uma única perna e, segundo se diz no Brasil, fumando permanenemente um cachimbo feito de casca de caramujo,enfiada numa vara oca e cheia de suas folhas favoritas. Por causa desta união com Aroni, Ossain é saudado com a frase seguinte: "Holá! Proprietário-de-uma-única-perna-que-come-o-proprietário-de-duas-pernas!", alusão às oferendas de galos e pombos, que possuem duas patas, a Ossain-Aroni, que não tem senão uma perna.
Os curandeiros, quando vão recolher plantas para seus trabalhos, devem fazê-lo em estado de pureza, abstendo-se em relações sexuais na noite precedendo e indo à floresta, durante a madrugada, sem dirigir a palavra a ninguém. Além disso, devem ter cuidado em deixar uma oferenda em dinheiro, no chão, logo que cheguem ao local da colheita.
Ossain está estreitamente ligado a Orunmila, o senhor das adivinhações. Estas relações, hoje cordiais e de franca colaboração, atravessaram, no passado, períodos de rivalidade. As lendas refletem as lutas de precedência e de prestígio entre adivinhos-babalaôs e curandeiros. Como estas histórias são transmitidas pelos Babalaôs, não é de estranhar que tenham a glorificar mais Otunmila e os adivinhos babalaôs do que Ossanyin e os curandeiros.
Na África, os curandeiros, chamados Olossain, não entram em transe de possessão. Adquirem a ciência do uso das plantas após uma longa aprendizagem.
No Brasil, as pessoas dedicadas a Ossain usam colares verde e branco. Sábado é o dia que lhe á consagrado e as oferendas que lhe são feitas compõem-se de bodes, galos e pombos. Seus Iaôs, ao contrário daqueles da África, entram em transe mas, nem sempre, possuem conhecimentos profundos sobre as virtudes das plantas. Quando eles dançam, trazem não mão o mesmo símbolo de ferro forjado, cuja descrição foi feita anteriormente. O ritmo dos cantos e das danças de Ossain é particularmente rápido, saltitante e ofegante. Saúda-se o deus das folhas e das ervas gritando-se: "Ewe O!" "Oh! as folhas!".

Na Umbanda Ossaim em alguns terreiros é saudado como um Gênio que vive na mata é ele o subordinado de Oxossí que dá a autorização para a colheita de folhas e frutos para rituais, já outras casas de Umbanda mais antigas tem Ossaim como o Orixá que sempre acompanha Oxossí em suas batalhas enquanto Oxossí é o caçador, Ossaim que cultiva as plantas.
É orixá da cor verde, do contato mais íntimo com a natureza. As áreas consagradas a Ossâim não são os jardins cultuados de maneira tradicional, mas sim os recantos, onde só os sacerdotes podem entrar, nos quais as plantas crescem de maneira selvagem, quase sem controle.


Orixá de grande significação, pois todos os rituais importantes utilizam o “sangue-escuro” que vem dos vegetais, seja em forma de amassis, infusões ou para uso de bebida ritualística. É comum dentro da Umbanda existir um certo preconceito com dois Orixás que muitas vezes são esquecidos, mais existem em Umbanda e se faz necessário o culto: Ossâim e Oxumarê. O primeiro está presente em todos os rituais através das folhas e o segundo presente em quase todos os rituais por ser o Orixá das cores e dos aromas. Classificar Ossâim como Orixá da medicina seria uma visão parcial de sua real potencialidade mítica. Ossâim seria aquele a quem se pede a ajuda para libertação de diferentes problemas, seja a doença, sejam os encantamentos.
O arquétipo de Ossanyin é o das pessoas de caráter equilibrado, capazes de controlar seus sentimentos e emoções. Daqueles que não deixam suas simpatias e antipatias intervir nas suas decisões ou influenciar as suas opiniões sobre as pessoas e os acontecimentos.

É o arquétipo das pessoas cuja extraordinária reserva de energia criadora e resistência passiva, ajuda-as a atingir os objetivos que se fixaram. Das pessoas que não tem uma concepção estreita e um sentido convencional da moral e da justiça. Enfim, daquelas pessoas cujos julgamentos sobre os homens e as coisas são menos fundados sobre as noções do bem e do mal do que sobre a da eficiência.

Material Necessário: Batata-doce Cebola Azeite-de-Dendê 1 Oberó

Maneira de Fazer:

Cozinha-se a batata-doce só em água. Depois, descança-se e amassa-se feito purê. Ai, mistura-se num refogado de cebola ralada com Azeite-de-Dendê, e coloca-se tudo num oberó.

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