segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O MÉDIUM

Esse texto é do blog da Casa de Caridade Rosa, cedido gentilmente por nosso amigo  e IrmãoMauro Monteiro,

médium trabalhador da casa.

Ele fala muito bem sobre algumas condutas que alguns de nós teimamos em ter.
Tais condutas são repreensíveis, embora reconheço que são de difícil aplicação imediata, nem tanto por falta de
disposição, muito mais porque estamos acostumados a agir de certa forma, ou ainda porque nos sentimos tão
próximos aos guias que os temos como amigos e esquecemos do respeito devido. Segue:
Todo terreiro de Umbanda possui um ritual e embora estes rituais se modifiquem, é necessário que haja
disciplina para realizar uma gira, ou seja, NORMAS CONHECIDAS POR TODOS desde o dirigente ao iniciando
que acabou de entrar.
Este deve ser orientado ao máximo possível:
- com a relação a sua postura dentro do terreiro,
- bem como suas obrigações e deveres para com seus irmãos
- e claro, as normas básicas de respeito, tratamento.
- conhecimento correto de quem são nossos mentores espirituais
• O primeiro é ter respeito por tudo e por todos tem que ser o Dirigente e os filhos mais velhos
(pois estes conhecem bem o interior de uma casa)
• Aquele que está se iniciando deve ter em seu dirigente um exemplo, uma meta a ser atingida
(é claro que nenhum dirigente deve se torna “santo”, nem seus filhos serem forçados a virarem “ovelhinhas”.
No terreiro cada um deve ser o que é, sem máscaras, sempre visando à auto-melhora, o auto conhecimento).
A Umbanda nos ensina que cada um é o que é, cada pessoa sabe em seu intimo quais são seus processos de ação e reação,
infelizmente quase todos nos escondemos de nós mesmos, por falta de coragem de olharmos no nosso espelho interior,
vermos nossos defeitos para podermos dar o primeiro passo para mudança. Para isso contamos com o auxilio
fraternal das Entidades de Aruanda e também os conselhos dos Pais de Santé experientes e sinceros.
Mostrar o caminho não significa decretar, A UMBANDA NÃO AGRIDE AS CONSCIÊNCIAS,
NÃO VISA TORNAR NINGUÉM INFELIZ OU VAZIO DE RELIGIOSIDADE.
Por isso é importante o Dirigente observar que se um novo integrante da corrente veio de outra religião
e naquele momento de sua vida deseja abraçar a Umbanda, não é de repente que essa pessoa vai esquecer
a fé que moveu por dentro durante tanto tempo.
O VERDADEIRO UMBANDISTA RESPEITA DOS OS CREDOS E SABE QUE A MESMA FÉ QUE O FAZ
AMAR SEUS GUIAS E PROTETORES, COMO FAZ UM CATÓLICO AMAR SUA IGREJA, OU UM MUÇULMANO AMAR ALÁ.
Com relação à conduta dos médiuns para com as entidades, a Umbanda tem por norma seguir os seguintes tópicos:
1) O médium de verdade deve ter em mente que na Aruanda todos são iguais (se há diferenças na hierarquia é porque os
que chefiam, são as que mais trabalham e menos falam…).Isto quer dizer que os médiuns não devem sequer pensar que
sua entidade é melhor que do seu irmão, as entidades de Aruanda preferem que seus filhos
falem menos e trabalhem mais pelo seu próximo.

2) Não há necessidade de “chamar” seu protetor em qualquer hora ou lugar, principalmente evite falar da sua
mediunidade em bares, ou na rua. As coisas da espiritualidade deve ser discutidas na tranqüilidade, e
com pessoas que queiram falar sobre o assunto.

3) Nunca fale mentiras ou cometa erros em nome da sua entidade, pois nenhuma entidade de Umbanda
acoberta isto ou aquilo dos seus “cavalos”.

4) Se alguém precisar de ajuda e você precisar ir até a residência desta pessoa, procure não incorporar,
apenas peça orientação e guarda do seu mentor, com certeza ele estenderá sua proteção e a
devida instrução para o consulente.

5) Não é em todo lugar que os nossos protetores “baixam”, nem todo lugar é sagrado e
num ambiente pesado, não há a mínima vibratória para sua atuação.

6) Nunca desobedeça as ordens da sua entidade, nunca queira fazer algo que você ache que ela faria.
Espere sua orientação.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vamos Refletir...

Leiam,


Vale a pena ler e refletir

Mãe





Não coloque a culpa no obsessor!

por Bruno J. Gimenes -



Na grande maioria das vezes, é comum uma pessoa se motivar em buscar sua espiritualidade porque experimenta um período de calamidades emocionais, crises financeiras e existenciais. As portas do mundo parecem fechadas para ela, e realmente é possível que estejam mesmo. São momentos em que tudo dá errado, mas muito errado mesmo, a ponto de todos ao redor sentirem pena. Nesse instante não dá realmente para ignorar que tem algo estranho acontecendo. Além disso, muitas vezes o indivíduo adoece, sendo acometido por dores fortes e outras complicações físicas. Literalmente, o mundo caiu.



O que está acontecendo?



Na verdade, o mundo caiu mesmo porque foi construído ao longo da vida sem alicerce firme, e agora a pessoa está colhendo o que plantou.



Nesses momentos, a pessoa recorre a tudo que ela já tenha ouvido falar, procurando ajuda para renascer e sair dessa lama que sua vida se tornou. No desespero, inicia uma caminhada louca em busca de amenizar a dor e o sofrimento, muitas vezes sem medir as consequências. É comum a procura por milagres, milagreiros, gurus.



Não estou aqui desvalorizando a figura de tantas pessoas que existem nesse mundo, que estão ensinando, ajudando, se portando como verdadeiros mestres, que ajudam as pessoas a se entenderem em seus aprendizados. No Brasil e no mundo, existem milhares de seres bem intencionados, preparados, dedicados e verdadeiramente especiais, pois sem eles a situação do Planeta seria ainda pior.



Refiro-me ao fato de que quando a pessoa mergulha em um desespero, ela cria a tendência sempre de colocar a culpa no outro. Então, naturalmente ela também vai achar que a solução de seus problemas está com alguém externo e esse comportamento é condizente com quem está fora do eixo.



Nessa busca por amenizar a dor, é comum as pessoas buscarem igrejas, templos, religiões e filosofias que atribuem a causa de tanta desgraça, crises e problemas à presença de seres desencarnados chamados de obsessores ou encostos.



É claro que a influência produzida por espíritos desencarnados e desequilibrados é nociva! Porém, quero evidenciar que a culpa não é do encosto, do obsessor, do demônio ou sei lá de quem. A pessoa, por seu comportamento, seu padrão emocional e mental, a sua conduta de vida, moral, ética é que repele ou atrai tais influências.



Considero que a ajuda às pessoas que sofrem esse tipo de influência seja necessária e que as energias intrusas precisam ser removidas para que a pessoa viva feliz, mesmo porque, muitas vezes, sem ajuda externa ela não consegue se libertar sozinha. Só que atribuir toda a culpa de um fracasso atual para um "coitado" de um obsessor, puxa vida, aí é injustiça!



Pergunte-se em primeiro lugar: O que eu fiz para atrair esse tipo de influência? Por que eu estabeleci essa afinidade? Onde eu errei? O que preciso mudar para isso não acontecer mais?



Bingo!!! É disso que estamos falando! A ajuda externa é importante sim, mas não vai adiantar nada se você não mudar a sua maneira antiga de pensar, e isso dá trabalho, requer empenho e dedicação.



Quantas pessoas se dizem obsidiadas, vão às suas igrejas fazer descarregos, limpezas, purificações, desobsessões, no entanto depois que voltam para casa, brigam com seus cônjuges, cultivam mágoa, ódio, consomem álcool, cigarros, etc e não mudam nada em seus comportamentos. E daí, o que será que acontece depois?



Não demora nada e a influência espiritual se forma outra vez. Isso tudo sabe por quê?



Porque a única diferença que existe entre uma pessoa e seu obsessor é que um está vivo e outro não, só isso. Estão sintonizados pelo padrão de pensamentos, pelos vícios compatíveis, emoções densas, etc. Desobsessão simples, sem grandes doses de consciência, dificulta a evolução de qualquer ser.



Quando a pessoa se purifica e se eleva, a afinidade com esses seres se desfaz. Com o padrão psíquico melhorando, passamos a atrair seres espirituais com intenções muito mais elevadas, se configurando nesse caso como uma bênção e não uma influência negativa.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CALENDARIO

AGENDA MENSAL
JANEIRO / 2011
    • 24/01
    • - ABERTURA DO ATENDIMENTO – GIRA DE PRETO VELHO (SEGUNDA FEIRA)
    • 26/01 -
    • GIRA DE PAI ANTÔNIO / FECHADA (QUARTA FEIRA)
    • 28/01 -
    • GIRA DE ATENDIMENTO – PRETO VELHO (SEXTA FEIRA)
    • 31/01 -
    • GIRA DE ATENDIMENTO – CABOCLO (SEGUNDA FEIRA)
  • 19/01 -

  • GIRA DE HOMENAGEM Á OXÓSSI E OSSÃE (QUARTA FEIRA)

    Calendário

    Estamos preparando nosso calendário para todos que nos acompanham em nosso trabalho.
    Oxalá nos abençoe.
    Mãe Maria

    segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

    Macumba

    O QUE É MACUMBA?


    O texto abaixo, explica de maneira simples do que se trata a macumba como dito popular, pois na realidade, como o próprio texto diz, macumba é um instrumento musical (tipo tambor), vale a leitura:

    “Macumba, macumbeiro, encosto, olho gordo, mal olhado, mandinga, etc, etc, etc. São tantas as palavras para designar as más energias... E as boas energias? Não se fala Boacumba, bomcumbeiro, olho magro, bom olhado, boandinga... Essas eu realmente não ouvi.

    Afinal, é muito mais fácil acreditar que não temos erros e que a culpa é do encosto.

    - Não tenho emprego, meu "chefe me persegue", minha mulher é uma bruxa, sou bêbado, os caminhos estão fechados (essa todo umbandista já ouviu). Tudo isso é culpa do tal encosto.

    Poderosos esses encostos...

    Nós esquecemos do nosso livre arbítrio. Esquecemos que somos imperfeitos. Esquecemos que erramos, Esquecemos que estamos vivos para aprender, crescer em direção ao Criador. Esquecemos que podemos errar. "Errar é humano". Colocar a culpa "nos outros" é feio...

    Certamente existem os trabalhos feitos. As famosas macumbas - diga-se de passagem, macumba é um instrumento musical - são simplesmente "bombas" energéticas endereçadas e programadas para estourar para quem desejamos o mal.

    Despachos, galinhas pretas, nome na boca do sapo, fitas amarradas nas vísceras de alguns animais. A imaginação desses "pais-de-encosto" é fértil! Haja criatividade, tempo e pessoas incautas que se prestam a pagar por esse tipo de "trabalho forte".

    Esquecem-se que a maior magia vem do coração, da alma, do pensamento. Magia é fazer orações para alguém parar de beber. É clamar por melhores condições no emprego (e claro, trabalhar também), é tentar convencer de que algo è melhor ou pior.

    A magia está no pensamento, na nossa vontade.

    A pior "macumba" é aquele pensamento fixo em prejudicar alguém. Muito mais forte que qualquer trabalho encomendado.

    Outro dia, Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas, com seu jeito inerente a todo preto-velho, apenas disse:

    "Filho, cada pensamento ruim contra alguém, é como se fosse um pedaço de carvão que você pega e tenta atirar num pano limpo, que está colocado longe de você. Ao terminar de atirar várias pedras de carvão, você vai estar mais sujo que o pano."

    Em outra ocasião perguntaram a ele se macumba pegava. A resposta: "Se o pano estiver muito próximo de quem está atirando o carvão, então mais sujo ele vai ficar...”

    Acho que essas palavras simples e sábias podem esclarecer o que devemos fazer para ficarmos imunes às energias de baixa freqüência.

    Devemos deixar o "pano" longe do carvão. Elevar nossos pensamentos, permanecer ligados ao Grande Mestre. Reconhecer nossas limitações e tentar eliminá-las. Viver na alegria. Cantar em dias ensolarados. Correr na chuva. Rir, abraçar, beijar, sentir saudades, comemorar, sentar na praia, conversar com os amigos. Fazendo isso, estamos fazendo um trabalho forte. Um trabalho FORTE (com letras maiúsculas). Fechando nosso corpo das "macumbas". Quebrando trabalho de feitiçaria "braba"! Simples não?



    Planeta Umbanda