sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Apostila 3

Na parte 1º da apostila, apresentamos a história de Zélio.
Na 2º parte apresentamos o trabalho e a vida de Omolubà.
Então vamos começar a divulgar a aparte 3 da apostila

SEUS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS

15 de novembro de 1908 - Zélio de Moraes, então com dezessete anos, mediunizado com uma entidade que deu o nome de Caboclo das Sete Encruzilhadas, funda, em Neves, subúrbio de Niterói, o primeiro terreiro de umbanda. usa pela primeira vez o vocábulo umbanda, e define o movimento religioso como: "uma manifestação do espírito para a prática da caridade".

Novembro de 1918 - o caboclo das sete encruzilhadas dá início à fundação de sete tendas de umbanda. Todas as tendas foram fundadas no Rio de Janeiro.

Ano de 1920 - a Umbanda espalha-se pelos estados de São Paulo, Pará e Minas Gerais. Em 1926 chega ao Rio Grande do Sul e em 1932 em Porto Alegre.

Ano de 1939 - os templos fundados pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas reuniram-se, criando a Federação Espírita de Umbanda do Brasil, posteriormente denominada União Espiritualista de Umbanda do Brasil, incorporando dezenas de outros terreiros fundados por inspiração de "entidades" de Umbanda que trabalhavam ativamente no astral sob a orientação do fundador da umbanda.

Outubro de 1941 - reúne-se o primeiro congresso de espiritismo de Umbanda. Outros congressos havidos posteriormente retiraram acertadamente o nome espiritismo que, de fato, pertence aos espíritas brasileiros, os quais seguem a respeitável doutrina codificada por Alan Kardec. em suma, o espírita pratica o espiritismo; na umbanda pratica-se o Umbandismo.

Dia 12 de setembro de 1917 - criado na cidade do Rio de Janeiro o primeiro organismo de caráter nacional. Tomou nome de CONDU - Conselho Nacional Deliberativo de Umbanda - que conta atualmente com mais de 46 federações, de norte a sul do país, reunindo representantes de mais de 40.000 terreiros de Umbanda.

Novembro de 1978 - surge o livro Fundamentos de Umbanda, revelação religiosa - portador de mensagens do astral, trazendo, por fim, após 70 anos de existência da umbanda, as bases ritualísticas e norteadoras da doutrina umbandista, com fundamentos integrais da nova religião e sua verdadeira origem. O livro expõe a estrutura básica do movimento religioso, no sentido de elevar a Umbanda à justa posição de religião eminentemente brasileira.

Os setenta anos de existência decorridos desde o anúncio da Umbanda no Brasil, compreendidos entre 1098 / 1978, passou a ser chamado de momento de expansão da nossa Religião pelos os estudiosos da mesma e considerada por eles como a única e genuína força religiosa, nascida no século XX, em terras brasileiras.

Certamente que Zélio de Moraes, famoso médium já desencarnado, não iria supor que passadas menos de seis décadas, aquela crença, nascida no modesto bairro de Neves, fosse classificada, entre as religiões existentes, como a segunda do país, comportando mais de vinte milhões de seguidores, num crescendo espantoso de fiéis, apesar das perseguições policiais a que foi submetida, das intrigas da religião majoritária, além do completo descaso de todos os governos até a data atual, mesmo tratando-se de uma preferência natural, espontânea, de mais de um sexto da população. Hoje, o movimento mágico e religioso da umbanda estende-se por todo o Brasil, professado com pobreza e humildade, sem proselitismo, sem explorações na magra bolsa do povo, sem dízimo compulsório, mistérios mistificados e sem o regular envio de "royalties da fé" para o exterior.

Embora a Umbanda se apresente, muitas vezes, um tanto desfigurada, com nuanças religiosas, reconhecemos que isso decorre desse período de propagação que se caracterizou pelo afã de conquistar almas, ainda que respeitando ambientes regionais. A Umbanda nunca deixou, através dos verdadeiros guias, de oferecer amparo prático, ajuda e orientação e, sobretudo, de inspirar o desejo de reascendimento dos corações que dela se socorrem, apontando sempre a eterna chama da esperança de dias melhores, calcados, naturalmente, na ação correta de cada instante, na cordura, no companheirismo e na fraternidade.

Os mentores da umbanda, sediados na Aruanda (cidade localizada no plano astral), já determinaram sabiamente o procedimento normativo, religioso para os setenta anos vindouros, 1979/2049, como sendo o período de afirmação doutrinária. Obviamente, a doutrina de Umbanda ficará como ponto essencial para a estabilidade e perpetuação desse movimento, na forma digna, ensejada pelo estudo constante. Para isso é também necessório o esforço sincero de cada devoto, no sentido de conduzir a Umbanda, no plano físico, a um merecido status de religião organizada, a serviço da comunidade religiosa nacional.

No imenso campo místico da nossa terra, proliferam, abundantemente, conceituações religiosas diversas, algumas das quais exóticas, cheias de superstições, interpretações confusas e duvidosas, mercantilismo, fanatismo, mistificações, "curas divinas" e desonesto profissionalismo pastoral. A Umbanda, por isso mesmo, sobranceira, erguerá seu edifício religioso, tendo como obreiros da primeira e da undécima hora, devotos excepcionais, médiuns sinceros e Babalorixás e Ialorixás honestos. Hoje já contamos com muitos desses Pais de Terreiro que já assumiram posição na hierarquia de responsabilidade e trabalho, cônscios de que a quantidade será relegada ao segundo plano, em proveito da qualidade, e convictos de que, em matéria doutrinária, não pode nem deve haver transigências oportunistas, confirmando-se, desse modo, que "umbanda é coisa séria para gente séria".

Umbanda, sendo a única religião criada no Brasil, não pode ser dividida. Quem tiver esta pretensão cairá no ridículo. Nossa religião deve ser tratada com todo carinho, amor, serenidade e estudo, sobretudo com a renovação de caráter dos que a professam para que a mesma possa espelhar a grandeza de sua doutrina. A umbanda se sente desmerecida com o tratamento que lhe dispensam boa parte de terreiros onde se vê mais animismo do que mediunismo; mais interesses cúpidos do que magias; mais deslealdades do que autenticidades; mais personalismo do que espiritismo.

O sacrifício de animais (oferenda de sangue) nunca foi, não é e nem será ritual de umbanda. Não cobrar, não matar, usar o branco, evangelizar e utilizar as forças da natureza são rituais de Umbanda. Portanto, podemos afirmar que a Umbanda é produto da evolução espiritual ou religiosa. Suas origens estão contidas nas filosofias orientais, fonte inicial de todos os cultos do mundo civilizado, que implantada em nossa terra, reuniu-se as práticas dos conceitos e crenças do índio, branco e negro.

A umbanda é um "movimento mágico religioso", genuinamente brasileiro, e a sua finalidade primordial como religião é a de despertar anseios de espiritualidade na criatura humana. Para que esse despertamento se faça, torna-se necessário um permanente estado de religiosidade, onde toda vivência é baseada na compreensão e plena sensibilidade (não sentimentalismo), para com tudo e todos que nos cercam e compõem a humanidade.

A Umbanda é uma doutrina espiritualista como o espiritismo, o catolicismo, o esoterismo, etc... o que não impede de haver entre elas diferenças essenciais que lhe dão características próprias. é resultante natural da fusão espiritual das raças branca, índia e negra.

Sua lei principal é resumida numa só palavra: caridade - no sentido do amor fraterno em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social, não podendo haver ambicioso, vaidoso, mistificadores, pois estes, mais cedo ou mais tarde, são afastados da umbanda pelos espíritos de luz.

Seu mestre supremo: Jesus (filho de deus)

Suas normas: sessões - assim se chamariam os períodos de trabalhos espirituais

Vestes: os participantes estariam uniformizados de branco;

Sacrifícios: os sacrifícios de aves e animais é totalmente alheio à umbanda;

Fundamento básico: é a crença ou culto aos espíritos evoluídos;

Atendimento: gratuito

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