quarta-feira, 31 de março de 2010

SABER OUVIR

Redação do Momento Espírita


Thomas Edison, o inventor da lâmpada, perdeu boa parte de sua capacidade auditiva quando tinha doze anos de idade.

Só podia ouvir os ruídos e gritos mais fortes.

Isso, no entanto, não o incomodava.

Certa vez, indagado a respeito da sua deficiência, respondeu com serenidade:

“Não ouço um passarinho desde meus doze anos, mas em vez disso constituir uma desvantagem, minha surdez talvez tenha sido benéfica para mim. Ela encaminhou-me muito cedo à leitura e, além disso, pude sempre concentrar-me com rapidez, já que me encontrava naturalmente desligado de conversações inúteis.”

A singela observação guarda grande ensinamento.

A maior parte de nós tem plena capacidade auditiva, mas isso não significa necessariamente que tenhamos o dom de saber ouvir.

Embora a audição seja uma dádiva maravilhosa, não há como negar que poucos, muito poucos de nós, dominamos a arte de ouvir.

Ainda não conseguimos ouvir os queixumes dos outros sem que atravessemos um comentário a respeito da nossa própria desdita.

Deixamos assim de escutar as histórias dos outros, para narrar a nossa própria, como se apenas esta fosse digna de ser registrada e conhecida.

Ainda não conseguimos ouvir as críticas que nos fazem.

Em poucos instantes já estamos irritados e ofendidos, mais preocupados em nos defender ou até em agredir verbalmente o outro.

Ouvir com serenidade tudo o que nos querem falar, por ora, parece ser superior às nossas forças.

Ainda não conseguimos ouvir conselhos e orientações que sejam dirigidas à nossa melhoria íntima.

Esse tipo de conversa sempre nos parece aborrecida e sem sentido, afinal, muitas dessas palavras sábias representariam mudança de conduta e o abandono de muitos vícios.

Não estamos dispostos a isso.

Mas se a conversa gira em torno de maledicências, aí então, os ouvidos parecem ficar mais capazes de registrar sons e nosso interesse fica aguçado.

O sono passa e sempre há tempo para querer saber algum detalhe a mais a respeito do assunto.

Muita conversa inútil preenche nossas horas e consome nosso tempo.

Muitos exemplos infelizes são tomados como modelos de atitude, por equívoco daqueles que os ouvem.

Inúmeras dificuldades são criadas em nossa intimidade pelo desequilíbrio gerado pela maledicência.

Por outro lado, muitos amigos precisam de nós para um diálogo saudável e nós não temos sensibilidade suficiente para deixá-los falar.

Muitas palavras acertadas que nos auxiliariam a não incidir mais uma vez no mesmo erro, deixam de ser escutadas por desatenção.

* * *

A capacidade de ouvir não se limita exclusivamente à possibilidade de captar sons.

Temos sido surdos em um mundo repleto de sons e de melodias que poderiam transformar nossas vidas em sinfonias de amor e de realização.

Temos sido criaturas incapazes de perceber palavras e histórias maravilhosas que ilustram a existência dos seres que nos cercam e que muito poderiam nos ensinar.

Temos sido deficientes auditivos quando se trata de escutar verdadeiramente aquilo que precisamos ouvir.

É necessário e urgente que desenvolvamos a real capacidade de ouvir.


"Temos dois ouvidos e apenas uma língua, para podermos ouvir mais e falar menos" -
-Diógenes-
Filósofo grego
-412 à 323 a. C.
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segunda-feira, 29 de março de 2010

SEXTA FEIRA DA PAIXÃO E CRISTO

www.casabrancadeoxala.org

A PAIXÃO DE CRISTO

A Paixão de Cristo, de acordo com nossa cultura, extremamente influenciada pela visão judaico-católica, representa um dia de tristeza, de ações de “mea culpa”, onde todos, de alguma maneira se sentem um pouco ou muito, de Judas em si, culpado pela morte de Cristo na Cruz. As vertentes religiosas advindas dessa cultura predominante, nos querem fazer crer que Cristo morreu na cruz para nos redimir dos nossos pecados. Mas como então podemos ter o pecado original? Este somente como exemplo.
Na verdade a intenção dos defensores dessa estranha idéia é de criar, em todos nós, o sentimento de que somos culpados pelo sofrimento de Cristo, e que por isso devemos nos redimir de nossos pecados perante o Pai para que sejamos perdoados e podermos entrar no Reino dos Céus. Por isso é necessário um Deus vingativo e punitivo, pois não fazendo o que nos diz essas religiões estaremos condenados ao fundo do Inferno. Como poderíamos imaginar uma troca que já vai entrando em seu terceiro milênio continuar resgatando pecados tão mais recentes e diferentes daquilo que eram naquela época? Qual seria o Deus Tirânico que pediria a vida de seu filho mais querido em troca da salvação de nossos espíritos, que, segundo essas mesmas crenças, estão tão longe desse mesmo Deus?
Na verdade, o que Jesus veio nos trazer foi a capacidade de vermos a possibilidade de também desenvolvermos nossa Centelha Divina, atingindo ao final de nossas vidas encarnadas o nosso próprio estado Crístico. Foi a certeza de nossas reencarnações, passadas e futuras, e de que a todos nós nos é dado o poder de evoluir e atingir nossa plena luminosidade ao final de um certo número de vidas.
A primeira coisa que devemos lembrar é que na Umbanda não temos a figura do pecado e, portanto, também não temos a culpa. Temos na Umbanda é a responsabilidade pelos nossos atos. Por isso mesmo é que Cristo ao vir e morrer na cruz em um sacrifício ele veio nos mostrar que o Espírito será reencarnado para a continuidade de seu aprendizado. E isto é o ensinamento maior de Cristo. Morre o corpo denso, mas sobrevive o Espírito que é a forma mais sutil da Energia Vital, do Fluido Universal.
Assim, a ressurreição é uma garantia de que, a cada novo reencarnar, nossa evolução estará em um estado de maior elevação espiritual. O aparecimento de Cristo para Madalena e, posteriormente para seus apóstolos, ele vem nos mostrar a possibilidade de comunicação que temos com Espíritos e a verdade de eles voltarem à vida com a finalidade de dar continuidade ao processo de evolução. Sempre voltamos em condições de maior nível de evolução. O simbolismo da Paixão de Cristo enquanto uma forma de demonstrar que a ressurreição do Espírito. Quando se diz que Cristo veio para resgatar os pecados do mundo não significa que os pecados do mundo desapareceriam após sua vinda. Significa sim, que à medida que nossos espíritos forem aprendendo a sua doutrina, o seu Evangelho, estaremos mais evoluídos. Cristo por isso mesmo veio para nos mostrar que nesse mundo os Espíritos não vêm para sofrer ou pagar, mas para aprender e se reconciliar com suas vidas passadas. É um aprendizado de resignação e de fé. Teremos assim em vidas futuras a possibilidade de assumir as responsabilidades que tivemos em vidas passadas e aprender com o novo período de vida encarnada a superar aquelas que eram nossas deficiências espirituais. Nossa vida espiritual é uma espiral ascendente, rumo ao Fluido Universal Infinito, que é nossa Origem e nosso Destino, Deus.
O cumprimento da missão de Cristo enquanto filho de Deus, que veio como cordeiro de Deus para sacrificar-se pelo mundo, teve de contar, entre os personagens que participaram direta ou indiretamente de sua vida, com diferentes e importantes papéis entre eles. Assim, o fato dos sacerdotes hebreus terem tomado a atitude de entregar Jesus - o Cristo – nada mais fizeram do que aquilo que estava determinado. Quando Judas vai e entrega Cristo, está cumprindo uma das partes mais árduas da missão Crística: a de permitir que Cristo fosse preso, na calada da noite, para passar pelo seu Calvário e consumar sua missão.
Quando Jesus, ao expirar, pronuncia as palavras “Consumatun est” (está finalizado, está consumado) ele não está, como já vimos anteriormente referindo-se à finalização do sopro da vida naquele corpo denso – de Jesus – mas à missão de Cristificação de Jesus. Ali o homem deixa definitivamente de existir para passar a existir somente a Energia Crística, o Cristo.
Assim, a sexta feira da Paixão não pode ser vista como um momento de tristeza, mas de alegria; não de culpa mas de libertação pois foi exemplo maior de Jesus que nos demonstrou que o homem pode chegar até onde ele próprio chegou. Jesus veio nos ensinar isso, e conseguiu, pois se não o tivesse conseguido sua mensagem não estaria presente por mais de dois milênios e até hoje sem que tenhamos conseguir aprender em toda a profundidade seus ensinamentos. Essa é a nossa alegria que se consuma exatamente na sexta feira da Paixão.
Cristo nos ensina que teremos condições de superar nossas deficiências espirituais e, plenamente desenvolvidos, luminosos e sábios nos colocaremos frente a Deus. Ensina que temos salvação sim, que nenhum Espírito se perde nesse mundo, que nos elevaremos ao seu nível sim. Então esse é um momento que deveríamos comemorar as oportunidades que Jesus – o Cristo- nos veio trazer.
Ainda é um momento de alegria quando Cristo nos mostra que o Espírito é imortal, ao se mostrar aos seus discípulos como uma luz com forma de Jesus (perispírito), apenas aumenta sua materialidade a mandar que Tomé tocasse suas chagas. E por que Cristo se mostra sob a forma de Jesus? Porque somente assim os apóstolos poderiam reconhecê-lo. O que mais queremos para comemorar? Cristo nos mostrou o nível de evolução espiritual que poderemos chegar que é o de essência fluídica extremamente sutil, intocável, enfim plenamente luminoso e sábio.
Assim, quando Cristo veio há mais de 2000 anos, não veio apenas no sentido estrito de apagar os pecados da humanidade, pois, como vimos eles continuam a acontecer, mas veio no sentido amplo de nos mostrar o caminho da nossa evolução. Demonstremos nosso agradecimento, nossa alegria e nossa compreensão sobre a missão Crística de Jesus na terra.
Na Umbanda podemos demonstrar toda essa compreensão da missão Crística ao compreendermos a missão de nossa Religião na Terra: a manifestação do Espírito para a prática da Caridade. Pretos Velhos, Caboclos, Exus, Crianças e outras entidades de Luz, que se apresentam para os trabalhos na Umbanda, ajudam-nos a obter essa compreensão através dos seus passes de harmonização, conselhos, de seu apoio nos momentos difíceis e sempre servindo para nós como exemplos de Espíritos em estagio superior de evolução.
"DEUS É TÃO BOM QUE MESMO AQUELES QUE NÃO ACREDITAM EM DEUS UM DIA VERÃO A DEUS."

Mãe Maria e Pai Solano
Casa Branca de Oxalá

sexta-feira, 26 de março de 2010

Gira de descarrego e saúde à diistância

SESSÃODE SAÚDE E DESCARREGO A DISTÂNCIA

Todas as mensagens serão encaminhadas para a Sessão DE DESCARREGO E SAÚDE, e colocadas para Irradiação à Distância (Sessão que se realiza nas últimas 4º feiras partir das 20:00 Horas). Através do Nome e Endereço e definir qual a parte da gira a pessoa precisará, se descarrego ou saúde. Mandaremos uma ficha a parte para aqueles que se manifestarem e quiserem participar . É um trabalho de grande eficiência realizado pelas Entidades-Guias, que assistem à Mediúnicamente a reunião que é dirigida pelo Pai Antônio de Aruanda.( Não é o Pai Antônio do início da Umbanda e incorporava em Zélio de Moraes.Este não Incorpora mais).os emails podem ser encaminhados para maemaria33@terra.com.br com prazo mínimo de dois dias

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sincretismo

O QUE É O SINCRETISMO RELIGIOSO?

VEJAMOS NO DICIONÁRIO:
SINCRETISMO:SUBSTANTIVO MASCULINO
ATO OU FATO DE SE COLIGAREM PARTES INIMIGAS; CONCILIAÇÃO
RUBRICA: RELIGIÃO.

FUSÃO DE DIFERENTES CULTOS OU DOUTRINAS RELIGIOSAS, COM REINTERPRETAÇÃO DE SEUS ELEMENTOS.

NAQUELA ÉPOCA OS NEGROS ERAM TRAZIDOS PARA O BRASIL, E PARA AS CASAS DE SEUS SENHORES, OBRIGADOS A SEREM BATIZADOS, RECEBER UM NOME BRASILEIRO E ADOTAR A DOUTRINA CATÓLICA...ENTÃO CADA SANTO TOMOU O SEU PAPEL DE ORIXÁ, MAS NA REALIDADE OS PRIMEIROS NEGROS NÃO CULTUAVAM OS SANTOS.
NO CASO DOS ORIXÁS VEMOS COM MAIS PROPRIEDADE O SINCRETISMO, E NO NOME DAS ANTIGAS TENDAS E TERREIROS DE UMBANDA O NOME DE SANTOS CATÓLICOS OU NOMES YORUBANOS.
VAMOS CONCLUIR QUE O SINCRETISMO RELIGIOSO QUE OS NEGROS FAZIAM E SE FAZIAM ERA PARA NÃO SOFRER AS DURAS PENAS DE SEUS SENHORES. UM NEGRO QUANDO ESTAVA LOUVANDO SÃO JORGE NA REALIDADE ELE ESTAVA LOUVANDO OGUM,OU TATETO INCOSSUBURÊ OU O NOME QUE LEVAVA DE ACORDO COM A NAÇÃO E O LUGAR ONDE ELE VIVERA ANTES DO CATIVEIRO.UM HÁBITO QUE TEMOS E NÃO SABEMOS PORQUE É DE CHEGAR A UMA CASA DE UMBANDA OU CANDOMBLÉ E SALDAR O CHÃO E DEPOIS O CONGÁ.ANTIGAMENTE QUANDO O NEGRO CONSTRUÍA UMA IGREJA OU UMA CAPELA ELE ERA OBRIGADO A COLOCAR O QUE O SENHOR BRANCO MANDAVA NOS ALTARES.ELE ASSIM O FAZIA, MAS NO CHÃO ELE "PLANTAVA" OS SEUS FUNDAMENTOS.ENTÃO NA HORA DE REZAR ELE REZAVA PARA OS SEUS ORIXÁS.AS SETE PRIMEIRAS TENDAS FUNDADAS POR ZÉLIO DE MORAES TÊM NOME DE SANTO CATÓLICOS POR CAUSA DA PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA QUE A IGREJA TINHA COM A UMBANDA OU CANDOMBLÉ.
REMEMORANDO AS TENDAS SÃO:


1-TENDA N. SRA. DA CONCEIÇÃO PRES. LEAL DE SOUZA
2-TENDA N. SRA. DA GUIA
3-TENDA SANTA BÁRBARA PRES. JOÃO SALGADO
4-TENDA SÃO PEDRO PRES. JOSÉ MENDES
5-TENDA OXALÁ PRES. PAULO LAVOIS
6-TENDA SÃO JORGE JOÃO SEVERINO RAMOS
7-TENDA SÃO JERÔNIMO PRES. JOSÉ ÁLVARES PESSOA


O QUE É KIMBANDA?

"REGISTRA A GRAMÁTICA DE KIBUNGO, DO PROFESSOR JOSÉ L. QUINTÃO, PÁGINA 107"
UMBANDA ARTE DE CURAR : QUIMBANDA QUER DIZER O CURANDEIRO.
VAMOS OBSERVAR TAMBÉM AS VÁRIAS DEFINIÇÕES DE QUIMBANDA OU KIMBANDA
QUIMBANDA OU ( KIMBANDA ) TEM SUA FONTE DE ORIGEM NO QUIBUNDO QUE É UMA MISTURA DE DIALETOS AFRICANOS, CRIADO PELO GOVERNO PARA SER ENSINADO NAS ESCOLAS DAS COLÔNIAS PORTUGUESAS, AFIM DE QUE TODOS ANGOLENSES SE ENTENDESSEM ENTRE SI NAS REGIÕES TRIBAIS DE ANGOLA E MOÇAMBIQUE.
BASEADO NESTA ESTRUTURA VEJAMOS: QUIM OU KIM, QUER DIZER EM LINGUAGEM AFRICANA, MÉDICO OU GRÃO-SACERDOTE DOS CULTOS BANTOS. BANDA QUER DIZER LUGAR OU CIDADE.
CHEGAMOS À CONCLUSÃO DE QUE EM NOSSO IDIOMA, QUIMBANDEIRO QUER DIZER GRÃO-SACERDOTE DOS CULTOS BANTOS, VINDOS DE ANGOLA, MOÇAMBIQUE E BENGUELA.

QUIMBANDA = CURANDEIRO-ADIVINHO, NECROMANTE, EXORCISTA, MAGO, POR EXTENSÃO- MÉDICO, BENZEDEIRO, TODO AQUELE QUE BUSCA A ANUNCIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS FATOS, ATRAVÉS DOS MAIS VARIADOS PROCESSOS.

O QUIMBANDA TRATA AS ENFERMIDADES DIAGNOSTICADAS POR ADIVINHAÇÃO, DEBELA OS AZARES, RESTABELECE A HARMONIA E FAZ A ANULAÇÃO DE DEMANDAS.
BUSCA A CURA, NAS MATAS, CAMPOS, CACHOEIRAS, MARES, ENFIM NOS ELEMNTOS DA NATUREZA, AONDE VAI EM BUSCA DE PLANTAS MEDICINAIS E ENERGIAS CURADORAS.
KIMBANDA = CURANDEIRO, MAGICO (DICIONÁRIO DE KIMBUNDU-PORTUGUÊS COORDENADO POR J.D. CORDEIRO DA MATTA.)
VAMOS NOS LEMBRAR AQUI DE UM PONTO DE PAI ANTÔNIO CANTADO NA TENDA NOSSA SENHORA DA PIEDADE E CANTADO TAMBÉM EM NOSSA CASA.

"DA LICENÇA PAI ANTÔNIO
EU NÃO VIM TE VISITAR
EU ESTOU MUITO DOENTE
PAI ANTÔNIO VAI CURAR
SE A DOENÇA TEM FEITIÇO
DEIXA LÁ EM SEU CONGÁ
SE A DOENÇA VEM DE DEUS
PAI ANTÔNIO VAI CURAR
PAI ANTÔNIO É QUIMBANDA É CURADOR
É PAI DE MESA É REZADOR
PAI ANTÔNIO É QUIMBANDA É CURADOR"

segunda-feira, 15 de março de 2010

Diga Sou Umbandista ao censo

Repassando da internet

Saravá, Irmãos! DIGA COM ORGULHO,SOU UMBANDISTA!
Há algum tempo, circulou na internet um texto sobre o Censo de 1991 e 2000. Acredito que era de autoria do irmão Alex de Oxossi, mas não tenho certeza.
Naquele tempo, o autor do texto mostrou de forma tão assustadora a queda no número de adeptos da nossa Religião. Mostrou que o nosso povo estava deixando de ser umbandista. Isso é preocupante...
O Censo não mente. É de muito crédito aquilo que é divulgado como resultado das pesquisas.
Precisamos analisar com frieza o que aconteceu no Censo de 2000.
O que terá acontecido com os umbandistas da época? Por quê o número de adeptos da Umbanda caiu tanto?
Será que nossos irmãos ficaram com vergonha de dizer que eram umbandistas?
Será que responderam que eram espíritas, ou católicos?
Será que houve uma grande evasão e abandonaram a Umbanda e se tornaram evangélicos?
Será que não fomos entrevistados pelos trabalhadores do Censo?
Abaixo transcrevo o texto mencionado para que os irmãos reflitam sobre o assunto.
Aos Pais e Mães de Terreiro fica um apelo: mostrem aos seus filhos a importância em revelar sua identidade religiosa ao Mundo.
Aos filhos de terreiro cabe a coragem e o orgulho em dizer a todos que Somos Umbandistas, Graças a Deus!
"Radiografia da Umbanda
Afinal quantos somos?

Para responder a esta questão incluímos abaixo uma tabela com os dados de 1991:

Já no censo de 2000, foram separadas as duas Religiões - Candomblé e Umbanda, onde observamos:

Candomblé: 139.328
Umbanda: 432.001
Um total de 571.329 praticantes.

A resposta a questão proposta acima é facilmente respondida: O número de adeptos da Umbanda é 3,1 vezes maior do que o do Candomblé (210 %).

Uma questão para nossa observação: Houve uma diminuição de 648.463 para 571.329 ,num montante de 77.134 pessoas (11,89%).

Se estudarmos com cuidado os dados veremos que praticamente todas as Religiões aumentaram seus números absolutos, com exceção da nossa.

Julio Cezar Gomes Pinto

Livre Arbítrio

O livre arbítrio na Umbanda é pedra fundamental em sua filosofia. Não se pode pensar uma religião que acredita em reencarnação, responsabilidade pelos atos, vida após a morte, não acreditar em livre arbítrio. O que não podemos confundir é com o livre arbítrio no Kardecismo, que pode levar o espírito a penas e castigos pelo seu exercício. No caso, se ele comete uma ação prejudicial a alguém ele será punido por essa ação. Na Umbanda uma ação prejudicial não gera punição, gera responsabilidade e demonstra necessidade de aprendizado. Mesmo o aprendizado virá no momento (vida) que aquele espírito decidir ou reconhecer a necessidade do aprendizado. Somos livres para programar nossa vida. Não morremos para vir em outra vida pagar pelo que fizemos na anterior. Aprenderemos na próxima vida aquilo que nosso espírito decidir que é o momento de aprender. Algo que não sabemos hoje, poderá levar um grande número de reencarnações até aprendermos, isso também é feito através do livre arbítrio.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A FÉ

A FÉ

Pai Solano de Oxalá

A Fé é um processo que vem sendo determinado e medido inclusive pela ciência através de experiências feitas em inúmeros países. A fé e o poder da Oração feita com Fé já foram testados em casos de saúde e demonstraram sua efetividade. A Fé, no entanto, não pode se confundir com ansiedade. Muitos dizem ter Fé, mas na verdade estão ansiosos, desejosos, torcem para que aquilo que desejam ocorra, mas não com Fé, com desejo, vontade, etc.. Quantos, na demora no atendimento à sua vontade, emitem conceitos negativos (do tipo, somente eu não consigo, acontece somente comigo, como sou infeliz, etc. etc. etc.) que vão para o espaço, e retornam à mesma pessoa, seja pela emissão de vibrações negativas. Tudo isso acontece pela falta de Fé, confundida com a ansiedade que tem na busca de solução para seus problemas pessoais. A Fé não é crer em Deus. È SABER que Ele existe e está presente em nossa vida todo o tempo. Deus não se afasta de nós, nós é que nos afastamos Dele, através da desarmonia de ações, de energia e de valores. Aquele que realmente tem fé treme e balança, mas não cai: ”Filho de Umbanda balança, mas não cai”. Essa frase de um Ponto histórico, conhecido por, provavelmente, todos os Terreiros existentes no Brasil, dá uma demonstração do que significa a fé para um Umbandista. Mesmo nas horas mais difíceis da vida ele se vale de suas entidades e, sobretudo, de Deus (Olorum, Zambi, Obatalá, Tupã) e quando percebe já ultrapassou aqueles momentos que considerava impossíveis de superar. Essa é a Fé que diferencia e que resguarda dos malefícios do mundo.
Pensamentos podem ganhar forma e vida semi-inteligente

Eunice Ferrari

Agora que já sabemos que o Universo trabalha para nós quando permitimos,
vamos entender como isso funciona. Sabemos que devemos colocar em andamento
nossa intenção, depois exercitarmos a concentração para darmos atenção ao
nosso objetivo, que certamente deve estar claro em nossas mentes e, em
seguida, devemos acionar nossa vontade para dar andamento à prática. Para
isso, devemos conhecer alguns fatos irrevogáveis a respeito do mundo
invisível.

Um deles e o mais importante neste caso é a existência de algo que em
ocultismo denominamos "formas-pensamento". Vamos tentar entender: um
pensamento, quando emitido, provoca uma serie de vibrações nos corpos sutis,
ou seja, em nosso corpo emocional e mental, que se propagam em ondas de
pensamento. Toda vez que pensamos emitimos essas ondas que se unem
rapidamente à essência Elemental. A essência Elemental é uma estranha, fina
e sensível matéria que nos rodeia e que dá vida à matéria do plano astral e
mental. Ela, por incrível que pareça, tem vida semi-inteligente. Quando
emitimos um pensamento, na maioria das vezes carregado de sentimentos, a
onda que se propaga se une a uma velocidade descomunal à essência Elemental,
dando forma e vida aos pensamentos. Daí o nome "forma pensamento".

A "forma pensamento" possui cor, forma e vida semi-inteligente. Quanto mais
claro e definido for esse pensamento/sentimento, maior a força e eficiência
do pensamento. A força do pensamento/sentimento, bem como sua repetição,
determina sua duração e eficácia. Portanto, cada pensamento emitido produz
dois efeitos: primeiro uma vibração radiante, depois uma forma colorida e
flutuante. Todo pensamento, quando entra em contato com outro de vibração
similar, se fortalece e produz outro pensamento do mesmo tipo. Sempre que
nos propomos a colocar em prática a intenção, a atenção e a vontade em
direção às nossas metas e objetivos devemos repetir diariamente e
determinadamente os exercícios. Com isso, a força do pensamento fica cada
vez maior, assim como sua vibração e vida.

Para criarmos uma forma pensamento bastante eficaz devemos ter o pensamento
forte e definido, com cores definidas e animado por um propósito definido.
Se o pensamento for suficientemente forte, a distancia não faz diferença.
Temos um enorme poder em nossas mãos, mas precisamos saber como usá-lo. O
Universo fará a sua parte, mas somente se você se propuser a fazer a sua.
Temos que ter bem claro em nossas mentes e corações que as maldições e as
bênçãos procuram seu lugar certo para alojar-se e certamente encontram.
Portanto, se você pretende criar uma realidade de paz e harmonia, alem de
realizações constantes em sua vida, tenha pensamentos elevados, de
preferência de natureza amorosa e espiritual. E saiba que "formas
pensamentos" enviadas a pessoas boas não as destroem, portanto, procure
também pensar nos conceitos relativos a inveja, mal olhado e "trabalhos
feitos", que só ganham força se a pessoas estiver na mesma vibração. Caso
contrario, não têm força nenhuma.

Pensamentos são coisas e coisas muito perigosas porque são poderosas. Pense
nisso e procure fazer diariamente o exercício abaixo:

*Mãos etéricas: Podemos criar Anjos de Luz*
Coloque uma música suave e acenda um incenso.
Sente-se em uma posição confortável, feche os olhos e relaxe.
Procure afastar os pensamentos não dando atenção a eles.
Apenas relaxe. Esfregue suas mãos uma contra a outra e lentamente vá
afastando uma da outra, criando uma esfera de luz entre elas. Essa luz pode
ser branca, rosa, verde, azul, lilás, amarela ou dourada. Vá afastando
lentamente as mãos até formar uma esfera de mais ou menos 20 cm de diâmetro.
Crie essa esfera concentrando-se profundamente nessa criação. Não perca a
concentração, mas se perder, assim que perceber volte à esfera de luz.
Quando essa esfera estiver bem formada, e com o tempo você sentirá sua
materialidade entre suas mãos, imprima seu propósito. Este pode ser a cura,
a harmonia, a paz, a proteção, ou outra missão. Lembre-se que você está
criando um anjo de Luz, um soldado da Luz, e este terá uma missão que será
impressa por você. Você está criando um ser vivo, um elemental, com um
trabalho específico, impresso por você.
Assim que sentir essa Luz bem forte, solte as mãos e encaminhe a Luz para
onde você quiser. Pode ser um enfermo, uma casa, sua casa, o planeta,
enfim... o que você quiser ou precisar. Lentamente volte sua consciência à
vigília, e tenha muita responsabilidade. Lembre-se sempre da Grande Lei.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Egrégora

ESTE TEXTO NÃO É MEU,MAS ACHO MUITO ADEQUADO AOS MÉDIUNS E AOS PARTICIPANTES DE UMA GIRA. www.casabrancadeoxala.org

Se você é pai no santo ou médium freqüentador de algum terreiro, já deve ter pelo menos ouvido alguém dizer: -"Olha a corrente, gente! Vamos concentrar"!
Você sabe realmente o que isso quer dizer? Muita gente (até as que falam) não sabe! O que é essa tal de "corrente"? Será uma corrente de ferro ou de fibras que se forma no invisível? Será uma corrente que vai prender os espíritos? Será? Será?
Na verdade, quando um dirigente (quando bem preparado) chama a atenção para a "corrente" é porque ele sentiu uma queda ou diminuição na energia ambiente (EGRÉGORA) que deve ser mantida pelos médiuns em um potencial elevado, de forma a manter os trabalhos em nível adequado, até mesmo por uma questão de auto-preservação.
Numa gira de Umbanda e também nos cultos das Igrejas Evangélicas que fazem curas, etc,
um grupo de pessoas deve estar UNIDO POR UM MESMO IDEAL. Isso é a base de tudo!
Criada a egrégora (pela união dos pensamentos direcionados aos mesmos fins), cada vez mais energias de mesma sintonia são atraídas para o ambiente. Essas energias somadas atuam imediatamente nas pessoas que ali estão, e em alguns casos, se for bem forte já começam a operar alguns "milagres", desde que as pessoas estejam em estado de recepção (concentradas no ritual e ansiando por receberem um bem). As entidades afins (os seres espirituais) penetram e até são atraídas para o interior. Entidades inferiores tendem a ser barradas por uma força invisível (a energia) que a princípio é incompatível com suas vibrações (isso se tudo estiver "correndo bem").
Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.
As entidades afins usam parte dessa energia para auxiliar os que ali estão na medida de suas possibilidades.
A técnica usada nos terreiros de Umbanda e Candomblé para formar a egrégora inicial (quando os grupos são bem dirigidos) está baseada nos rituais de "abertura". Já nas Igrejas Evangélicas e outras, consiste basicamente nas pregações, que fazem com que os adeptos se concentrem ou dirijam seus pensamentos de acordo com a "pregação". Nessas "pregações" há sempre um direcionamento do raciocínio dos ouvintes de forma a fazê-los pensar positivamente e acreditarem firmemente na possibilidade de alcançarem os bens que foram procurar. Nesse momento, embora nem saibam às vezes, estão gerando a egrégora.
Fazer com que a assistência de um terreiro participe ativamente, pensando positivamente, deve ser parte obrigatória de TODAS as giras de Umbanda. Essa, no entanto é uma prática esquecida e o que se vê em muitos terreiros é uma assistência quase sempre alheia, só participando em alguns momentos, de preferência quando vem ao encontro do que lhes interessa.
Dessa egrégora são retiradas as energias para a realização dos trabalhos, o que vale dizer que se essa energia não for forte o suficiente, o mínimo que pode acontecer é acontecer nada.
Por outro lado, se a corrente ou egrégora das "giras" não for suficiente, várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o(a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores conseqüências dos trabalhos realizados sem a devida segurança.