segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

GRUPO DA CASA BRANCA DE OXALÁ

ENTREM E ASSOCIEM-SE AO NOSSO GRUPO DA CASA BRANA DE OXALÁ

http://redeumbanda.ning.com/group/casabrancadeoxala

VOZ DE ZÈLIO DE MORAES

Repassando
Fraternalmente
Mãe Maria
PS: errata.
Onde diz 1912 Leia-se 1908


De: alexandrecumino@googlegroups.com [mailto:alexandrecumino@googlegroups.com] Em nome de alexandrecuminoEnviada em: domingo, 21 de dezembro de 2008 00:05Para: grupo google grupoAssunto: Gravação com Zélio de Moraes

UMBANDISTA

Ouça no site abaixo, da Revista Cristã de Espiritismo,
Zélio de Moraes conta sua história,
do Caboclo das Sete Encruzilhadas e
Como implantou a Umbanda no Brasil.

A Voz de Zélio é algo que todos devemos ouvir,
Não apenas por sua clareza e simplicidade cativante,
mas também por ser uma mensagem de nosso
Ancestral na Familia Espiritual,
O Primeiro Umbandista fala da "sua" Umbanda,
Um grande abraço à todos.

http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=565&Itemid=46


PS.: A gravação foi feita em 1971, pela saudosa senhora Lilia Ribeiro dirigente da TULEF que descende das tendas fundadas por Zélio de Moraes.
As fitas de Lilia foram passadas à Mãe Maria de Omulu, que já deu acesso do material a muitas pessoas
e au em especial lhe agradeço por compartilhar este material tão importante para nossa história.

Alexandre Cumino
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"Umbanda é Religião, portanto só pode fazer o BEM !!!" Alexandre Cumino

sábado, 20 de dezembro de 2008

Estamos na Itália

Ciao, volevo fare gli Auguri a TE e a tutte le persone del tuo blog. Se per te va bene io lo mando a tutti.

Ciao a tutti.. Volevo farvi i miei più grandi auguri per queste feste, sperando che il nuovo anno vi porti tutto ciò che avete sempre desiderato, e che tutti i sogni che avete nel cuore si realizzino.

um abraço fraterno
Antonino

em Português

Olá, eu queria fazer um TE saudações e todas as pessoas de seu blog. Caso você vá bem consigo enviar a todos.

Olá a todos .. Eu queria fazer o meu maior desejo para o período de férias, esperando que o novo ano te traga tudo o que você semper quis, e que todos os sonhos que você fique no meio.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

OS| MANDINGAS

Para sabermos:

Uma antiga expressão diz: “Quem não pode com mandinga, não carrega patuá”. Os mandingas são grupos de africanos do norte que, pela proximidade com os árabes acabaram tornando-se muçulmanos, religiosos que tem muitas restrições aos que não aceitam Alá como Deus ou Maomé como o seu profeta.
Com o crescimento do tráfico de escravos, vários negros mandingas vieram para o continente Americano. Muitos desses escravos sabiam ler e escrever em Árabe. Esse estado superior de cultura desse grupo de negros fez com que fossem rotulados de feiticeiros, passando a expressão mandinga a designar feitiço.
Por outro lado, os negros que praticavam o culto aos Orixás eram vistos como infiéis pelos negros muçulmanos. Os senhores brancos, aproveitando-se dessa rivalidade e confiando aos mandingas funções superiores que aos demais, fazia a animosidade entre eles crescer. Os mandingas não eram obrigados pelos senhores brancos a comer restos de carne de porco e até mesmo permitiam que eles usassem trechos do Alcorão guardados em pequenos invólucros de pele de animais pendurados ao pescoço. Em geral eram os negros mandingas que ocupavam o lugar de caçadores de escravos fugitivos, recebendo a denominação de “capitães-do-mato”.
Quando um escravo pretendia fugir da senzala, além de se preparar para lutar sem armas através da capoeira e do maculelê, passava a usar o cabelo encarapinhado e pendurava ao pescoço um patuá, de modo que pensassem tratar-se de um negro mandinga, para não ser perseguido. Entretanto, se um verdadeiro mandinga o abordasse e ele não soubesse responder em Árabe, o verdadeiro mandinga descarregaria toda a sua violência nesse infeliz negro fugitivo. Assim nasceu a expressão “quem não pode com mandinga não carrega patuá”.
A vingança a quem se atrevesse a portar um falso objecto sagrado pelo muçulmano era algo muito terrível. Com o passar do tempo o hábito de utilizar patuás entre os negros foi-se generalizando, pois eles acreditavam que o poder dos mandingas era devido, em grande parte, aos poderes do patuá. Por outro lado, os padres também utilizavam, e ainda utilizam, crucifixos e medalhas, agnus dei, etc., que depois de benzidos, a maioria das pessoas acredita possam trazer protecção aos devotos nelas representados.
Na verdade, o uso do talismã perde-se na longa noite do tempo e confunde-se com a própria história do género humano.
Nos primeiros candomblés da Bahia era comum o pedido de patuás por parte dos simpatizantes e até mesmo por aqueles que temiam o culto afro, pois dizia-se que o patuá poderia até neutralizar trabalhos de magia negra.

OS| MANDINGAS

Para sabermos:

Uma antiga expressão diz: “Quem não pode com mandinga, não carrega patuá”. Os mandingas são grupos de africanos do norte que, pela proximidade com os árabes acabaram tornando-se muçulmanos, religiosos que tem muitas restrições aos que não aceitam Alá como Deus ou Maomé como o seu profeta.
Com o crescimento do tráfico de escravos, vários negros mandingas vieram para o continente Americano. Muitos desses escravos sabiam ler e escrever em Árabe. Esse estado superior de cultura desse grupo de negros fez com que fossem rotulados de feiticeiros, passando a expressão mandinga a designar feitiço.
Por outro lado, os negros que praticavam o culto aos Orixás eram vistos como infiéis pelos negros muçulmanos. Os senhores brancos, aproveitando-se dessa rivalidade e confiando aos mandingas funções superiores que aos demais, fazia a animosidade entre eles crescer. Os mandingas não eram obrigados pelos senhores brancos a comer restos de carne de porco e até mesmo permitiam que eles usassem trechos do Alcorão guardados em pequenos invólucros de pele de animais pendurados ao pescoço. Em geral eram os negros mandingas que ocupavam o lugar de caçadores de escravos fugitivos, recebendo a denominação de “capitães-do-mato”.
Quando um escravo pretendia fugir da senzala, além de se preparar para lutar sem armas através da capoeira e do maculelê, passava a usar o cabelo encarapinhado e pendurava ao pescoço um patuá, de modo que pensassem tratar-se de um negro mandinga, para não ser perseguido. Entretanto, se um verdadeiro mandinga o abordasse e ele não soubesse responder em Árabe, o verdadeiro mandinga descarregaria toda a sua violência nesse infeliz negro fugitivo. Assim nasceu a expressão “quem não pode com mandinga não carrega patuá”.
A vingança a quem se atrevesse a portar um falso objecto sagrado pelo muçulmano era algo muito terrível. Com o passar do tempo o hábito de utilizar patuás entre os negros foi-se generalizando, pois eles acreditavam que o poder dos mandingas era devido, em grande parte, aos poderes do patuá. Por outro lado, os padres também utilizavam, e ainda utilizam, crucifixos e medalhas, agnus dei, etc., que depois de benzidos, a maioria das pessoas acredita possam trazer protecção aos devotos nelas representados.
Na verdade, o uso do talismã perde-se na longa noite do tempo e confunde-se com a própria história do género humano.
Nos primeiros candomblés da Bahia era comum o pedido de patuás por parte dos simpatizantes e até mesmo por aqueles que temiam o culto afro, pois dizia-se que o patuá poderia até neutralizar trabalhos de magia negra.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

ERVAS DE OBALUAÊ

OBALUAÊ
ERVAS E FINALIDADES NO RITUAL E NA MEDICINA POPULAR

A
Agoniada: Faz parte de todas as obrigações do deus das endemia e epidemias. Utilizada no ebori, nas lavagens de contas e na iniciação. Esta erva purifica os filhos-de-santo, deixando-os livres de fluidos negativos. Na medicina popular, a mesma é usada para corrigir o fluxo menstrual e combate asma.
Alamanda: Não é utilizada em obrigações, sendo empregada somente em banhos de descarrego. Na medicina caseira ela é usada para tratar doenças da pele: sarna (coceiras), eczema e furúnculos. Para usar é necessário que se cozinhe as folhas, e coloque chá de folhas sobre a doença.
Alfavaca Roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.
Alfazema: Empregada em todas as obrigações de cabeça. É aplicada nas defumações de limpeza, usada também na magia amorosa em forma de perfume. A medicina popular dita grandes elogios a esta erva, pois ela é excelente excitante e antiespasmódica. É usada, também, como reguladora da menstruação. Somente é aplicada como chá.
Araticum-de-Areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, em mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.
Arrebenta Cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.
Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope.
B
Babosa: Muito usada em rituais de Umbanda, mais especificamente em defumações pessoais. Para que se faça a defumação, é necessário queimar suas folhas depois de secas. Isso leva um certo tempo, devido a gosma abundante que há na babosa. A defumação é feita após o banho de descarrego. Para a medicina caseira sua gosma é de grande eficácia nos abscessos ou tumores, além de muitas outras aplicações.
Beldroega: Usada nas purificações das pedras de orixá e, principalmente as de Exu. O povo usa suas folhas socadas para apressar a cicatrização das feridas, colocando-as por cima.
C
Canena Coirana: Vegetal de excelente aplicação litúrgica, pois entra em todas as obrigações. O povo a tem como excelente estimulante do fígado.
Carobinha do Campo: Em alguns terreiros essa planta faz parte do ariaxé. A medicina caseira indica o chá de suas folhas para combate coceiras no corpo e, principalmente coceira nas partes genitais.
Capixingui: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô, nos banhos de purificação e limpeza e, também nos sacudimentos. Tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo (reumatismo articular) utilizado em banhos, mais ou menos quentes, colocando-se nas juntas doloridas.
Cebola do Mato: Sem uso ritualístico. A medicina caseira afirma que o cozimento de suas folhas apressa a cicatrização de feridas rebeldes.
Celidônia Maior: Não possui uso ritualístico. É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos branco.

ERVAS DE OBALUAÊ

teste

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

ERVAS DE NANÃ

NANÃ
ERVAS E FINALIDADES NO RITUAL E NA MEDICINA POPULAR
A
Agapanto: É um vegetal pertencente a Oxalá, Nanã e a Obaluaê. O branco é de Oxalá e o lilás é da deusa das chuvas e do orixá das endemias e das epidemias. É também aplicado como ornamento em pejis, e banhos dos filhos destes orixás. Não possui uso na medicina popular.
Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixá Nanã, Oxum, Oxumar6e, Iansã e Iemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.
Angelim-Amargoso – Morcegueira: Pertence a Nanã e Exu. Muito usada em carpintaria, por ser madeira de lei. Folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã. As cascas dizem respeito a Exu; elas são aplicadas em banhos fortes de descarrego, com o propósito de destruir os fluidos negativos.
Assa-Peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori dos filhos do orixá das chuvas. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope. Utilizada como emostático.
Avenca: Vegetal delicadíssimo e mimoso. Tem emprego nas obrigações de cabeça e nos abô embora ela mereça ser economizada em face de sua delicadeza para ornamento. A medicina popular indica as folhas para debelar catarros brônquios e tosses.
C
Cedrinho: Este vegetal possui muitas variedades, todas elas pertencentes a deusa das chuvas. Sua aplicação é total na liturgia dos cultos afro-brasileiros. Empregado nas obrigações de cabeça, nos abô, banhos de corpo inteiro e nos de purificação. Excelente abô de ori, tonificador da aura. Em seu uso caseiro combate as disenterias, suas folhas em cozimento em banhos ou chá curam hérnias. É tônico febril rebeldes.
Cipreste: Aplicada nas obrigações de cabeça e nos banhos de purificação e descarrego. A medicina popular indica banhos desta erva para tratar feridas e o chá para curar úlceras.
G
Gervão: Além de ser folha sagrada de Nanã, também é Xangô. Sem aplicação nas obrigações rituais. A medicina caseira a indica no tratamento das doenças do fígado, levando suas folhas em cozimento adicionando juntamente raízes de erva-tostão. O chá do gervão também debela as doenças dos rins.
M
Manacá: Seu uso ritualístico se limita aos banhos de descarrego. Muito empregada na magia amorosa. Nesse sentido, ela é usada em banhos misturada com girassol e mil-homens. O chá de suas raízes é utilizado pela medicina caseira para facilitar o fluxo menstrual.
Q
Quaresma – Quaresmeira: Esta arboreta tem aplicação em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação dos filhos da deusa das chuvas. Durante o ritual toda a planta é aproveitada, exceto a raiz. A medicina caseira a indica nos males renais e da bexiga, em chá.
Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Repassando da net -Sr Boiadeiro Rei e as curimbas

Um dos fundamentos de vital importância para a harmonização e eficácia dos trabalhos dentro de um templo umbandista é, sem dúvida, o que diz respeito aos Pontos Cantados (curimbas). Outro é o fundamento dos pontos riscados ou Lei de Pemba.Esses fundamentos surgiram na ritualística sagrada a partir do momento que o homem sentiu necessidade de buscar o sagrado através do elo que poderia dar a ele a chance de se libertar do materialismo e do vazio que existia em sua alma tão sofrida por seus erros.Uma das formas encontradas para a reaproximação com o Divino foi à música, onde se exprimiam o respeito, a obediência e o amor ao Pai Maior. Pois como eu já escrevi em outro artigo, a musica é sagrada e foi com ela que o Criador fez tudo que existe no universo. Desta forma, os cânticos tornaram-se um atributo sócio-religioso, comum a todas as religiões, onde cada uma delas, com suas características próprias, exteriorizavam sua adoração, devoção e servidão aos desígnios do Plano Astral Superior.A Umbanda, também recepcionou este processo místico, mítico e religioso da expressão humana. Nos vários terreiros espalhados pelas Terras do Brasil, observamos com fé, respeito e alegria os vários pontos cantados ou curimbas, sendo utilizados em labores de cunho religioso ou magisticos. Em realidade os Pontos Cantados são verdadeiros mantras, preces, rogativas, que dinamizam forças da natureza e nos fazem entrar em contato íntimo com as Potências Espirituais que nos regem. Existe toda uma magia e ciência por trás das curimbas que, se entoadas com conhecimento, amor, fé e racionalidade, provocam, através das ondas sonoras, a atração, coesão, harmonização e dinamização de forças astrais sempre presentes em nossas vidas.Todas as irradiações têm seus pontos cantados próprios, com palavras-chave específicas e a justaposição de termos magisticos, de forma que o responsável pela curimba deve ter conhecimento do fundamento esotérico (oculto) da canção.Tem-se visto pessoas determinadas até com boas intenções, mas sem conhecimento, "puxarem" pontos em horas não apropriadas e sem nenhuma afinidade com o trabalho ora realizado. Tal fato pode causar transtornos à eficácia do que está sendo feito, uma vez que podem atrair forças não afetas àquele labor, ou ainda despertar energias contrárias ao trabalho espiritual. Quem conhece bem a Astrologia Horária e a profundidade do Esoterismo sabe muito bem disso.Quanto à origem, os pontos cantados dividem-se em Pontos de Raiz (enviados pela espiritualidade), e Pontos terrenos (elaborado por pessoas diretamente). Os Pontos de Raiz ou espirituais jamais podem ser modificados, pois se constituem em termos harmoniometricamente organizados, ou seja, com palavras colocadas em correlação exata, que fazem abrir determinados canais de interação físico-astral, direcionando forças para os mais diversos fins. Ou seja, assim como não se pode jamais mudar o signo de uma pessoa, não podemos também mudar o signo cabalístico de uma Entidade Espiritual. No que concerne aos Pontos cantados terrenos, a Espiritualidade os aceita, desde que pautados na razão, bom senso, fé e amor de quem os compõe.No entanto na maioria das vezes, nos deparamos com algumas curimbas terrenas que nos causam verdadeiro espanto e tristeza. São composições totalmente destituídas de fundamento, com frases ingênuas e sem nenhum nexo, chegando algumas a denegrirem os reais valores Umbandistas.Cantam curimbas por aí dizendo que Exu tem duas cabeças; que Bombogira (Pomba-Gira) é prostituta e mulher de sete maridos; que Preto-Velho é feiticeiro e mandingueiro; que o Orixá Nanã mora na lama dos rios; que Ogum é praça de cavalaria, e outras incoerências mais. Só levando em conta a parte lendária dessas Vibrações e se esquecendo do lado místico que realmente serve a Ritualística Sagrada. Mas em algumas ocasiões dependendo das necessidades de adaptações carmicas essas curimbas poderá até ter um efeito significativo, pois elas de certa forma falam de uma parte da historia das Entidades em seus caminhos evolutivos.Outra coisa que se nota é que falta caridade e colaboração entre os irmãos umbandistas; sendo que alguns sacerdotes se acham donos de pontos cantados dizendo que só poderão ser entoados nos terreiros deles. Assim se esquecem que a Umbanda é universal. O que nunca se pode fazer é modificarem pontos que podem ser de raiz, estão sujeitos a serem desmascarados quando alguém toma conhecimento da origem e da real letra das curimbas. Mas o que incita a essas praticas de plagio é o egoísmo e a falta de união entre os irmãos de fé.A finalidade dos pontos se encerram em: Pontos de chegada e partida; Pontos de vibração; Pontos de defumação;Pontos de descarrego; Pontos de fluidificação; Pontos contra demandas; Ponto de abertura e fechamento de trabalhos; Pontos de firmeza; Pontos de doutrinação; Pontos de segurança ou proteção (são cantados antes dos de firmeza); Pontos de cruzamento de linhas; Pontos de cruzamento de falanges; Pontos de cruzamento de terreiro; Pontos de consagração do Congá e outros mais, consoante à finalidade a que se destinam.As curimbas, por serem de grande importância e fundamento, devem ser alvos de todo o cuidado, respeito e atenção por parte daqueles que às utilizam, sendo ferramenta poderosa de auxílio aos Preto-Velhos, Caboclos, Exus e demais espíritos que atuam dentro da Corrente Astral de Umbanda. Por isso quem sabe deve ensinar a quem não sabe e deixar de egoísmo ou egocentrismo, como se fossem a representação do orixá na Terra! A palavra principal é Humildade! Sem estrelismo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

REPASSANDE DE ALEXANDRE CUMINO

Um índio.. cem anos... a fé
Por Rodrigo Queiroz


"Um índio descerá de uma estrela colorida brilhante,
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante,
E pousará no coração do Hemisfério Sul na América no claro instante...
E as coisas que eu sei que ele dirá
Não sei dizer assim de um modo explícito..." – Caetano Veloso -

Não sei se Caetano Veloso, ao escrever esta bela canção, falava do Sr. Caboclo das Sete Encruzilhada, porém, quando a ouvi pela primeira vez me remeteu a Ele, aos Caboclos de nossa amada Umbanda, e sempre que vou falar deles escuto no fundo de meus pensamentos esta canção.
Um Índio... Cem anos... A Fé... Quando nos debruçamos a conhecer a história da Umbanda, logo conhecemos Zélio Fernandino de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Parecia que, segundo as narrações que nos chegam, esse espírito tinha algo a realizar, mas sem grandes ambições. O que parecia ser uma manifestação mediúnica diferenciada tornou-se o nascedouro de uma religião, da minha religião e talvez da sua.
Lembro-me quando o JUS publicou a primeira vez a história da Umbanda, com o título 92 anos de Umbanda, nossa! Eu ficava imaginando como seria comemorar 100 anos, o que teríamos nas páginas deste jornal? Teríamos este jornal? Quantas páginas então foram publicadas de lá pra cá... E como numa contagem regressiva, ano a ano, o mesmo título para falar dos 93, 94, 95, 96... anos da Umbanda.
Fico imaginando a luta de tantos pais e mães no Santo ao enfrentarem a intolerância, o preconceito a repressão. O que parece manchas em nossa história repercute na verdade em grandes ensinamentos. Desde o primeiro momento que me deparei com esta religião, ainda na cozinha da casa de meu pai, aprendi que Umbanda é exercer a tolerância na inspiração de um Preto Velho, é ter determinação conceitual como um Caboclo e, acima de tudo, libertar e ser livre como um Exu. Umbanda, a meu ver, exercita todos os valores que, quando em sua forma invertida, combate. Por isso Umbanda pra mim é mais que uma religião, é um ideal, é um norte moral, é a prática das virtudes e a renovação dos defeitos em qualidades ao refrear os instintos nocivos.
Umbanda minha Fé, meu motivo, meu sentido... Me emociono quando lembro de tantas alegrias que ela me proporcionou e sei que sempre me presenteará.
Hoje vemos uma grande religião expansiva, naturalmente com seus conflitos internos, típico de todo segmento composto por pessoas racionais que a seu modo tentam fazer e indicar o melhor para a religião. Umbanda me faz compreender a existência, amar o ser humano e me aproximar da Natureza. Desperta em mim uma sensibilidade que me faz melhor.
Ao divagar assim sobre a Umbanda tento imaginar se nosso grande mestre Zélio de Moraes imaginou que sua fé e entrega a um espírito de "índio" provocaria tanto benefício coletivo assim. E penso sobre o peso de nossas ações... Esta foi a ação de Zélio.
Este Centenário deve nos levar a uma reflexão, deve nos inclinar a entender nosso coração, nossa fé, nossa história. Pensemos nos próximos cem anos e qual o peso de nossas ações e nossa responsabilidade com as gerações vindouras.
"Vim fundar a Umbanda, uma religião que harmonizará as famílias e que há de perdurar até o final dos séculos", profetizou o Caboclo, pois não imagino como seria minha vida sem os valores que esta religião me traz.
Na canção citada tem outro trecho "Mais avançado do que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias..." assim que vejo o Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas, um espírito muito à frente do nosso tempo e que será sempre mais avançado, e a nós cabe caminhar neste rastro de luz que ele deixa.
"E aquilo que neste momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sido estado oculto enquanto terá sido o óbvio."
Assim, agradeço a Pai Olorum por permitir ao irmão Zélio de Moraes ser meio do nosso mestre Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas! Viva sua força, sua luz, seu amor!
Saravá Umbanda!
Salve nosso Centenário!

sábado, 6 de dezembro de 2008

ERVAS DE IEMANJÁ

IEMANJÁ
ERVAS E FINALIDADES NO RITUAL E NA MEDICINA POPULAR
A
Alcaparreira – Galeata: Muito usada nos terreiros do Rio Grande do Sul. Entra nas mais variadas obrigações do ritual, sendo utilizadas para isso folhas e cascas. Também é muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos, para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. As cascas e raízes popularmente vem sendo usadas como diuréticos. Seus frutos são comestíveis e deles é preparada uma geleia eficaz contra picadas de cobras e insetos venenoso.
Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Iansã e Iemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.
Aracá da Praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.
Araticum de Areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.
C
Coco de Iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

E
Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeça, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.
F
Fruta da Condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. É de grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um grande remédio para a epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da irreversibilidade da doença.
G
Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose do suco pela manhã. O povo usa a graviola nos casos de diabete, aplicando o chá.
Guabiraba Anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô de ori. A medicina popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites). Banhos demorados favorecem aos sofredores de reumatismo.
J
Jequitibá Rosa: Sem uso ritualístico. Para a medicina caseira ele é um poderoso adstringente. Milagroso no tratamento das leucorréias (corrimento); o cozimento das cascas é eficaz nas hemorragias internas, cura angina e inflamações das amígdalas.

M
Maçã de Cobra: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego e limpeza. Não possui uso na medicina popular.
Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas obrigações de ori e nos banhos de limpeza dos filhos de Yemanjá. Os musgos são utilizados pela medicina caseira nas perturbações das vias respiratórias.
P
Pata de vaca : empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada para exterminar diabetes, e por essa razão, é tida como insulina vegetal. Também cura leucorréia em lavagens vaginais.
T
Trapoeraba Azul – Marianinha: Esta planta é aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação. Também é axé integrante dos assentamentos do orixá a que pertence. No uso popular a erva é utilizada contra os efeitos de picadas de cobras. É também diurética e age contra o reumatismo. Os filhos da deusa das águas salgadas banham-se periodicamente com esse tipo de vegetal.
U
Unha de Vaca: Aplicada em banhos de descarrego dos filhos da deusa. Na medicina caseira é utilizado como adstringente. Aplicado em lavagens locais e banhos semicúpios para combater males ou doenças do aparelho genital feminino.