quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Quaresma

repassando...

TEMPO PRIVILEGIADO DE REFLEXÃO E CONVERSÃO
A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias no qual os católicos realizam a preparação para a Páscoa, a mais importante festa do calendário litúrgico, que celebra a Ressurreição de Jesus, o substrato principal da fé cristã. Neste período, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os fiéis são convidados a fazerem um confronto especial entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Este confronto deve levar o cristão a aprofundar sua compreensão da Palavra de Deus e a intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé. O surgimento da Quaresma
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos resolveram preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Entretanto, não bastava apenas preparar a festa. Era preciso prolongá-la para que todos pudessem participar e tirar dela o máximo proveito possível. Criou-se, então, um período especial de 50 dias (sete semanas), no qual os cristãos comemorariam a Ressurreição de Cristo. Este período, conhecido atualmente como Tempo Pascal, começa no domingo de Páscoa e termina em Pentecostes, o dia em que o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos, que estavam reunidos com Maria no Cenáculo. Durante os 50 dias de comemoração da Ressurreição de Jesus, rezava-se em pé, o jejum era proibido e eram administrados os batismos.
Por volta do ano 350 d. C., a Igreja decidiu aumentar o tempo de preparação para a Páscoa de três para quarenta dias. Isto aconteceu porque os cristãos perceberam que três dias eram insuficientes para que se pudesse preparar adequadamente a festa da Páscoa. Surgia, assim, a Quaresma.
O número quarenta é bastante significativo dentro das Sagradas Escrituras. O dilúvio teve a duração de quarenta dias e quarenta noites e foi a preparação para uma nova humanidade. Durante quarenta anos o povo hebreu caminhou pelo deserto rumo à terra prometida. Antes de receber o perdão de Deus, os habitantes da cidade de Nínive fizeram penitência por quarenta dias. O profeta Elias caminhou quarenta dias e quarenta noites para chegar à montanha de Deus. Preparando-se para cumprir sua missão entre os homens, Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Moisés fez o mesmo.
Os povos antigos atribuíam ao número quarenta diversos significados. Um deles tem importância especial para os cristãos: dimensionar períodos de preparação para acontecimentos marcantes na História da Salvação.
O que o cristão deve fazer durante a Quaresma?
Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus. É exatamente isso o que nos pede Jesus nos Evangelhos. Buscar o Reino de Deus significa lutar para que exista justiça, paz e amor em toda a humanidade; significa não fechar os olhos às mil crianças que morrem diariamente de fome nas cidades brasileiras, aos dez milhões de brasileiros desempregados, às vítimas da falta de atendimento médico, da falta de moradia, da violência que mata uma pessoa a cada dez minutos somente na cidade de São Paulo, da educação precária e da corrupção presentes no cenário sócio-político-econômico de um país que ocupa a oitava colocação no ranking das maiores economias do mundo, ao mesmo tempo que, paradoxalmente, possui um dos piores níveis de distribuição de renda e de qualidade de vida do planeta; significa preservar todas as formas de vida existentes no universo; significa, enfim, abandonar o egoísmo, o orgulho, os preconceitos, a ganância, a inveja e todos os sentimentos negativos para uma adesão incondicional à construção de uma sociedade justa e fraterna, reflexo autêntico do Reino anunciado por Cristo com sua vida, morte e Ressurreição. E para que esta adesão seja verdadeira, é preciso que o cristão mantenha-se em permanente sintonia com a vontade divina, o que somente é possível através da reflexão, da oração, da meditação, da conversão livre e sincera à Palavra de Deus e da prática da caridade, princípios fundamentais do cristianismo. Sem a observância destes princípios, jamais conseguiremos estreitar nossas relações com Deus, melhorar o relacionamento com nossos irmãos e com a natureza e vivenciar uma religiosidade autêntica, caminho seguro para a construção e preservação da dignidade humana e da paz no novo milênio que se aproxima.


O que é quaresma?
É o tempo de preparação para a festa da Páscoa, a maior festa do Cristianismo. Um tempo em que devemos viver na reflexão e oração, tomando consciência dos compromissos que assumimos pelo nosso Batismo. Tempo de jejum, penitência e conversão.
A Quaresma começa na Quarta-Feira de Cinzas, que sempre cai entre os dias 4 de fevereiro e 11 de marco, e termina na quarta-feira da Semana Santa. A cor é roxa. Abrange seis domingos. Na última semana, voltamos toda a nossa atenção para a Paixão de Cristo, desde sua entrada solene em Jerusalém (Domingo de Ramos) até sua morte e sepultura.
São quarenta os dias da Quaresma. E nesse período que a Igreja no Brasil promove a Campanha da Fraternidade, para valorizar mais ainda esse fecundo tempo litúrgico. No ano A, predomina o tema do Batismo, com suas exigências na seqüência dos Evangelhos; no ano B, o tema de Cristo glorificado por sua morte e ressurreição, fonte da restauração da dignidade humana; e no ano C, os fiéis são convidados a penitência ou conversão, condições para a nova aliança em Cristo Jesus, selada no Batismo e a ser renovada na Páscoa.
Um pouco de história
Há uma primeira pergunta que é fundamental: quando foi que a Igreja começou a celebrar este período de tempo?
Sabemos que hoje a Quaresma é um período de 40 dias, estabelecido como preparação para a festa litúrgica da Páscoa.
E por que 40 dias?
A resposta está, exatamente, no modo de entender números na Bíblia. Já anotamos que a numerologia bíblica não tem o sentido de quantidades definidas que nós, hoje, damos aos números. Seu valor é mais simbólico. Alguns exemplos tornam mais clara a resposta. "Desde o final do século IV a Igreja valoriza a preparação para a Páscoa, através de um período de 40 dias. A Bíblia usa com freqüência períodos de 40 dias (ou 40 anos) para indicar ocasiões especiais em que são vividas experiências importantes: são os 40 anos de caminhada do povo no deserto, os 40 dias de Jesus no deserto, 40 dias de Moisés no Monte Sinai, os 40 dias de andança de Elias até a montanha de Deus.... Esses períodos vêm antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer." (CNBB, "Tudo é Possível: Deus Nos Ama", Paulinas, 1996, pg. 8 e 9).
Fernando Armelími ajuda a aclarar mais a resposta que estamos procurando: "Quando, ao invés, encontramos números na Bíblia, devemos prestar atenção, porque, muitas vezes, os números têm um sentido simbólico. Deste modo, quando está escrito ou um seu múltiplo, não quer dizer que seja mesmo 40, com exatidão, como se falássemos de 40 dólares. Indica um tempo simbólico, que pode ser mais longo ou mais curto. Não é como quando se fala em dinheiro.. .este, sim, deve ser bem contado!
Por exemplo, é difícil acreditar que Moisés tenha passado exatamente 40 dias e 40 noites na montanha, sem comer pão nem beber água (Ex. 34, 38) e que também Jesus tenha conseguido fazer a mesma coisa (Mt. 4, 2). Da mesma forma surge também a dúvida se eram exatamente 4.000 os homens para os quais foram multiplicados os pães (Mc. 8,9).
Entre os muitos significados que os antigos atribuíam ao número 40, um nos interessa de modo especial: o de indicar um período de preparação (mais ou menos prolongado), em vista de um grande acontecimento. Exemplo: o dilúvio durou 40 dias e 40 noites... foi a preparação para uma nova humanidade. 40 anos passou Israel no deserto... para preparar- se a entrar na terra prometida; durante 40 dias fizeram penitência os habitantes de Nínive... antes de receber o perdão de Deus; durante 40 dias e 40 noites caminhou Elias ... para chegar à montanha de Deus; durante 40 dias e 40 noites jejuaram Moisés e Jesus... para preparar-se para sua missão...". (Celebrando a Palavra, A. M. Edições, 5. Paulo, 1996, págs. 92 e 93).
O modelo bíblico de preparação para os grandes acontecimentos foi assumido pela Igreja, no correr dos tempos, e a Quaresma se torna ou é importante preparação para a maior de todas as festa cristãs: a Páscoa do Senhor Jesus.
Mas nem sempre foi assim. Nos primeiros tempos do Cristianismo, provavelmente no século II, as comunidades cristãs nascentes, para melhor viverem as alegrias da celebração anual da Ressurreição de Cristo, começaram a fazer uma vigília de dois ou três dias para a Páscoa. Estudiosos deste assunto acreditam que é a partir do século IV que se fixa, na Igreja, este período de 40 dias.
Podemos concluir que tanto o número 40 como muitos acontecimentos bíblicos têm, para nós, um valor simbólico para avivar a nossa fé, fundamentar nossa esperança e aprofundar nossa caridade.


O que é a quaresma

A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.
A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-Feira Santa, com a Missa vespertina. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.
A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.
Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.
Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a gloria da ressurreição.40 dias
A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.
A prática da Quaresma data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.


Quaresma

Iniciamos mais uma quaresma e devemos nos proteger das coisas ruins que podem nos influenciar nesta época.
Mas o que acontece de fato ?
Essa época na qual a Aruanda se "fecha", ou seja, as entidades vão fazer seus acertos pelos trabalhos executado durante um ano, e então se abre a Quimbanda, a época onde a esquerda fica mais "livre", as coisas para acontecerem ficam mais fáceis.
Existem as entidades que trabalham nesse período, pretos velhos e caboclos, passam a ser os que trabalham na linha da quimbanda, fazem o trabalho do mesmo jeito que todos outros, mas pelo fato de a esquerda estar mais fluente, qualquer pensamento maldoso, bagunça, palavrões, brigas, podem ocasionar coisa pior.
Por esse motivo devemos rezar mais, fazer sempre os banhos de defesa, redobrar nossa atenção e fé, para passarmos por esse período na paz de DEUS.


UMBANDA E QUARESMA
Dentre os vários compromissos que os verdadeiros umbandistas devem ter para com a religião que abraçaram, estão os de esclarecerem, difundirem e enaltecerem os reais valores, bases e diretrizes de nossa Sagrada Umbanda.Desta forma, observações, avaliações e conceitos devem alcançar e modificar determinadas condutas que, embora habituais, têm como base preceitos estranhos a nossa religião.Neste contexto, reportemo-nos, sucintamente, ao ato litúrgico católico nominado Quaresma.A Quaresma, e o próprio nome revela, é um período de 40 dias que tem início após as festas ditas profanas (carnaval), culminando no domingo de páscoa. Tem como finalidade, segundo os católicos, preparar o indivíduo, mediante processos de conversão e penitência, para a expurgação de influências carnais e mundanas e a absorção de valores sagrados.Tal período litúrgico, afirmam alguns, se consolidou no final do século III, tendo sido citado no 1o Concílio (Assembléia) Ecumênico de Nicéia, no ano 325.Não obstante respeitarmos esta prática religiosa, própria dos católicos, devemos ter em mente que tal habitualidade pertence ao catolicismo, e não a Umbanda.E por quê então um número razoável de terreiros fecham suas portas, suspendendo as atividades espírito-caritativas durante este período ?1o Influência dos tempos de CatolicismoMuitas pessoas que hoje são dirigentes umbandistas, no passado professavam a religião católica. Converteram-se à Umbanda, mas esqueceram-se de deixar na antiga religião preceitos próprios da mesma.2o Ignorância sobre o que significa QuaresmaDirigentes pouco acostumados a estudar e voltados a seguir mecanicamente o que outros fazem, num típico processo de imitação, acabam por implantar em suas casas umbandistas a interrupção dos trabalhos. Pensam da seguinte forma: “Vou fechar o terreiro na Quaresma porque outros fazem, e porque o fazem, deve ser o correto”.Justificação para longas fériasEncontram no período católico da Quaresma o meio ideal de justificarem sua vontade particular de descanso, de deleites materiais, sem serem alvos de críticas por estarem suspendendo atividade de auxílio espiritual aos necessitados, uma vez que a maioria não sabe o que é quaresma.Os Umbandistas, consoante o que foi mencionado, devem ter consciência e convicção de que os terreiros são verdadeiros pronto-socorros espirituais e jamais poderão fechar suas portas a médiuns e assistentes. Ou será que a tristeza, a frustração, as demandas, as doenças, e outras situações negativas deixam de afligir as pessoas durante a quaresma ?Sejamos sensatos. A Umbanda é religião cristã. É fato. Não significa, no entanto, que tenhamos de aplicar atos litúrgicos alienígenas à mesma.Se os católicos são de opinião que a melhor forma de expiar suas faltas é jejuar e fazer penitência, ficando na última semana dos 40 dias a chorar o sofrimento de Jesus, bom para eles.Nós umbandistas somos sabedores que o Meigo Nazareno não quer que soframos por Ele, mas sim que coloquemos em prática suas lições de amor, fé, caridade e fraternidade, virtudes que pregou quando encarnado, como alicerces seguros para a evolução da humanidade.Reverenciemos o Cristo da Galiléia com trabalhos espirituais, que não podem parar, pois que o socorro é sempre urgente. A Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade. E caridade é Jesus em ação.Saravá Umbanda !!!


A quaresma é um período em que os católicos se submetem a um recolhimento espiritual simbolizado por diversas proibições e sacrifícios para lembrar as tentações vividas por Jesus Cristo que culminaram com sua crucificação na Sexta-feira santa. Inicia no carnaval e termina no Sábado de Aleluia.
Também no Almas e Angola considera-se esta uma época sagrada. Nesse período orixás não dão incorporação nos médiuns. Somente os pretos-velhos e exús podem dar incorporação. Em alguns terreiros admite-se a incorporação de boiadeiros.
Como os orixás não incorporam o momento é de vigília constante, introspecção e uma ótima oportunidade para o médium refletir sobre tudo em sua vida material e espiritual. Os pretos-velhos nos ensinam o poder da humildade e os exús o poder da magia e a lei da ação e reação ou do choque de retorno.
Na Quinta-feira Santa realiza-se outro importante ritual dentro do Almas e Angola. Nesse dia os filhos de santo vão à cachoeira, antes do sol nascer, para colher ervas e água da fonte para preparação do amaci.
Também é o dia da lavagem dos santos, quando os santos católicos que representam os orixás são limpos e lavados com amaci. Após é a vez dos filhos de santo lavar sua cabeça, que é feita pelo Pai de Santo com o mesmo produto. As guias também são passadas no amaci neste dia.
A Sexta-feira Santa é dia de recolhimento total do médium. Neste dia, como em todas as sextas-feiras os filhos de santo iniciados não devem comer carne de animais de sangue quente.
No Sábado de Aleluia acontece a Festa dos Orixás, pois é nesse dia que eles retornam dando incorporação nos seus filhos.
O amaci é um conjunto de ervas ritualísticas e de fundamento religioso com as bebidas devotadas aos orixás mais água da cachoeira e Pemba ralada. Cada orixá tem suas ervas sagradas.
O amaci possui grande importância na Umbanda, pois é usado para fortalecer a aura espiritual do médium, repondo as energias perdidas durante o ano de caridade e trabalhos ritualísticos.

É realizado, dentro do ritual Almas e Angola, sempre às Quintas-feiras Santa de cada ano, quando as ervas são colhidas antes do sol nascer e maceradas dentro do terreiro utilizando-se somente as mãos. Na segunda-feira seguinte o amaci é coado e envasado em garrafões de vidro. O restante das ervas, no CEUSCD, é utilizado para preparar um banho de descarga chamado anti-fluído, quando essas ervas são misturadas com álcool e sal grosso. Este banho de descarga só pode ser usado do pescoço para baixo. Ainda assim as sobras das ervas do ano anterior são secas e misturadas com as gomas de defumação (mirra, incensa, benjoim, breu) mais anis estrelado, alfazema e alecrim secos o que dá uma ótima defumação.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ERVAS DE XANGÔ

XANGÔ
ERVAS E FINALIDADES NO RITUAL E NA MEDICINA POPULAR
A
Alevante – Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.
Alfavaca Roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.
Angelicó – Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não a devem usar.
Aperta Ruão: Os babalorixás a utilizam nas obrigações de cabeça; no caso dos filhos do trovão é usada a nega-mina. Tem grande prestígio na medicina popular como adstringente. As senhoras a empregam em banhos semicúpios, de assento, e em lavagens vaginais para dar fim à leucorréia.
Azedinha – Trevo Azedo – Três Corações: É popularmente conhecida como três corações, sem função ritualística. É empregada na medicina popular como combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.
C
Caferana Alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatente de febres palustres ou intermitentes; poderoso vermífugo e energético tônico.
Cavalinha – Milho de Cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.
E
Eritrina – Mulungu: Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos de Xangô. Na medicina caseira é aplicada como ótimo pacificador do sistema nervoso e, também, contra a bronquite.
Erva das Lavadeiras – Melão de São Caetano: Não possui utilização nas obrigações do ritual. O uso popular o indica como sendo de grande eficácia no combate ao reumatismo. É vigoroso antifebril, debela ainda, doenças das senhoras, em banhos de assento.
Erva de São João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A medicina caseira, indica-a como tônico para combater as disenterias. Aplicam-se no tratamento do reumatismo. Usa-se o chá em banhos.
Erva Grossa – Fumo Bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos ebori e como axé do orixá. A medicina caseira indica as raízes em cozimento, como antifebril, as mesmas em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tônico combatendo o catarro dos brônquios e pulmões.
M
Mimo de Vênus – Amor Agarradinho: Aplica-se folhas, ramos e flores, em banhos de purificação dos filhos de Oyá. Muito usada na magia amorosa, circundando um prato e metade para dentro do prato e metade para fora; regue a erva com mel de abelhas e arrie em uma moita de bambu. Não possui uso na medicina caseira.
Morangueiro: Aplicação restrita, já que se torna difícil encontrá-la em qualquer lugar. O povo a indica como remédio diurético, pondo fim aos males dos rins. É usada para curar disenterias e também recuperar pessoas que carecem de vitamina C no organismo.
Mulungu: Empregada em obrigações de cabeça, em banhos de descarrego e nos abô. O povo indica como pacificador dos nervos, propiciando sono tranqüilo. Tem ação eficaz no tratamento do fígado, das hepatites e obstruções. Usa-se o chá.
Musgo da Pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais, que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.
N
Nega Mina: Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, e nos banhos de descarrego ou limpeza e nos abô. O povo a aplica como debeladora dos males do fígado, das cólicas hepáticas e das nevralgias.
Noz Moscada: Seu uso ritualístico se limita a utilização do pó que, espalhado ao ambiente, exerce atividade para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Este pó, usado nos braços e mãos ao sair à rua, atrai fluidos benéficos. Não possui uso na medicina popular.
P
Panacéia – Azougue de Pobre: Entra nas obrigações de ori e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, e ainda debelar o reumatismo, em banhos.
Pau de Colher – Leiteira: Usada em banhos de purificação de mistura com outras espécies dos mesmos orixás. A medicina caseira a recusa por tóxica, porém pode perfeitamente ser usada externamente em banhos.
Pau Pereira: Não é aplicada nas obrigações de ori, mas é usada em banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aplica nas perturbações do estômago e põe fim a falta de apetite. É fortificante e combate febres interminentes, e ainda tem fama de afrodisíaco.
Pessegueiro: É utilizado flores e folhas, em quaisquer obrigações de ori. Pois esta propicia melhores condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e Eguns. O povo a indica em cozimento para debelar males do estômago e banhar os olhos, no caso de conjuntivite.
Pixirica – Tapixirica: Aplica-se somente o uso das folhas, de forma benéfica. O povo a indica nas palpitações do coração, na melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.
R
Romã: Usada em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos. O povo emprega as cascas dos frutos no combate a vermes intestinais e o mesmo cozimento em gargarejos para debelar inflamações da garganta e da boca.
S
Sensitiva – Dormideira: Somente é utilizada em banhos de descarrego. O povo diz possui extraordinários efeitos nas inflamações da boca e garganta. Utiliza-se o cozimento de toda a planta para gargarejos e bochechos.
T
Taioba: Sem aplicação nas obrigações de cabeça. Porém muito utilizada na cozinha sagrada de Xangô. Dela prepara-se um esparregado de erê (muito conhecido como caruru) esse alimento leva qualidades de verduras mas sempre tem a complementá-lo a taioba. O povo utiliza suas folhas em cozimento como emoliente; a raiz é poderoso mata-bicheiras dos animais e, além de matá-las, destrói as carnes podres, promovendo a cicatrização.
Taquaruçu – Bambu Amarelo – Bambu Dourado: Os galhos finos, com folhas, servem para realizar sacudimentos pessoais ou domiciliares. É empregado ainda para enfeitar o local onde se tem Egun assentado. Não possui uso na medicina popular.
Tiririca : Sem aplicação ritualística, a não ser as batatas aromáticas, essas batatinhas que o povo apelidou de dandá-da-costa, levadas ao calor do fogo e depois reduzidas a pó que, misturado com outros, ou mesmo sozinho, funciona como pó de dança. Para desocupação de casas. Colocados em baixo da língua, afasta eguns e desodoriza o hálito. Não possui uso na medicina popular.
U
Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são usadas nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético. É aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as contrações do coração.
Urucu: Desta planta somente são utilizadas as sementes, que socadas e misturadas com um pouquinho de água e pó de pemba branca, resulta numa pasta que se utiliza para pintar a Yawô. O povo indica as sementes verdes para os males do coração e para debelar hemorragias.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

CARNAVAL

Repasso e belo texto do amigo, historiador, Sacerdote e irmão José Henrique


Repassando...

Assunto: Carnaval e Umbanda

O carnaval e os umbandistas

Arashákamá
Sacerdote da Cabana de Pai Pescador das Almas
Casa máter da Umbanda do Cruzeiro do Sul


O carnaval realizado no Brasil é a maior festa popular do mundo. Grande parte dos foliões brasileiros, no entanto, não conhecem as origens e as implicações dessa festa. Para surpresa de muitos, o carnaval é anterior a era cristã. No Egito, na Grécia e em Roma, pessoas de diversas classes sociais se reuniam em praça pública com máscaras e enfeites para desfilarem, beberem vinho, dançarem, cantarem e se entregarem as mais diversas libertinagens.
O carnaval era uma prática religiosa ligada à fertilidade do solo. Era uma espécie de culto agrário em que os foliões comemoravam a boa colheita, o retorno da primavera e a benevolência dos deuses. No Egito, os rituais eram oferecidos ao deus Osíris, por ocasião do recuo das águas do rio Nilo. Na Grécia, Dionísio, deus do vinho e da loucura, era o centro de todas as homenagens, ao lado de Momo, deus da zombaria. Em Roma, várias entidades mitológicas eram adoradas, desde Júpiter até Saturno e Baco.
Na Roma antiga, escolhia-se o homem mais obeso da cidade – simbolizando a fartura, o excesso e a extravagância – para representar o deus Momo no carnaval, ocasião em que era coroado rei. Durante os três dias da festividade, ele era tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Encerrada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado no altar de Saturno.
Com a supremacia do cristianismo a partir do século IV de nossa era, várias tradições pagãs foram combatidas. No entanto, a adesão em massa de não-convertidos ao cristianismo, dificultou a repressão completa. A Igreja foi forçada a consentir com a prática de certos costumes pagãos, muitos dos quais, cristianizados para evitar maiores transtornos. O carnaval acabou sendo permitido, o que serviu como “válvula de escape” diante das exigências impostas durante período da Quaresma.
Na Quaresma, todos os cristãos eram convocados a penitências e à abstinência de carne por 40 dias, da quarta-feira de cinza até as vésperas da páscoa. Para compensar esse período de suplício, a Igreja medieval fez “vistas grossas” às três noites de carnaval. Na ocasião, o povo aproveitava para se esbaldar em comidas, festas, bebidas e prostituições, como na antiguidade.
Na Idade Média, o carnaval passou a ser chamado de “Festa dos Loucos”, pois o folião perdia completamente sua identidade cristã e se apegava aos costumes pagãos. Na “Festa dos Loucos”, tudo passava a ser permitido, todos os constrangimentos sociais e religiosos eram abolidos. Disfarçados com fantasias que preservavam o anonimato, os “cristãos não-convertidos” se entregavam a várias licenciosidades, que eram, geralmente, associadas à veneração aos deuses pagãos.
Com a chegada da Idade Moderna e a expansão marítima, o carnaval se espalhou pelo mundo afora, chegando ao Brasil, ao que tudo indica, no início do século XVII. Trazido pelos portugueses, o ENTRUDO – nome dado à festa no Brasil – se transformaria na manifestação que conhecemos hoje.
No período de carnaval, muitas pessoas acabam expondo tendências de cunho negativo e os desejos mais ocultos, desrespeitando-se moralmente para satisfazer prazeres carnais sem limites. Através do alcoolismo, consumos de drogas e libertinagem, o campo vibratório destas pessoas torna-se propício à atuação dos kiumbas (espíritos obsessores e zombeteiros). Por esse motivo, nos dias que antecedem ao carnaval, os umbandistas fazem firmezas de Exus a fim de fortalecerem-se contra a ação desses obsessores. Os guardiões têm por função impedir que essas energias invadam o espaço daqueles que não comungam com tais comportamentos. Os umbandistas não estão proibidos de brincar o carnaval, mas se faz necessário que tenham responsabilidade consigo mesmos. Afinal, nosso corpo é o primeiro templo.

Cabana de Pai Pescador das Almas
Sessão de Guardiões (firmeza para o período de carnaval)
Data: 14 de Fevereiro de 2009
Horário: 18 horas (o portão será aberto às 17 horas)
Local: Rua Olinda Ellis, 109 (próximo ao Hospital Joari)www.umbandadepaipescador.com

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ciganos

Repassando deAsh DevlesáSarah

Boa noite!
Cigano não é religião, cigano é raça é etnia... algumas pessoasacham que por falarem algumas palavrinhas em romanes de internet (romanol ) ou calé, já virarão ciganos, tudo bem que "amari cib siamaro ten", mais as vitczas romanis sabem muito bem quem é e quem nãoé da romá, até porque não basta apenas falar romani, existem outrasformas de se identificar um cigano de rat ( sangue ), que é atravéz donome da família, ai meus caros o que posso dizer é que um ciganoconhece a família do outro mesmo que de nome, assim como as famíliasJudias sabem quem é e quem não é judeu.Agora , quanto a parte espiritual que trata de ciganos do Astral, essaparte eu prefiro não me envolver.A comida culinária cigana que vc quer saber é em relação a cultura né?pratos tipicos um ex: sárma...O que se "deve ter em uma casa cigana", nossa amiga quer saber: Bom, amaioria dos ciganos com esceção dos que não se tornarão evangélicos,tem em suas tsara ( casa ) uma imagem da santa ou santo padroeira/o,do pais ao qual se instalam, aqui no Brasil Nossa Senhora de Aparecida.Indumentária: Nos dias atuais ciganos e ciganas não saem pelas ruascom roupas de patchius, tirando alguns calons que fazem o gao buenadicha... mas no dia a dia mesmo não se usa roupas tipicas folclóricas,gente os ciganos se vestem de acordo com a moda. Somos pessoasnormais, eu não entendo o porque aqui no Brasil existe esse facinio,para não dizer fanátismo de algumas pessoas em relação ao povo cigano,Não quero criar uma polemica, por favor longe de mim, mais só aqui noBrasil isso ocorre, estive falando com primos da Europa sobre oassunto "ciganos espirituais", e eles não conseguem entender isso, epara ser sincera nem eu,rs... Ela quer saber sobre as tradições ciganas, muito simples, vou tentarresumir em poucas palavras, a FAMILIA É A BASE DAS TRADIÇÕES CIGANAS!Tanto que existe a senguinte frase que diz assim: GADGÉ GADGENSÁ, RONROMENSÁ. Quer dizer, gadgés com gadgés, ciganos com ciganos... Antigamente um cigano que se casasse com uma pessoa não cigana erabanido da romá, hoje em dia isso já está sendo mais tolerado eu diria,mais a pessoa não cigana sempre irá encontrar algumas situações nãomuito agradaveis, em fim, espero ter ajudado quanto a algumas dúvidase desculpem qualquer coisa.abraços Ash Devlesá

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mudanças, e a Vida

Mudança

Não temos que tentar mudar os outros, antes disso devemos mudar a nós mesmos. Quando nós mudamos o mundo muda.
Mas não seria uma ousadia querer ser honesto e limpo em um mundo onde impera a corrupção?
Esta é a ousadia que necessitamos para nos tornar grandes.
Nadar a favor da correnteza é comum, temos que nadar contra a corrente. E não devemos desanimar.
Uma Força Extra nos impulsionará e a companhia de pessoas que estão fazendo o mesmo esforço será de grande ajuda também.
Paz e Amor

O que vem primeiro, paz ou amor?
A mente se torna pacífica quando o coração experimenta amor.
Quando eu tiver a experiência do amor verdadeiro então eu serei pacífico. Se eu não sinto esse amor eu não serei pacífico. O mundo está sem paz porque as pessoas não são capazes de experimentar e dar amor real. Elas parecem estar se enganando o tempo todo. E as coisas principais que as enganam são os relacionamentos com os outros, a riqueza e a posse.

Dadi Janki

problemas
Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado; mas nada pode ser modificado até que se enfrente