quarta-feira, 29 de abril de 2009

REPASSANDO...

1) Por que as entidades de umbanda usam o fumo?

As folhas da planta chamada " fumo" absorvem e comprimem em grande quantidade o prana vital enquanto estão em crescimento, cujo poder magnético é liberado através das golfadas de fumaça dadas pelo cachimbo ou charutos usados pelas entidades. Essa fumaça libera princípios ativos altamente benfeitores, desagregando as partículas densas do ambiente.

2) Por que as entidades usam ervas verdes?

Por que cada erva ( principalmente a arruda, o alecrim, a sálvia, o guiné, mangericão e a espada de Ogum) possuem agregados em sua vitalidade elementos astromagnéticos que desmagnetizam e desintegram elementos etéricos densos e negativos presentes na aura dos consulentes.

3) Por que se usa a queima de pólvora ou " fundanga"?

Quando queimados os grânulos de pólvora explodem causando intenso deslocamento molecular do ar e do éter, desintegrando miasmas, placas, morbos psíquicos, ovóides astrais, aparelhos parasitas e outros recursos maléficos como campos de força densificados com matéria astral negativa, os quais não foram possíveis de ser desativados pela força mental dos Guias do espaço e o fluido ectoplasmático dos aparelhos mediunizados.

4) Por que dos pés descalços na umbanda?

Nos atendimentos os médiuns tornam-se os "para-raios" de muitas energias densas deixadas pelos socorridos. Somos fonte condutora de correntes elétricas e pelos pés descarregamos nosso excesso negativo. Solas emborrachadas bloqueiam esse fluxo.

5) Por que do uso de bebidas alcóolicas nos trabalhos de Umbanda?

Não há necessidade de ingestão de bebidas, mas seu uso externo se faz porque o álcool volatiza-se rápidamente, servindo como condensador energético para desintegrar miasmas pesados que ficam impregnados nas auras dos consulentes além de agir como elemento volátil de assepsia do ambiente.

6) Por que dos pontos cantados?

Os diversos pontos cantados na Umbanda estabelecem condições propícias para que os pensamentos dos espíritos se enfeixem nas ondas mentais dos médiuns. Cada vibração peculiar a um Orixá tem particularidades de cor, som, comprimentos e oscilação de ondas que permitem sua percepção pelos sensitivos da Umbanda. Uma vibração sonora específica cantado em conjunto, sustenta a egrégora para que os espíritos da linha correspondente ao Orixá se aproximem, criando e movimentando no éter e no astral formas e condensações energéticas símiles aos sítios vibracionais da natureza que "assentam" as energias, como se nelas estivessem presentes.

7) Porque a Umbanda não faz milagres?

Porque religião nenhuma o faz. Porque o milagre está dentro de você, meu irmão e se faz à medida que muda as tuas atitudes, reformula teus pensamentos e põe em prática tua fé no Criador. Se alguém te prometer o milagre, fuja! Ali está um caloteiro tentando te enganar.

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Fonte: livro A Missão da Umbanda

terça-feira, 28 de abril de 2009

PONTO RISCADO

REPASSANDO...


O ponto riscado é composto de elementos que identificam a entidade e todas as energias presentes no momento em que é representado; existem elementos que são básicos como por exemplo a flecha que identifica a regência de Oxossi; mas a variação dos pontos são infinitas; isso quer dizer que você dificilmente encontrará dois pontos do Caboclo Sete Flechas, iguais; poderá encontrá-los semelhantes mas não iguais; com isso , torna-se muito difícil a pesquisa que você está fazendo; até porque não é comum as pessoas divulgarem os pontos de suas entidades além dos trabalhos no Templo.
Existe uma matéria (dentre muitas na Internet) muito interessante sobre o ponto riscado que você poderá encontrar no seguinte endereço:

http://www.genuinaumbanda.com.br/pontos_riscados.htm

Um fraternal abraço,

Luiz Crivelari

sábado, 18 de abril de 2009

OGUM

"ERA DE MADRUGADA QUANDO EU OUVI O TOQUE DE ALVORADA...
OGUM IARA COM SUA ESPADA NA MÃO...
SEU SETE ONDAS, BEIRA MAR, OGUM MEGÊ, OGUM ROMPE MATO, OGUM IARA, OGUM MATINATA, OGUM...
MEU PAI OGUM COM SUA ESPADA NA MÃO,
PARA NOS DEFENDER DE TODOS OS NOSSOS CONFLITOS...
AO LONGE JÁ SE VIA UM BATALHÃO,
ERA SEUS FILHOS NA UMBANDA CANTANDO ESTE REFRÃO:
OGUM! OGUM! VEM ABRIR NOSSOS CAMINHOS... VENHA PRA NOS PROTEGER.
OGUNHÊ PATACURI".

OGUM: DIVINDADE MASCULINA IORUBÁ, BASTANTE CULTUADO NO BRASIL, ESPECIALMENTE POR SER ASSOCIADO À LUTA, À CONQUISTA. É GUERREIRO SEMPRE FOI A FIGURA MÍTICA DO DEUS MAIS INVOCADA, JÁ QUE É SUA FUNÇÃO REALIZAR NO ASTRAL AS GUERRAS QUE OS SERES HUMANOS NÃO CONSEGUEM TRAVAR OU VENCER NA SUA LUTA COTIDIANA. OGUM, ORIXÁ DA GUERRA, DO FERRO E DO METAL. FERREIRO POR PROFISSÃO , POIS SEMPRE FEZ AS FERRAMENTAS PARA AS LIDAS COM A TERRA; É TAMBÉM O ORIXÁ QUE VENCEU MUITAS BATALHAS POR AMOR. OGUM SERÁ SEMPRE NOSSO DEFENSOR E ESTÁ SEMPRE DISPOSTO A NOS AJUDAR E A DEFENDER UMA JUSTA CAUSA.

COR A SER MENTALIZADA: VERMELHO

O QUE SER MENTALIZADO: AS CAMPINAS, ESTRADAS DE TERRA E DE FERRO.

ELEMENTO: ÁGUA, TERRA, FOGO E AR

CÂNTICO: VIBRANTES, FORTES, PEDINDO A OGUM FORÇA E CORAGEM PARA VENCER SUAS GUERRAS INTERIORES.

QUANDO OGUM FOI PARA A GUERRA
ELE MANDOU ORA, ORA
QUANDO OGUM VENCEU A GUERRA
ELE MANDOU ORA, ORA
ORA, ORA, ORA, ORA É VENCER (BIS)

GUIAS: AS GUIAS DE OGUM SÃO VERMELHAS DE CRISTAL. EM NOSSA CASA BRANCA PADRONIZAMOS A GUIA DE CRISTAL Nº 8. SÃO FEITAS EM MÚLTIPLOS DE 7 DE FORMA A CONTORNAR O PLEXO SOLAR. ESTA GUIA SÓ PODE SER USADA PELOS MÉDIUNS QUE SE AFINAM DE UMA FORMA INCOMUM COM ESTA ENERGIA, APÓS ENTENDIMENTO E CONVERSA COM OS ZELADORES, E DEVE NASCER APÓS A QUINTA OBRIGAÇÃO: (OS DOIS ORIXÁS), QUE É DADA PELOS ZELADORES DA CASA E SOB SUA RESPONSABILIDADE.

CARACTERÍSTICAS DE SEUS FILHOS:
OS FILHOS DE OGUM POSSUEM UM TEMPERAMENTO UM TANTO VIOLENTO, SÃO IMPULSIVOS, BRIGUENTOS E CUSTAM A PERDOAR AS OFENSAS DOS OUTROS. NÃO SÃO MUITO EXIGENTES NA COMIDA, NO VESTIR, NEM TÃO POUCO NA MORADIA, COM RARAS EXCEÇÕES. SÃO SEMPRE PESSOAS VALENTES, DESTEMIDAS, VIVEM EM BUSSCA DE NOVOS OSBJETIVO
PELAS PRÓPRIAS CARACTERÍSTICAS DESTE ORIXÁ, VEMOS. OS FILHOS DE OGUM SÃO MUITO MAIS PAIXÃO DO QUE RAZÃO.SÃO AMIGOS CAMARADAS, PORÉM ESTÃO SEMPRE ENVOLVIDOS COM DEMANDAS. DIVERTIDOS, DESPERTAM SEMPRE INTERESSE NAS MULHERES, TEM SEGUIDOS RELACIONAMENTOS, E NÃO SE FIXAM MUITO A UMA SÓ PESSOA ATÉ REALMENTE ENCONTRAREM SEU GRANDE AMOR
DIA EM QUE SE COMEMORA OGUM: 23 DE ABRIL. (DE ACORDO COM O CALENDÁRIO OFICIAL DE UMBANDA).

DIA DA SEMANA: TERÇA-FEIRA

O QUE PEDIR A ESTE ORIXÁ: FORÇA NAS DEMANDAS, NAS GUERRAS INTERIORES, NAS BATALHAS DO DIA A DIA.

FLORES: ROSAS VERMELHAS, CRAVOS VERMELHOS, PALMAS VERMELHAS, CRISTA DE GALO, ESPADA DE OGUM.

FRUTAS: MANGA ESPADA, CAJÁ, COCO, CAJARANA, CAJÁ-MIRIM.

ERVAS: ESPADA DE OGUM, TAIOBA, MANGUEIRA, DRACENA, JAMBO AMARELO, JAMBO VERMELHO, LOSNA, VASSOURINHA DE RELÓGIO, PALMEIRA DO DENDEZEIRO, CAJAZEIRA, AÇOITA CAVALO, AROEIRA, DRACENA VERMELHA, CARQUEJA, EUCALIPTO, AGRIÃO, ETC.
AÇOITA CAVALO – IVITINGA, AÇUCENA RAJADA – CEBOLA CENCÉM, AGRIÃO, ARNICA ERCA LANCETA, AROEIRA
CABELUDA BACUICA, CANA DE MACACO, CANA DE BREJO – UBACAIA, CANJERANA – PAU SANTO, CARQUEJA, CRISTA DE GALO – PLUMA DE PRÍNCIPE
DRAGOEIRO – SANGUE DE DRAGÃO
ERVA-TOSTÃO
GRUMIXAMEIRA, GUARABU – PAU ROXO
HELICÔNIA
JABUTICABA, JAMBO AMARELO, JAMBO ENCARNADO, JAPECANGA, JATOBÁ – JATAÍ, JUCÁ
LIMÃO BRAVO, LOSNA
ÓLEO PARDO
PIRI-PIRI, POINCÉTIA, PORANGABA
SANGUE DE DRAGÃO, SÃO GONÇALINHO
TANCHAGEM
VASSOURINHA DE IGREJA
( ESTAMOS REPETINDO ALGUMAS DA LISTA PARA GRAVAREM MAIS)

BEBIDAS: CERVEJA BRANCA, VINHO SECO OU RASCANTE, VINHO DE PALMA, SUMO DE SUAS PRÓPRIAS ERVAS E FRUTOS.

MINERAL: FERRO

SAUDAÇÃO: "PATA KORI OGUM! OGUNHÊ! "
IMPORTANTE, SUPREMO. OGUM SOBREVIVEU FORTE

OFERENDAS: TODAS AS VEZES QUE OS ZELADORES, OU DIREÇÃO ESPIRITUAL DA CASA , PERCEBEREM A NECESSIDADE DE UM FILHO FAZER UMA OFERENDA PARA UM ORIXÁ, LHE SERÁ DADO O PEDIDO E MARCADO O DIA
A SER FEITO.


OBI ( VERMELHO) PARA OGUM

MATERIAL NECESSÁRIO:

7 OBÍS( FRUTO DE ORIGEM AFRICANA DE GRANDE IMPORTÂNCIA NO CULTO AFRO BRASILEIRO ENCONTRADO EM LOCAIS QUE VENDE ARTIGOS RELIGIOSOS.) ,1 QUILO DE FARINHA CRUA DE MANDIOCA UMA VASILHA DE BARRO(ALGUIDAR), UMA VELA DE 7 DIAS,E 1 COPO MÉDIO DE AZEITE DE DENDÊ.

MODO DE PREPARAR.

RALAR OS OBÍS FAZER UMA FAROFA DE FARINHA E DENDÊ, DEPOIS MISTURAR OS OBÍS FAZENDO SEUS PEDIDOS. QUANDO A FAROFA ESTIVER PRONTA ASCENDER UMA VELA PARA OGUM.


FEIJÃO PARA OGUM

MATERIAL NECESSÁRIO:

1 KG DE FEIJÃO PRETO, 2 CEBOLAS BRANCAS 250 ML DE AZEITE DE DENDÊ SAL A GOSTO.

MODO DE PREPARAR:

COZINHAR O FEIJÃO EM ÁGUA DEPOIS DE COSIDO O FEIJÃO E QUASE SECO REFOGAR COM AS CEBOLAS TRITURADAS E FRITAS NO DENDÊ COLOCANDO SAL A GOSTO.DEPOIS DE PRONTO POR A COMIDA EM UM ALGUIDAR DE BARRO E OFERECER A OGUM.]



OFERENDA DE INHAME

INGREDIENTES

TRÊS INHAMES OU CARÁ
AZEITE DE DENDÊ
MEL
UMA GARRAFA DE CERVEJA BRANCA OU VINHO TINTO
VELA VERMELHA DE 7 DIAS
VINTE E UM PALITOS. (O IDEAL SERIA QUE OS PALITOS FOSSEM FEITOS DO CAULE DA PALMA DO DENDEZEIRO; COMO É DIFÍCIL, PODE SER USADO OUTRO VEGETAL).
1 ALGUIDAR

MODO DE FAZER

ASSAM-SE OS INHAMES COM CASCA, NO FORNO, DEIXANDO ESFRIAR DENTRO DO ALGUIDAR OU TRAVESSA. EM SEGUIDA, ENFIAM-SE UM A UM OS PALITOS, FAZENDO-SE OS PEDIDOS, CANTANDO OU ORANDO. TERMINANDO, COBRE-SE COM AZEITE DE DENDÊ, DEPOIS MEL. ABRE-SE A CERVEJA OU VINHO TINTO, SALVANDO EM VOLTA, DERRAMANDO UM POUCO DO LÍQUIDO E DEIXANDO O RESTANTE AO LADO DO ALGUIDAR OU TRAVESSA, COM A VELA ACESA. CHARUTO É NECESSÁRIO. EMBORA NÃO SEJA OBRIGATÓRIO.

OFERENDA DE FEIJÃO

INGREDIENTES

UM QUILO DE FEIJÃO MULATINHO
AZEITE DE DENDÊ
CEBOLA
FARINHA DE MANDIOCA
VELA VERMELHA DE 7 DIAS
CHARUTO
CERVEJA BRANCA OU VINHO TINTO
3 OVOS COZIDOS
1 ALGUIDAR

MODO DE FAZER

TORRA-SE O FEIJÃO EM UMA FRIGIDEIRA, COM UM POUCO DE AZEITE DE DENDÊ; PREPARA-SE UMA FAROFA, TAMBÉM COM DENDÊ E CEBOLA. NO FUNDO ALGUIDAR COLOCA-SE A FAROFA, EM SEGUIDA UMA CAMADA DE CINCO RODELAS DE CEBOLA; DEPOIS, PÕE-SE O FEIJÃO TORRADO, COBERTO DE RODELAS DE CEBOLA E OVOS. O CHARUTO, A VELA E A CERVEJA OU VINHO, VÃO AO LADO.


AIPIM PARA OGUM

INGREDIENTES

AIPIM (MACAXEIRA, MANDIOCA)
AZEITE DOCE
MEL
CERVEJA BRANCA
CHARUTO
VELA 7 DIAS VERMELHA
1 ALGUIDAR


MODO DE FAZER

COZINHAR O AIPIM, AMASSÁ-LO, PARA EM SEGUIDA FAZER BOLINHOS; REGA-SE COM O AZEITE DOCE E O MEL. A VELA, O CHARUTO E A CERVEJA, VÃO AO LADO.

PALITEIRO PARA OGUM VENCER DEMANDAS

INGREDIENTES

UM CARÁ GRANDE, UM PACOTE DE PALITOS PARA DENTE
MEL DE ABELHA
UM PACOTE DE PALITOS PARA DENTE

MODO DE FAZER

COLOQUE O CARÁ NA BOCA DO FOGÃO PARA QUEIMAR A CASCA; EM SEGUIDA O RETIRE COM UMA FACA BEM AMOLADA; COLOQUE OS PALITOS UM A UM. DEPOIS, COLOQUE NO ALGUIDAR E REGUE COM MEL.

FEIJOADA DE FEIJÃO CAVALO

INGREDIENTES

MEIO QUILO DE FEIJÃO CAVALO
SALGADOS DE PORCO
TEMPEROS
AZEITE DE DENDÊ
CEBOLA

MODO DE FAZER

CATE E LAVE O FEIJÃO CAVALO EM UMA PANELA; FAÇA UM REFOGADO DE AZEITE DE DENDÊ COM CEBOLA, COLOCANDO EM SEGUIDA O FEIJÃO PARA COZINHAR, COM TODOS OS SALGADOS E TEMPEROS; DEPOIS DE COZIDO, COLOQUE EM UMA PANELA DE BARRO E OFEREÇA PARA OGUM.

CARÁ PARA OGUM

INGREDIENTES
MEIO QUILO DE CARÁ
CAMARÃO SECO
CEBOLAS

MODO DE FAZER
DESCASQUE E CORTE O CARÁ, COLOCANDO-O EM UMA PANELA COM O CAMARÃO SECO E A CEBOLA RALADA; REGUE COM UM POUCO DE AZEITE DE DENDÊ E LEVE AO FOGO BRANDO POR 30 MINUTOS. DEPOIS DE TUDO COZIDO, COLOQUE EM UM ALGUIDAR E ENFEITE COM CAMARÕES SECOS.

ANGU DE ARROZ
DESMANCHE O FUBÁ DE ARROZ EM LEITE DE COCO RALO, FRIO.
TEMPERE COM SAL E LEVE AO FOGO PARA COZINHAR, SEM PARAR DE MEXER.
QUANDO ESTIVER COZIDO, PODE JUNTAR O LEITE DE COCO PURO, FERVENDO
POR MAIS UM OU DOIS MINUTOS. DESPEJE EM FORMA MOLHADA, DEIXE ESFRIAR
E DESENFORME NUM PRATO.
O ANGU É O ACOMPANHANTE CORRETO DO VATAPÁ E NÃO O PIRÃO QUE
COSTUMA SER SERVIDO.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Parte 4 da Cartilha

-PARA QUE SERVE A DEFUMAÇÃO NA UMBANDA?
A DEFUMAÇÃO É ESSENCIAL PARA QUALQUER TRABALHO NUM TERREIRO DE UMBANDA, BEM COMO NOS AMBIENTES DOMÉSTICOS. ESTE RITUAL.
PRATICADO COM O OBJETIVO DE PURIFICAR O AMBIENTE (TERREIRO/RESIDÊ NCIA), BEM COMO O CORPO DO MÉDIUM E A ASSISTÊNCIA (PESSOAS QUE IRÃO PARTICIPAR DA GIRA), RETIRAM
AS ENERGIAS NEGATIVAS E PREPARA O LOCAL PARA QUE A GIRA POSSA OCORRER EM HARMONIA.
EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE DEFUMAÇÕES DE ACORDO COM O PROBLEMA DA PESSOA OU AMBIENTE,VAMOS CITAR ALGUMAS:

1-DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO
2-DEFUMAÇÃO DE HARMONIZAÇÃO
3-PARA LIMPEZA DE AMBIENTE
4-PARA ATRAIR BONS NEGÓCIOS ( EM HANBIENTES COMERCIAIS)
NÓS PREFERIMOS EM NOSSA CASA FAZERMOS A DEFUMAÇÃO E NÃO COMPRÁ-LA PRONTA.POIS AÍ TEREMOS CERTEZA DOS INGREDIENTES QUE ELA LEVARÁ.

- PARA QUE SERVEM OS BANHOS DE DESCARREGO -
O BANHO É A RENOVAÇÃO DO CORPO E DA ALMA, POIS QUANDO O CORPO SE SENTE BEM E SE ACHA REFEITO DO CANSAÇO, A ALMA FICA TAMBÉM APTA A VIBRAR HARMONIOSAMENTE.
OS BANHOS SEMPRE FORAM POTENTES INTEGRANTES DO SENTIMENTO RELIGIOSO, HAJA VISTO OS POVOS DA ÍNDIA MILENAR SEREM LEVADOS A BANHAR-SE NAS ÁGUAS DO RIO SAGRADO, O GANGES, CUMPRINDO ASSIM PARTE DE UM RITUAL QUE, PARA ELES, É INDISPENSÁVEL E SAGRADO.
NOS CENTROS E TERREIROS DE UMBANDA, OS BANHOS TEM SIDO DE GRANDE IMPORTÂNCIA NA FASE DE INICIAÇÃO ESPIRITUAL; POR ISSO, TORNA-SE NECESSÁRIO UM GRANDE CONHECIMENTO DO USO DAS ERVAS, RAÍZES, CASCAS, FRUTOS E PLANTAS NATURAIS.
E COMO JÁ SABEMOS, OS BANHOS DE ERVAS DEVEM SER PREPARADOS POR PESSOAS ESPECIALIZADAS DENTRO DOS TERREIROS. SE FOREM PREPARADOS POR OUTRA PESSOA, QUE ELA ESTEJA COM O SEU CORPO FÍSICO E SEU CORPO ASTRAL PURIFICADOS, PELO MENOS PELO BANHO DE UMA ERVA, E LIVRES DE EXCITAÇÕES SEXUAIS; NEM POR MULHERES NA FASE DE MENSTRUAÇÃO PORQUE OS HORMÔNIOS DAS MULHERES MENSTRUADAS ALTERAM A QUÍMICA DO CORPO. A ORIENTAÇÃO E O USO DAS ERVAS SÃO ATRIBUIÇÕES DOS GUIAS ESPIRITUAIS,DAS ENTIDADES E DOS ORIXÁS, ATRAVÉS DOS CHEFES DE TERREIROS

BANHOS DE DESCARGA
O MAIS CONHECIDO, E COMO O PRÓPRIO NOME DIZ, O BANHO DE DESCARGA (OU DESCARREGO) SERVE PARA DESCARREGAR E LIMPAR O CORPO ASTRAL, ELIMINANDO A PRECIPITAÇÃO DE FLUÍDOS NEGATIVOS (INVEJA, ÓDIO, OLHO GRANDE, IRRITAÇÃO, NERVOSISMO, ETC). SUPRIME OS MALES FÍSICOS EXTERNAMENTE, ADQUIRIDOS DE OUTREM OU DE LOCAIS ONDE ESTIVEREM OS MÉDIUNS. ESTE BANHO PODE SER UTILIZADO POR QUALQUER ADEPTO DA UMBANDA, DESDE QUE SEGUINDO AS RECOMENDAÇÕES DAS ENTIDADES/GUIAS ESPIRITUAIS.

BANHOS PARA OS MÉDIUNS DA CASA,É (MÉDIUNS DE INCORPORAÇÃO).
ESSES BANHOS TÊM A FUNÇÃO DE ESTIMULAR OS FLUÍDOS DA MEDIUNIDADE, ATIVANDO, REVITALIZANDO AS FUNÇÕES PSÍQUICAS PARA UMA EXCELENTE TRABALHO DE RITUALIZAÇÃO DOS GUIAS ESPIRITUAIS E É TAMBÉM RECOMENDADO PARA ATIVAR E AFINIZAR AS FORÇAS DOS ORIXÁS, PROTETORES DE CABEÇA E DO ANJO DA GUARDA.

BANHO DE AMACI
É O BANHO MAIS CONHECIDO PELAS PESSOAS QUE COMEÇAM A FREQÜENTAR OS CENTROS DE UMBANDA E QUE SOMENTE DEVE SER PREPARADO POR UMA ENTIDADE ESPIRITUAL OU PELO GUIA CHEFE DO TERREIRO, PAI/MÃE-DE-SANTO, ZELADOR(A) DO TERREIRO,BABALAÔ OU CHEFE DE CULTO. É O BANHO QUE PODE SER PREPARADO DA CABEÇA AOS PÉS, OU SIMPLESMENTE DA CABEÇA, PORQUE É PREPARADO DE ACORDO COM ,ORIXÁ PROTETOR DO FILHO, INICIANTE NA UMBANDA.
O BANHO DE AMACI É PRÓPRIO PARA A CABEÇA ONDE RESIDE O NOSSO ORIXÁ , O NOSSO GUIA ESPIRITUAL. SÓ PODEM TOMAR O BANHO DE AMACI AQUELES QUE FOREM FREQÜENTAR E DESENVOLVER-SE NA GIRA DE UMBANDA, NO CENTRO OU TERREIRO. O PRÓPRIO ADEPTO NÃO DEVE NUNCA PREPARÁ-LO E NEM TOMÁ-LO EM CASA; EXISTE TODO UM RITUAL PARA QUE SEJA FEITO O AMACI DA UMBANDA, ISTO É, ERVAS SELECIONADAS DE ACORDO COM O ORIXÁ DO INICIANTE, BEM COMO DIA E HORA APROPRIADOS, E DEMAIS REQUISITOS QUE O BANHO EXIGE.

UM POUCO DE NÓS

Somos eu Maria das Graças, Pedagoga e Zeladora com o nome de Maria de Omolú e meu marido –Solano – Economista, estudante de filosofia: dentro do Sacerdócio com o nome de Solano de Oxalá, zeladores de um Templo Umbandista em Lagoa Santa, Minas Gerais.Chama-se CASA BRANCA DE OXALÁ.Temos a intenção simplesmente de divulgar o material que temos para que o anúncio da Umbanda assim como seus primeiros preceitos não se percam no tempo.Temos também estudos que fizemos a partir deste material e de nossa vivência na Umbanda (entrei para a Umbanda aos 13 anos e hoje estou com 54 anos) que se alguém se interessar enviaremos também, pelo simples fato de divulgação àqueles que pretendem fazer uma Umbanda séria voltada para a caridade e evolução espiritual de Ser.
Fui de formação católica no início de minha vida.
Fui evangélica ( No tempo que as IGREJAS Evangélicas eram sérias... Fui metodista.
Minha busca não parou aí, aos 13 anos de idade fui visitar um centro espírita de curiosidade e qual a minha surpresa:Incorporei um Caboclo de nome Guarani, que me acompanha até hoje.Depois de uns 14 anos trabalhando neste centro de nome “ UMBANDA BUSCANDO LUZ , tivemos uma dissidência e saí, indo para o Tenda Espírita Caboclo Flecha Dourada.
Lá trabalhei e fui raspada dentro do Candomblé, tendo como Pai de Santo Tateto Nepanji da casa de candomblé de "NZO KUNA AKOSI" .
Casa esta tendo sua raiz no terreiro de Bernadino Bate folha da Bahia
Meu Pai de Santo, um profundo estudioso do Yorubá, e da AngolaConguense, ou seja o Muxicongo.
Fui feita no Santo.Em Obaluaê e Inhaçã. Fiquei lá uns 4 anos,mas por vontade minha não passei da segunda obrigação
. ...A Umbanda me chamava...
Mais tarde me casei e fui para o Rio de Janeiro, lá eu e meu Marido Solano Filardi,economista e praticante da Umbanda.
Trabalhava no terreiro Tenda Espírita Nossa Senhora da Glória” no bairro da Penha no Rio de Janeiro.
Trabalhei nesse terreiro durante um ano.
Fizemos o sacerdócio na Umbanda
E como na Umbanda não se mexe em cabeça de filho isto só é feito no Candomblé. Fizemos Eu e Solano nossa Ordenação Sacerdotal, seguindo os princípios da Casa Branca de Omolú, que por sua vez segue os princípios de sua raiz, mãe Doca e Omolubá ( Babalorixá conceituado e escritor de vários livros de Umbanda,colocando seus fundamentos e revelações religiosas.
Passamos três anos em um período iniciático e rituais para Ordenação Sacerdotal.
Depois de nossa Ordenação passamos a chamar Maria de Omolú e Solano, Solano de Oxalá. Fundamos a Casa Branca de Oxalá em 13 de Maio de 1991.Desde então temos procurado ser o mais autêntico e transparente possível com nosso ideais e nossos filhos.Temos reuniões de estudos com os médiuns e reuniões públicas, de atendimento.
Através de Omolubá conhecemos Lílian Ribeiro (presidente da TULEF), repórter e Jornalista que nos deu entrada a história de umbanda.longe de seus mitos, mas a história real com fatos.
Tivemos a oportunidade através de Lílian Ribeiro (TULEF) e conhecer no Rio as filhas de Zélio de Moraes e através delas Zélia ( já falecida com 92 anos) e Zilméia (hoje com 91 anos)
Através dos depoimentos de Lílian Ribeiro,(falecida), presidente da Tulef.
Vanzelloti, presidente do CONDU (falecido também) e Irmão Martinho (falecido) presidente da Congregação Umbandista do Brasil - hoje dirigida por Fátima e Carlos Damas.Através destes contatos obtivemos perto de 90 fitas com gravações de Zélio de Moraes e pontos cantados na Tenda, verdadeiras obras musicais de uma grande religiosidade.
Pai Solano fala um pouco dele : Sou Solano Filardi, economista, com mestrado feito no Chile, Pai de Terreiro da Casa Branca de Oxalá, com o nome de Pai Solano de Oxalá
Fui iniciado na Umbanda em 1987, na Tenda Espírita Nossa Senhora da Glória localizada no bairro da Penha no Rio de Janeiro durante três anos, tendo feito ali a minha primeira iniciação, chamada na Casa de Coroa de Jurema.
A seguir, eu e minha esposa, Maria de Omolú, fomos para a Casa Branca de Omolú onde passamos por todos ritos iniciáticos até o grau de sacerdote ou Pai de Terreiro e Mãe de Terreiro. Continuamos ligados à Casa Branca de Omolú, por nossas obrigações com Mãe Mariazinha de Omolú e pelo aprendizado que tivemos com nosso “avô de Terreiro” Omolubá.
Participamos, em nossa Casa mãe, de uma reunião anual do Conselho Sacerdotal das Casas Brancas, originadas de Mãe Doca e de seu filho Omolubá.
Abrimos nosso terreiro em 1992, no dia 13 de maio, com reunião dentro da nossa Casa Branca de Omolú, com a presença de Omolubá, Mãe Mariazinha e inúmeros irmãos da casa.
Nosso primeiro terreiro em Minas Gerais estava localizado em um sítio na cidade de Santa Luzia. Posteriormente, em 1992, em setembro, conseguimos comprar uma pequena casa em Belo Horizonte, na rua Padre João Combat, 35 no bairro da Saudade.
Quando tínhamos cerca de ----- anos, em 2---- , transferimos para Lagoa Santa, na Rua Barbacena, 45, no Bairro Ovídio Guerra. Hoje estamos localizados no Centro de Lagoa Santa, em nossa sede própria situada à Rua Senador Modestino Gonçalves nº 81 Bairro Centro/Joana D’arc

Quanto à bibliografia dos nossos trabalhos temos blocos de pesquisa feita dos livros básicos da época que se encontram abaixo

1 - “ O CULTO EM FACE DA LEI’ – POR VÁRIOS UMBANDISTAS – RIO DE JANEIRO 1944

2 - “CADERNOS DE UMBANDA” –MEMÓRIAS DE SANTÉ – VOL I,II,III E IV - NEY LIVROS ( HOJE NA EDITORA PALLAS) DEZEMBRO DE 1988 – ESCRITO POR OMOLUBÁ ( QUE É NOSSO “ AVÔ’” NO SACERDÓCIO DE UMBANDA)

3 - UMBANDA BRASILEIRA – JOSÉ FONSECA – 1978 – CONSELHO DELIBERATIVO DA UMBANDA –CONDU
4 - UMBANDA RELIGIÃO BRASILEIRA
CARLOS DE AZEVEDO /JOÃO ÁLVARES PESSOA/NILTON MESQUITA CAVALCANTI/MADRE YARANDASÂ
ANTOLOGIA DO MOVIMENTO ESPIRITUALISTA – EDITORA OBELISCO – NÃO ENCONTREI A DATA, MAS É CONTEMPORÂNEO DESTES A CIMA

5 - UMBANDA CRISTÃ E BRASILEIRA
JOTA ALVES DE OLIVEIRA – COLEÇÃO ESPIRITUALISMO ( PESQUISA, ANÁLISE E DOUTRINA) EDITORTECNOPRINT?RJ

6 - UMBANDA DE TODOS NÓS / SUA ETERNA DOUTRINA – W W DA MATTA E SILVA 1º EDIÇÃO 1957 RIO DE JANEIRO.

7 - GRAVAÇÕES FEITAS PELA VOZ DE ZÉLIO DE MORAES.E POSTERIORMENTE POR SUAS FILHAS ZÉLIA E ZILMÉIA.

8 - GRAVAÇÕES COM LÍLIAN RIBEIRO

9 - CURSOS DE CULTURA RELIGIOSA AFRO-BRASILEIRA-FERNANDES PORTUGUAL /1º EDIÇÃO – EDITORA FREITAS BASTOS –1988

10 - PONTOS E SESSÕES GRAVADAS NA TULEF E CONVERSAS COM LÍLIAN RIBEIRO – RIO DE JANEIRO / 1990

11 – O ESPIRITISO,MAGIA E AS SETE LINHAS –PUBLICADO EM 1933 DE Leal de Souza

12- NO MUNDO DOS ESPÍRITOS - UMA SÉRIE DE REPORTAGENS FEITAS POR LEAL DE SOUSA NO JORNAL DIÁRIO DA NOITE. 1925

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Papel do Médium de Umbanda

Repassando

O Papel do Médium de Umbanda
Postado por Casa de Caridade Santo Antônio de Pádua em 6 abril 2009 às 15:42
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O indivíduo que trabalha nas fileiras umbandistas, exercitando suas faculdades mediúnicas nas reuniões chamadas Giras, ou Engiras, desempenha ações importantíssimas na evolução coletiva e na solução de problemas de diversas ordens que acometem a todos os que freqüentam as Tendas de Umbanda. O médium de Umbanda tem o papel único e maravilhoso de servo! É servindo ao próximo, numa entrega incondicional e desinteressada, de coração jubilado, que o médium de roupas brancas da Umbanda realiza a maior e mais perfeita das ordenanças cristãs: “amar ao próximo, como a si mesmo”!Sem a consciência de que tudo o que faz numa Tenda ou num Terreiro é em benefício alheio, o médium carece de orientação e estudo mais profundo das verdades espirituais.Dentro de um Terreiro o papel do filho de Umbanda começa logo assim que cruza os portões da entrada onde está assentado o Guardião da casa. Mas, não se trata apenas de alguns toques costumeiros no chão, ou saudações decoradas de palavras vazias e repetitivas. O “trabalho” do médium tem início através dos bons pensamentos que deve considerar assim que chega ao Templo munido dos utensílios e materiais litúrgicos que serão utilizados na sessão. O médium irá participar de uma reunião aonde centenas de outros Espíritos, dos mais diferentes níveis conscienciais e padrões vibratórios, também irão a fim de encontrarem alívio e soluções para suas dores e seus problemas. Aquele que servirá de instrumento aos Guias de Lei deve responsabilizar-se em ser mais útil ainda. Ao saudar o Guardião deve tomar, desde esse momento, uma postura vigilante e consciente de que Espíritos que descerão à Terra para fazer a caridade dependerão de sua boa vontade e de seu desprendimento. Mesmo estando numa posição dentro do Terreiro em que inevitavelmente será alvo dos olhares curiosos dos visitantes e freqüentadores, o médium precisa entender que o mais importante será o bem que as Entidades farão na Gira.Todos os médiuns são importantes numa Gira. Desde o menor ao maior, se é verdade que exista essa classificação entre os umbandistas.É comum as pessoas darem importância maior à Incorporação. Também é fato corriqueiro que a grande maioria dos que iniciam numa Corrente de Umbanda, almeja logo “receber Caboclo”. Entretanto, há funções tão ou mais importantes num Terreiro quanto a dos médiuns que servem de “aparelhos” aos Guias.Os “Cambones”, ou Médiuns Auxiliares, exercitam sua mediunidade através da servil e humilde tarefa de atender aos pedidos de uma Entidade, seja Caboclo, Preto Velho, ou até mesmo Exu.Os “Ogãs de Toque e de Canto”, ou Médiuns Instrumentistas e Cantadores de Ponto, são importantíssimos no trabalho de manter o equilíbrio vibratório das Giras e o de preservar a pura sintonia dos pensamentos coletivos.Há ainda os médiuns que executam a tarefa de coordenar a entrada dos assistentes no Congá, os que trabalham na limpeza do Terreiro, os que cuidam do material litúrgico comum a todos, os que zelam pelo incenso e pelo turíbulo, os que desempenham tarefas administrativas e os que coordenam o andamento das sessões. Tem também aqueles que gratuitamente trabalham nas cantinas e nos bazares, e os que realizam tantos outros serviços que parecem de pouca importância, mas que no fim trará grandes benefícios no desenvolvimento da própria mediunidade.O que seria dos médiuns de Incorporação se não existissem todos os outros que, invisíveis aos olhos de muitos, asseguram o bem estar deles mesmos? Como aqueles poderiam ser úteis no atendimento aos consulentes se não existissem os médiuns que, mesmo não incorporando, fazem parte da Gira contribuindo caritativamente com seus serviços? No fim das contas, todos os médiuns exercem o mesmo papel: o de servo bom e fiel a serviço da Corrente Astral de Umbanda.
Tags: cambone, caridade, desenvolvimento, dons, incorporação, medium, mediunico, mediunidade, serviço, servo
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domingo, 5 de abril de 2009

PÓLVORA

repassando:
Por Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira (in memoriam)Presidente da União de Umbanda (Porto Alegre/RS) Trechos publicados em duas edições no Jornal JOCAB (meados de 1994) O chamado ponto-de-fogo, um dos mais utilizados recursos da Umbanda e dos Cultos Africanos, é o efetuado com a pólvora e para finalidades as mais diversas. Seu uso na Magia Negra é bastante difundido e os feiticeiros o utilizam em suas investidas contra seus adversários ou suas vítimas. A pólvora é também conhecida por fundanga ou tuia e a sua fabricação pode ser caseira ou industrializada. A diferença entre uma e outra é idêntica a dos defumadores ou banhos de ervas colhidas e os comprados em firmas especializadas, isto é, nestas falta-lhes o preparo mágico indispensável e a dosagem exata de seus componentes o que, por vezes, impede seja atingido o fim colimado. Fundanga é uma expressão de origem kimbundo e seu significado, naquele idioma, é exatamente, pólvora. Quanto a tuia, ainda que por sua morfologia nos afigure palavra de origem indígena é oriunda do ioruba tuyo que significa expelir, deslocar para fora. A palavra representativa de pólvora nos idiomas indígenas, somente a fomos encontrar no tupi e é uma palavra arcaica e obsoleta na Umbanda, pois jamais ouvimos sequer um Caboclo solicitar mocacui para seus trabalhos, dando preferência, invariavelmente, às expressões de origem africana.
A pólvora é um elemento de Magia ambivalente prestando-se, destarte, à serviços para o Bem e o Mal. É, pois, por sua potência, um dos recursos mais utilizados pelos feiticeiros para o enfeitiçamento de pessoas ou coisas tendo, ainda, o inusitado dom de transmitir ou conferir, a quem quer que seja, todo o poder que sua utilização seja feita com a estrita obediência dos preceitos de Magia e independentemente do fim a que se destina. Tais fatores, conjugados, nos levam à conclusão de que todos os trabalhos com pólvora exigem uma concentração e precaução extraordinárias. Daí o porquê só devam ser feitas por entidades, na sua quase totalidade Exus, ou quando considerarem oportuno, delegarem poderes a um médium especializado para sua execução. O primeiro nos impulsiona constantemente para a frente e para o alto nos dá ânimo e pertinácia em todos os nossos passos, nos concede o ardor, a iniciativa, o espírito de luta, a vontade e a capacidade de satisfazer nossos desejos atingindo o objetivo de nossas aspirações mas, em troca, nos oferece a inquietude, a inconstância e o amor às mudanças e novidades, a impulsividade que nos leva a ações inconseqüentes, recolhendo frutos não amadurecidos e perdendo os melhores e mais compensadores resultados de nossos esforços. O segundo, é aquele que nos tolhe e nos traz desenvolvimento, fazendo-nos introspectivos, nos causa medo e a reflexão, nos leva a cingir-nos e a fixar-nos tanto no erro quanto na verdade, nos hábitos viciosos e virtuosos, nos torna fiéis e perseverantes, firmes em nossa vontade e tenazes esforços, e nos capacita a atrair aquilo para o que estamos interiormente sintonizados pelos nossos pensamentos, convicções e aspirações. Em contraposição, nos acarreta a desilusão e o discernimento, nos afasta das mudanças e de toda ação irreflexiva, porém, também, de todo progresso, esforço e superação. Apresenta-nos, agora, o terceiro componente, o carvão, inteiramente distinto dos demais, pois sua propriedade primordial é a fácil absorção dos fluidos de quaisquer naturezas. Assim sendo, todas as emoções astrais são por ele retidas e, por isso, desembaraça os objetos materiais dos fluidos de que se encontram impregnados. Sua ação intermediária, neste sentido, se caracteriza pela lentidão e segurança, e o fato de agir em estado natural obrigam-nos a conjurá-lo quando em seu uso em trabalhos de Magia, a fim de limpa-lo dos maus fluidos de que, porventura, esteja impregnado. Hermeticamente, o carvão, em seu estado natural é o símbolo da Constância e, em combustão, do Fervor, isto porque, neste estado, consegue dissolver o mais duro dos metais. O estudo acurado dos elementos componentes da pólvora e da dualidade de suas funções, inerentes a tudo o que existe no Universo, é suficiente ao iniciado para saber onde, quando e como usa-la e, ao Mago, para possibilitar-lhe o conhecimento de seus efeitos malévolos contra indivíduos e coisas, se utilizada no campo da Magia do Mal, assim como aquilatar o poder e os conhecimentos de quem a empregou. De tudo o que dissemos, deduz-se que a pólvora jamais deve ser queimada dentro de casas ou ambientes fechados e sim, próxima a aberturas, pois o recinto fechado não permite a evaporação das camadas deletérias por ela deslocadas em sua explosão, o que determinará o sobre carregamento do ambiente de novos resíduos, estes já oriundos de sua ação. Apesar de ser a pólvora a força máxima pra limpeza, seu uso deve ser restrito a casos da mais absoluta necessidade e, além dos cuidados já arrolados no presente trabalho, sob a responsabilidade do Guia-Chefe ou de seu preposto, com o auxílio, é evidente, das falanges trabalhadoras ou evocadas. Outrossim, jamais poderemos iniciar sua combustão senão com fósforos pelo mão-de-fogo, ou charutos, no caso de entidades incorporadas. Em hipótese alguma utilizaremos a chama de velas para tal fim e, muito menos, isqueiros. Concluindo, queremos frisar que algumas casas, face aos solertes ataques que são dirigidos à nossa Religião, taxada de primitiva, mercê de seus rituais, vêm abolindo o uso da tuia às vezes até em choque com as instruções emanadas dos Guias. A estas acometidas podemos antepor o uso dos fogos nas procissões e festas católicas, principalmente nas de São João, Pedro e Antônio e que, em suma, nada mais representam que uma queima, semelhante aos seus efeitos, ao nosso ponto-de-fogo. Ademais, quando o Astral Inferior que envolve nosso Planeta com suas densas camadas, encontra-se sobrecarregado de cascões, vampiros, magos negros, corpos astrais de animais, formas de pensamento maus, de criação consciente ou inconsciente, artificiais humanos e invólucros vitalizados, estes da mais alta periculosidade e utilizados nos trabalhos de Vodu, o Alto, em sua Eterna Sabedoria, envia violentos temporais cósmicos, onde os efeitos luminosos da queima da pólvora cumbem, pela eletricidade cósmica, de limpar o ambiente. É claro que tais tormentas, tão bem descritas por André Luiz, chegam até nós sob a forma de cataclismos materiais que, em que pese a violência de que se revestem, nada mais são que meros reflexos dos originais. Então o fogo produzido pelas descargas elétricas age sobre os componentes da pólvora desanuviando o ar pesado e tenso acumulado durante o longo período que as antecedeu. A descarga da pólvora que efetivamente nada mais é que um insignificante arremedo, no Microcosmo, dos recursos utilizados pelo Poder Universal com idênticas finalidades, é claro, as enormes proporções que o separam do Macrocosmo. Ao encerrarmos, voltemos à tecla que jamais cansaremos de acionar: se o irmão não estiver devidamente preparado, se não possuir o axé de mão-de-fogo e, principalmente, se não encontrar previamente autorizado por nossos Grandes Mestres ouça nosso conselho e não se arrisque inutilmente a executar vaidosamente um trabalho de tal monta. Se o fizer, estará em idêntica situação de um motorista que, ansioso para mostrar sua habilidade e competência, não se peja em pôr em risco não apenas sua vida, mas, o que é mais grave, a de todos que o acompanham em seu veículo. E, se alguma vez sentir-se tentado a faze-lo que, nesta hora, ressoem em seus ouvidos a Curimba de Fogo, a fim de alerta-lo sobre o erro em que incindirá: Só queima tuia quem pode queima Meu ponto é seguro, não deve falhá Só manda fogo quem pode mandá Meu ponto é seguro, meu Pai Oxalá Caso, no entanto, esteja capacitado a faze-lo, que Oxalá o permita, nunca sua mão se aproxime de um ponto-de-fogo com intenções outra as que não a de trazer benefício aos seus semelhantes. Que sua conduta seja reta, sua fé acendrada e a confiança em seus conhecimentos inabalável. Que o irmão aprove, sempre em todas as oportunidades, que é um verdadeiro portador do axé de fogo. Sarava!