quinta-feira, 31 de julho de 2008

ervas de nanã

NANÃ
ERVAS E FINALIDADES NO RITUAL E NA MEDICINA POPULAR
A
Agapanto: É um vegetal pertencente a Oxalá, Nanã e a Obaluaê. O branco é de Oxalá e o lilás é da deusa das chuvas e do orixá das endemias e das epidemias. É também aplicado como ornamento em pejis, e banhos dos filhos destes orixás. Não possui uso na medicina popular.
Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixá Nanã, Oxum, Oxumar6e, Iansã e Iemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.
Angelim-Amargoso – Morcegueira: Pertence a Nanã e Exu. Muito usada em carpintaria, por ser madeira de lei. Folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã. As cascas dizem respeito a Exu; elas são aplicadas em banhos fortes de descarrego, com o propósito de destruir os fluidos negativos.
Assa-Peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori dos filhos do orixá das chuvas. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope. Utilizada como emostático.
Avenca: Vegetal delicadíssimo e mimoso. Tem emprego nas obrigações de cabeça e nos abô embora ela mereça ser economizada em face de sua delicadeza para ornamento. A medicina popular indica as folhas para debelar catarros brônquios e tosses.
C
Cedrinho: Este vegetal possui muitas variedades, todas elas pertencentes a deusa das chuvas. Sua aplicação é total na liturgia dos cultos afro-brasileiros. Empregado nas obrigações de cabeça, nos abô, banhos de corpo inteiro e nos de purificação. Excelente abô de ori, tonificador da aura. Em seu uso caseiro combate as disenterias, suas folhas em cozimento em banhos ou chá curam hérnias. É tônico febril rebeldes.
Cipreste: Aplicada nas obrigações de cabeça e nos banhos de purificação e descarrego. A medicina popular indica banhos desta erva para tratar feridas e o chá para curar úlceras.
G
Gervão: Além de ser folha sagrada de Nanã, também é Xangô. Sem aplicação nas obrigações rituais. A medicina caseira a indica no tratamento das doenças do fígado, levando suas folhas em cozimento adicionando juntamente raízes de erva-tostão. O chá do gervão também debela as doenças dos rins.
M
Manacá: Seu uso ritualístico se limita aos banhos de descarrego. Muito empregada na magia amorosa. Nesse sentido, ela é usada em banhos misturada com girassol e mil-homens. O chá de suas raízes é utilizado pela medicina caseira para facilitar o fluxo menstrual.
Q
Quaresma – Quaresmeira: Esta arboreta tem aplicação em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação dos filhos da deusa das chuvas. Durante o ritual toda a planta é aproveitada, exceto a raiz. A medicina caseira a indica nos males renais e da bexiga, em chá.
Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas.
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domingo, 27 de julho de 2008

Ervas litúrgicas

Estamos fazendo um estudo de ervas no meu blog: http://wwwcasabrancadeoxala.blogspot.com
Já estudamos Oxalá e Iemanjá.
O estudo é baseado nos livros de João Sebastião das Chagas Varela.
Livro Ervas Sagradas na Umbanda
2º edição
Almas e Orixás nas Umbanda
-Omolubá
Personalidade e os orixás – Níveo Ramos
Cadernos de Umbanda- Omolubá

ervas de Iemanjá

IEMANJÁ
ERVAS E FINALIDADES NO RITUAL E NA MEDICINA POPULAR
A
Alcaparreira – Galeata: Muito usada nos terreiros do Rio Grande do Sul. Entra nas mais variadas obrigações do ritual, sendo utilizadas para isso folhas e cascas. Também é muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos, para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. As cascas e raízes popularmente vem sendo usadas como diuréticos. Seus frutos são comestíveis e deles é preparada uma geleia eficaz contra picadas de cobras e insetos venenoso.
Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Iansã e Iemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.
Aracá da Praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.
Araticum de Areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.
C
Coco de Iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

E
Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeça, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.
F
Fruta da Condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. É de grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um grande remédio para a epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da irreversibilidade da doença.
G
Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose do suco pela manhã. O povo usa a graviola nos casos de diabete, aplicando o chá.
Guabiraba Anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô de ori. A medicina popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites). Banhos demorados favorecem aos sofredores de reumatismo.
J
Jequitibá Rosa: Sem uso ritualístico. Para a medicina caseira ele é um poderoso adstringente. Milagroso no tratamento das leucorréias (corrimento); o cozimento das cascas é eficaz nas hemorragias internas, cura angina e inflamações das amígdalas.

M
Maçã de Cobra: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego e limpeza. Não possui uso na medicina popular.
Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas obrigações de ori e nos banhos de limpeza dos filhos de Yemanjá. Os musgos são utilizados pela medicina caseira nas perturbações das vias respiratórias.
P
Pata de vaca : empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada para exterminar diabetes, e por essa razão, é tida como insulina vegetal. Também cura leucorréia em lavagens vaginais.
T
Trapoeraba Azul – Marianinha: Esta planta é aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação. Também é axé integrante dos assentamentos do orixá a que pertence. No uso popular a erva é utilizada contra os efeitos de picadas de cobras. É também diurética e age contra o reumatismo. Os filhos da deusa das águas salgadas banham-se periodicamente com esse tipo de vegetal.
U
Unha de Vaca: Aplicada em banhos de descarrego dos filhos da deusa. Na medicina caseira é utilizado como adstringente. Aplicado em lavagens locais e banhos semicúpios para combater males ou doenças do aparelho genital feminino.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

ervas sagradas - Oxalá /J.S.Chagas Varella

OXALÁ
ERVAS E FINALIDADES NO RITUAL E NA MEDICINA POPULAR
A
Alecrim de Caboclo: Erva de oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.

Alecrim do Campo: Seu uso se restringe a banhos de limpeza. É muito usado nas defumações de terreiros de Umbanda. Em seu uso medicinal resolve o reumatismo, aplicado em banhos.

Alecrim de Tabuleiro: Erva empregada nas obrigações, nos abô e é um maravilhoso afugentador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo nos defumadores, quer das casas de culto. Não possui uso na medicina popular.

Angélica: Tem emprego ritualístico muito reduzido. Sua flor espanta influências malignas e neutraliza a emissão de ondas negativas. É aplicado na magia do amor, propiciando ligações amorosas. A flor também é usada como ornamento e dá-se de presente na vibração do que quer. Não possui uso na medicina popular.

Araçá: As folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada de igual sorte nos banhos de purificação. O povo indica esta espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas. Usam-se folhas e cascas em cozimento.


B
Barba de Velho: Aplicadas em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. Usa-se também após as defumações pessoais feitas após o banho. A medicina caseira indica seu uso tópico no combate às hemorróidas.

Baunilha Verdadeira: Aplicada nas obrigações de cabeça e na tiragem de Zumbi. A medicina popular indica esta erva no restabelecimento do fluxo menstrual. São usadas folhas e caule, em chá. Debela as hipocondria, as tristezas e é energético afrodisíaco. É preconizada para pôr fim à esterilidade.


C

Calistemo Fênico: É uma extraordinária mirtácea que entra em qualquer obrigação de cabeça, ebori, feitura de santo, lavagem de contas, tiragem de Zumbi ou tiragem da mão de cabeça. Medicinalmente é usada em doenças do aparelho respiratório, bronquites, asma e tosses rebeldes. Aplica-se o chá.

Camélia: Vegetal muito usado na magia amorosa. É captadora de fluidos positivos, a flor. Usada, aproxima uso na medicina popular.

Camomila Marcela: Sua aplicação é restrita nas obrigações ritualísticas. Usa-se, entretanto, nos banhos de descarrego e nos abô.

Carnaúba: Só tem aplicação em abô feito da folha, que basta para cobrir a cabeça e, depois, cobrir-se a cabeça durante doze horas, fugindo aos raios solares. É fortalecimento da aura e alimento da cabeça. A vela de cera de carnaúba é a melhor iluminação para o orixá.

Cinco Folhas: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego. A medicina caseira indica esta erva como eficaz depurativo do sangue.

Cipó Cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Colônia: Possui aplicação em todas as obrigações de cabeça. Indispensável nos abô e nos banhos de limpeza de filhos-de-santo. Aplicada, também, na tiragem de Zumbi, para o que se usa o sumo. Como remédio caseiro põe fim aos males do estômago. Usado como chá (pendão ou cacho floral).

Cravo da Índia: Utilizada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô e nos abô de cabeça. De igual sorte, participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo tem-no como ótimo nos banhos aromáticos, o cozimento de suas folhas e cascas debelam a fadiga das pernas em banhos de assento.
E

Erva de Bicho: Usada em banhos de purificação de filhos-de-santo, quaisquer que sejam e que vão submeter-se a obrigações de santo ou feitura de santo. É positiva a limpeza que realiza e possante destruidora de fluidos negativos. O povo indica esta planta em cozimento (chá) a fim de curar afecções renais.

Espirradeira: Participa em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. A medicina do povo indica o suco dessa planta, em uso externo, contra a sarna e para pôr fim aos piolhos.
Estoraque Brasileiro: Sua resina é recolhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões.

Eucalipto Cidra: Empregado em todas as obrigações de cabeça, em banhos de descarrego ou limpeza de Zumbi. Na medicina caseira é usado nas afecções dos brônquios, em chá.

Eucalipto Murta: Empregado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. Recomendado também nas doenças do aparelho respiratório.

F
Fava de Tonca: A fava é usada nas cerimônias do ritual, o fruto é usado depois de ser reduzido a pó. Este pó é aplicado em defumações ou simplesmente espalhado no ambiente. Anula fluidos negativos, afugenta maus espíritos e destrói larvas astrais. Propicia proteção de amigos espirituais. Não possui uso na medicina popular.

Fava Pichuri: No ritual de Umbanda e Candomblé usa-se o fruto, a fava, que reduz a pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. Aplica-se, igualmente, em defumações que atraem bons fluidos. É afugentador de eguns e dissolvedor de ondas negativas, anulando larvas astrais.

Folha da Fortuna: É usada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô de qualquer filho-de-santo. Na medicina popular é muito eficaz acelerando cicatrizações, contusões e escoriações, usando-se as folhas socadas sobre o ferimento.

Funcho: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e em banhos de limpeza. Usa-se, do mesmo modo, para tirar mão de Zumbi. O povo dá-lhe bastante prestígio como excitante e para as mulheres aumentarem a secreção de leite. Eficaz na liberação de gases intestinais, cólicas, diarréias, vômitos. É usado no tratamento dos males aqui referidos quando se trata de crianças.

G
Guaco Cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração de Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

Girassol: Tem aplicação no ritual. Usa-se nas obrigações de cabeça e nos abô e banhos de descarrego. Tem grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de eguns e destruidora de larvas astrais. Nas defumações usam-se as folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das flores, colhidas antes do sol. Não possui uso na medicina popular.

Golfo de Flor Branca: Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos filhos de Oxalá. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a disenteria e, as flores, as úlceras e leucorréia.

H
Hortelã da Horta: conhecida como hortelã de tempero e, deste modo, muito usada na culinária sagrada e na profana também. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. Popularmente é conhecido como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma. É excitante e fortalecedor do estômago.

J
Jasmim do Cabo: Seu uso restringe-se ao adorno de pejis em jarra ladeando Oxalá. Não possui uso na medicina popular.

L
Laranjeira: As flores são aplicadas nas obrigações de ori. São também indicadas em banhos. Para o povo, o chá desta erva é um excelente calmante.

Lírio do Brejo: Usam-se as folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes como estomacal e expectorante.

M
Malva Cheirosa: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação de filhos-de-santo. O povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Malva do Campo: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. Em seu uso popular possui o mesmo valor da malva cheirosa.

Mamona: Esta erva é muito utilizada como recipiente para se arriar ebó para Exu. Não possui uso na medicina popular.

Manjericão Miúdo: Usada na preparação de abô e nos banhos de purificação dos filhos a entrar em obrigações ou serem recolhidos. É considerado pela medicina caseira como excelente eliminador de gases.

Manjerona: Entra em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô. A medicina popular aplica-a como corretiva de excessos de excitações sexuais, abrandando os apetites do sexo.

Mastruço: Não possui aplicação em nenhuma cerimônia ritualística. Porém na medicina caseira é extraordinário tratamento das afecções pulmonares, notadamente nas pleurisias secas ou com derrame. desta erva é usado o sumo, simples ou misturado com leite. Quantas vezes queira o doente.

Mil em Rama: Não possui uso ritualístico. É adstringente e aromática. Indicada em doenças do peito, hemorragias pulmonares e hemoptise.

N
Narciso dos Jardins: Esta erva é somente usada para o assentamento. A medicina caseira o tem como planta venenosa.

Noz de Cola: Erva indispensável nos banhos dos filhos de Oxalá. Para o banho, rala-se a semente, o obi, misturando-se com água de chuva. A medicina popular indica esta erva como tônico fortificante do coração. É alimento destacado em face de diminuir as perdas orgânicas, regulando o sistema nervoso.

Noz Moscada: Desta erva utiliza-se o pó em mistura com a canela também em pó. Isto feito, espalha-se no ambiente caseiro ou em lugar onde se exerce atividade, para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Não possui uso na medicina popular.

P
Patchuli: Erva usada em todas as obrigações de ori, ebori, feitura de santo, lavagem de contas e tiragem de Zumbi. É parte dos abô que se aplicam aos filhos-de-santo. A medicina popular indica o patchuli como possuidor de um principio ativo que é inseticida.

Poejo: Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que sejam os orixás dos referidos filhos. Popularmente, atenua os males do aparelho respiratório aconselhando o uso do cozimento das folhas e ramos. Muito eficaz nas perturbações da digestão, usando-se o chá.

R
Rosa Branca: Participa de todas as obrigações de cabeça. Usa-se, inicialmente, na lavagem do ori, ato preparatório para feitura. O povo consagrou-a como laxativo branco e aplicável no tratamento da leucorréia (corrimento) sob forma de lavagens e chá ao mesmo tempo. Como laxativo, é aplicado o chá.

S
Saião: Entra em todas as obrigações de cabeça, quaisquer que sejam os filhos e os orixás. Utilizada também no sacrifício ritual. Medicinalmente, é utilizada para evitar a intolerância nas crianças. Dá-se misturado o sumo, com leite. Em qualquer contusão, socam-se as folhas e coloca-se sobre o machucado, protegido por algodão e gaze. Do pendão floral ou da flor prepara-se um excelente xarope que põe fim a tosses rebeldes e bronquites.

Sálvia: Suas folhas e flores são utilizadas nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. Usada pelo povo como tônico adstringente. Emprega-se em casos de suores profundos, com grande efeito positivo, contra as aftas e feridas atônicas da boca. É grande aperiente (desdobradora do apetite).
Sangue de Cristo: Emprega-se em bori, lavagem de contas e feitura de santo, e usa-se nos abô dos filhos de oxalá. É conhecido popularmente como adstringente e tônico geral. Usa-se o chá ou cozimento das folhas como contraveneno.

U
Umbu: Possui aplicação em todos os atos da liturgia afro-brasileira, ebori, abô, feitura de santo e lavagens de cabeça e de contas. Bastante usada com resultados positivos nos abô de ori e nos banhos de purificação. O povo utiliza suas cascas em cozimento, para lavagens dos olhos e para pôr fim às moléstias da córnea.

OMOLUBÀ


Omolubá.O texto foi feito a baixo no Blog.
Agora mandamos a foto dele.
Mãe Maria e pai Solano

terça-feira, 22 de julho de 2008

Ervas quentes e Ervas Frias

Os banhos de ervas, chás, defumações e as essências não são usados para sugestionarem os consulentes. São eficazes devido às suas propriedades físicas e terapêuticas, sejam de ordem astral ou espiritual. Uma delas é que os vegetais atuam como condensadores de energias vitais provenientes do sol que todas as ervas captam, armazenam e condensam a energia vital que pode ser denominada "prana".
Além da energia solar, recebem também energia de outros astros e planetas, além da própria terra. Os médiuns devem fazer banhos antes dos trabalhos para elevar seu "eu interior", facilitando as ligações mediúnicas; já, o banho de descarrego ou limpeza, são utilizados para deslocar ou eliminar cargas negativas recebidas de pessoas que nutram contra o ódio, vingança, inveja, etc., como também, no aspecto astral, afastam os espíritos desencarnados que nos rodeiam ou que nos enviam cargas negativas.
Os banhos penetram nos poros da pele, transmitindo substâncias terapêuticas que possuem, revigorando as funções orgânicas, como também, liberam energia encerrada em sua estrutura que produzem completa limpeza na "aura".
As ervas estão divididas em três categorias: ervas quentes ou agressivas, mornas ou equilibradoras, frias.
As ervas quentes são usadas para limpezas pesadas, são ácidos astrais, são diluidoras de miasmas, larvas negativas. Os banhos feitos com estas ervas devem der feito só com a indicação da entidade que estiver atendendo o consulente.
A arruda, comigo ninguém pode, guiné, palha do alho, eucalipto, pinhão roxo etc. são ervas quentes se usadas demais perfuram o corpo astral.
Ervas morna trabalham em vários campos de ação e são independentes, são aquelas limpezas do dia a dia. Estas ervas reconstroem o campo astral, curando as feridas, as chagas abertas pelas ervas quentes, quando misturadas com ervas quentes elas equilibram o banho (banho de defesa).
A sálvia, alfazema, alecrim, manjericão, hortelã, pitanga, espada de são Jorge (também é quente), etc.
Ervas frias são aquelas usadas em casos específicos, energéticos, calmantes. Também são ervas atratoras, geralmente ervas femininas. Malva melhora o astral, Artemísia a auto-estima, patcholi erva muito ligada ao campo do desejo, limpa as energias sexuais densas.
Os banhos devem sempre ser feito com o uso do bom senso, e quando não se tem certeza o bom senso é não fazer.

Banhos de Descarrego

- O que é o Banho de Descarrego?
Como a própria palavra diz, é para descarregar tanto a parte física como a parte espiritual. Renova a parte física e a alma.

Pode ser Banho para energização, harmonização, limpeza e descarrego.

- Banho de descarrego: é banho forte – Fumo, Cachaça, Sal Grosso, etc.
- Banho de descarga é mais pesado, pode ser com pólvora, cachaça, fumo, alho, álcool, comigo ninguém pode, açoita cavalo, espada de são Jorge, vence demanda, guiné, arruda, ele afasta o obsessor.
- O Banho de Limpeza é mais leve.
- O Banho é sempre do pescoço para baixo, porque você já tem o seu Pai e sua Mãe (Orixás), a cabeça é sagrada, só deve ser colocada a mão do Pai ou Mãe de Santo.
- Na cabeça só banho de Oxalá, a não ser que a entidade mande, mas deve perguntar a Mãe ou Pai de Santo.
- O Sal Grosso é um Banho que não deve ser usado com freqüência, porque ele conserva a vibração, é uma faca de duas pontas, pode descarregar ou conservar a vibração. Deixe sempre que a entidade dê a receita, porque ai ela estará se responsabilizando pelo trabalho a ser feito.
- O Sal Refinado, se a entidade receitar, deve ser esfregado no corpo, serve como uma bucha tirando as impurezas.
- O Banho de Guiné: erva de Oxalá, mas pega também Preto Velho e Exú.
O guiné com arruda é Banho de Descarrego de Preto Velho.
O guiné com cachaça é Banho de Descarrego de Exú.
- O Banho de Descarga forte corroe a aura.
- Como preparar um banho de Descarrego: quando a água estiver fervendo, coloque a erva e tampe, depois coloca o álcool ou a cachaça na hora de tomar o banho. O Preto Velho. Caboclo ou Exú é quem vão definir quantos elementos e quais deverão ser usados.
- Nunca dar Banho de Descarga para crianças. Sempre Banhos de Rosas Brancas, alecrim, etc. (Banhos de Oxalá).
- Fazer sempre o Banho pensando que as coisas vão melhorar, sem reclamar das coisas, fazer uma oração.
- Deve se secar o corpo? Não há necessidade de ficar molhado, pelo menos aqui na Casa Branca, porque o Banho começa quando você escolhe as ervas.
- O Cambono deve orientar a pessoa como fazer qualquer Banho, por isso a importância do Cambono, para não haver mal entendido por parte do consulente.
- O que sobrar do Banho, dever ser colocado em um saquinho e descarregar, ou fazer o que o Preto Velho ou Caboclo mandar. Pode-se tomar o Banho com as ervas ou coado, conforme orientação da entidade.
- Depois do Banho de descarga, tem que ter um Banho de limpeza, harmonização ou energização. Por exemplo: Tomar três Banhos de descarga, dia sim dia não, depois um Banho de Limpeza ou dois, de acordo com orientação da entidade.- Tem horas abertas e horas fechadas;

Caboclo das sete encruzilhadas


"UMBANDA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA PRÁTICA DA CARIDADE"

Retrato de Zélio de Moraes

Retrato de Zélio Fernandino de Moraes.
Vamos divulgar os 100 anos da Umbanda
Vamos comemorar e termos orgulho de nossa Religião.

REPASSANDO PARA OS IRMÃOS...

Oxalá abençoe a todos;

COMO SURGIU A UMBANDA NO BRASIL - ZÉLIO FERNANDINO DE MORAIS

Dedicar integralmente o tempo das sessões ao atendimento aos necessitados, Zélio Fernandino de Morais, médium que recebeu o Caboclo das Sete Encruzilhadas, o fundador da Umbanda no Brasil, desencarnou em outubro de 1975, aos 84 anos de idade. De seu trabalho incansável resultou a umbanda de hoje, que é sem dúvida, a religião que mais cresce no Brasil.

Da atitude de Zélio de Moraes que, incorporado, declarou estar “faltando uma flor” , na mesa da Federação Espírita de Niterói, surgiu uma das curimbas (pontos cantados) mais belas da umbanda, que diz:

“Surgiu no jardim mais uma flor,Mamãe Oxum trazendo paz e amor.Que vai crescendo, pôr este imenso Brasil.Bandeira branca de Oxalá, força do além,Mãe caridosa que ao mundo deseja o bem...vai sempre em frente em frente ,ó minha umbanda querida,leva a doçura da vida para aqueles que não têm !...”

Em fins de 1908, uma família tradicional de Neves, Estado do Rio de Janeiro, foi surpreendida pôr uma ocorrência que tomou aspecto sobrenatural: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, que fora acometido de estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelar, certo dia ergueu-se do leito e disse “Amanhã estarei curado”.

No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada, antes, lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava apenas dezessete anos e destinava-se a carreira militar na marinha.

A medicina não soube explicar o que tinha ocorrido. Os tios, que eram padres católicos, foram colhidos de surpresa e nada disseram sobre a misteriosa ocorrência.

Um amigo da família sugeriu, então, uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida por José de Souza, na época. No dia 15 de novembro de 1908, o jovem Zélio foi convidado a participar de uma sessão e o dirigente dos trabalhos determinou que ele ocupasse um lugar à mesa.

Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem Zélio levantou-se e disse:

- Aqui está faltando uma flor!, e retirou-se da sala. Pouco depois, voltou trazendo uma rosa, que depositou no centro da mesa.

Essa atitude insólita causou quase um tumulto. Restabelecida a “corrente”, manifestaram-se espíritos, que se diziam de pretos escravos e de índios ou caboclos, em diversos, médiuns. Esses espíritos foram convidados a se retirar pelo presidente dos trabalhos, advertidos do seu atraso espiritual.

Foi então que o jovem Zélio foi novamente dominado por uma força estranha, que fez com que ele falasse sem saber o que dizia (De acordo com depoimento do próprio à revista Seleções de Umbanda, em 1975.).

Zélio ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação desses espíritos e pôr que eram considerados atrasados, se apenas pela diferença de cor ou de classe social que revelaram ter tido na sua ultima encarnação. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela mesa procuraram doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que estaria incorporado em Zélio e desenvolvia um argumentação segura.

Um dos médiuns videntes perguntou, afinal:

- Porque o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a manifestação de espíritos que pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados são claramente atrasados? E qual é o seu nome irmão?

Respondeu Zélio, ainda tomado pela força misteriosa:

- Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos e dos índios, devo dizer que amanhã estarei em casa deste aparelho (o médium Zélio) para dar início a um culto em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E, se querem saber o meu nome, que seja este: “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, porque não haverá caminhos fechados para mim.

O vidente interpelou a Entidade dizendo que ele se identificava como um caboclo mas que via nele restos de trajes sacerdotais.

O espírito respondeu então:

- O que você vê em mim são restos de uma existência anterior. Fui padre e meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro.

- Julga o irmão que alguém irá assistir ao seu culto?, perguntou, com ironia, o médium vidente; ao que o caboclo das sete encruzilhadas respondeu:

- Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei!

Zélio de Morais contou que no dia seguinte, 16 de novembro, ocorreu o seguinte:

- Minha família estava apavorada. Eu mesmo não sabia explicar o que se passava comigo. Surpreendia-me haver dialogado com aqueles austeros senhores de cabeça branca, em volta de uma mesa onde se praticava para mim um trabalho desconhecido.

Como poderia, aos dezessete anos, organizar um culto? No entanto eu mesmo falara, sem saber o que dizia e por que dizia. Era uma sensação estranha: uma força superior que me impelia a fazer e a dizer o que nem sequer passava pelo meu pensamento.

- E, no dia seguinte em casa de minha família, na Rua Floriano Peixoto, 30, em Neves, ao se aproximar a hora marcada, 20 horas, já se reuniam os membros da Federação Espírita, seguramente para comprovar a veracidade dos fatos que foram declarados na véspera, os parentes mais chegados, amigos, vizinhos e, do lado de fora, grande número de desconhecidos.

Às 20 horas, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que se iniciava naquele momento, um novo culto em que os espíritos de velhos africanos, que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase exclusivamente para trabalhos de feitiçaria, e os índios nativos de nossa terra poderiam trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal desse culto, que teria pôr base o Evangelho de Cristo e, como Mestre Supremo Jesus.

O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto: sessões, assim se chamariam os períodos de trabalho espiritual, diárias das 20 às 22 horas, os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito.

Deu, também, o nome desse movimento religioso que se iniciava; disse primeiro allabanda (ou um dos presentes assim anotou) mas considerando que não soava bem a sua vibratória, substituiu-o por Aumbanda, ou seja Umbanda, palavra de origem sânscrita que se pode traduzir por “Deus ao nosso lado”, ou “o lado de Deus”.

Muito provavelmente, ficou o nome umbanda, e não Aumbanda, porque alguém anotou a palavra separadamente (a umbanda).

A casa de trabalhos espirituais, que no momento se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolhe o Filho nos braços, também seriam acolhidos, como filhos, todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto.

Ditadas as bases do culto, após responder, em latim e em alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou á parte pratica dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar aleijados. Antes do término da sessão, manifestou-se um preto velho. Pai Antônio, que vinha completar as curas.

Segundo o jornal Gira de Umbanda (n.º 19 “As Verdadeiras origens da Umbanda do Brasil”), foi esse guia quem ditou o ponto hoje cantado no Brasil inteiro

“Chegou, chegou, chegou, com Deus ,chegou, chegouo Caboclo das Sete Encruzilhadas”.

Nos dias seguintes, verdadeira romaria se formou na Rua Floriano Peixoto, n.º 30, em Neves. Enfermos, cegos, paralíticos, vinham em busca de cura e ali encontravam , em nome de Jesus. Médiuns (cuja manifestações haviam sido consideradas loucuras) deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais. Estava fundada a umbanda no Brasil. 15 de novembro de serie posteriormente, dia nacional da umbanda .

Cinco anos mais tarde, manifesta-se o orixá Malé exclusivamente para a cura de obsedados e o combate aos trabalhos de magia negra (obs. Orixá, na realidade não incorpora, apenas manda sua vibração à terra, é comum no estado do Rio, trata-se de um guia espiritual pela denominação do orixá segundo Ivone Mangie Alves Velho, em seu livro Guerra de Orixá).

Dez anos após a fundação da Tenda Nossa Senhora da Piedade (registrada como tenda Espírita, porque não era aceito na época, o registro de uma entidade com especificação de umbanda), o Caboclo das Sete Encruzilhadas declarou que iniciava a segunda parte de sua missão: a criação de sete templos, que seriam o núcleo do qual se propagaria a religião da umbanda.

Em 1935, estavam fundados os sete templos idealizados pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas , sendo curiosa a fundação do sétimo, que receberia o nome de Tenda São Gerônimo (a casa de Xangô). Faltava um dirigente adequado ao mesmo, quando numa noite de quinta feira, José Álvares Pessoa, espírita e estudioso de todos os ramos do espiritualismo, não dando muito crédito ao que lhe relatavam sobre as maravilhas ocorridas em Neves, resolveu verificar pessoalmente o que se passava.

Logo que assomou à porta da sala em que se reuniam os discípulos do Caboclo das Sete Encruzilhadas, este interrompeu a palestra e disse:

- Já podemos fundar a Tenda São Jerônimo. O seu dirigente acaba de chegar.

O Sr. Pessoa ficou muito surpreso, pois era desconhecido no ambiente. Não anunciara a sua visita e viera apenas verificar a veracidade do que lhe narravam. Após breve diálogo em que o Caboclo das Sete Encruzilhadas demonstrou conhecer a fundo o visitante, José Álvares Pessoa assumiu a responsabilidade de dirigir o último dos sete templos que a entidade criava.

Dezenas de templos e tendas porém, seriam criados posteriormente, sob a orientação direta ou indireta do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Em 1939, o Caboclo das Sete Encruzilhadas determinou que se fundasse uma federação (que posteriormente passou a à denominação de União Espírita de Umbanda do Brasil, segundo relata Seleções de Umbanda n.º 7 1975) , para congregar templos Umbandistas e que deveria seu o núcleo central desse culto , em que o simples uniforme branco de algodão, dos médiuns estabelecia a igualdade de classes e a simplicidade do ritual permitia.

GABRIEL MALAGRIDA

Gabriel Malagrida foi um missionário italiano jesuíta, nascido em Mennagio a 5 de Dezembro de 1689 e falecido em Lisboa, a 21 de Setembro de 1761 garrotado e queimado na fogueira.

Malagrida tornou-se jesuíta em 23 de Outubro de 1711, tendo partido para as missões no Brasil, em 1721.

Evangelizou os índios do Brasil, sobretudo nas regiões do Maranhão e do Pará. prosélito da fé e inflamado pregador, ficou afamado como o «apóstolo do Brasil», tendo passado pelo Maranhão, Pará, a Baía e Pernambuco.

Malagrida veio a Lisboa em 1750 e tendo aí assistido aos últimos momentos da vida do rei D. João V, tendo permanecido nessa cidade até 1751. Neste ano, regressou de novo ao Maranhão tendo aí estado até 1754, ano em que regressou definitivamente para Portugal a rogo de D. Mariana de Áustria. Este foi talvez o maior erro da sua vida, como veremos.

Muito religioso, aproveitou o terremoto de 1755 para exortar os lisboetas à reforma dos seus costumes. Acicatado pela explicação das causas naturais da catástrofe, que circulou em folheto mandado publicar pelo poderoso ministro do rei D. José I, o Marquês de Pombal, escreveu uma pequena obra chamada Juízo da verdadeira causa do terremoto (1756) em que este se reputava de castigo divino e em que defendia que o infortúnio dos desalojados se consolava com procissões e exercícios espirituais.

O Marquês de Pombal, contudo, não gostou do que Malagrida escreveu e dando-se como aludido naquela obra, ele que não gostava de ser criticado, decidiu desterrá-lo para a cidade de Setúbal. Nesse desterro, Malagrida era visitado por muitas pessoas, e entre elas por membros da família Távora, tão odiada pelo marquês de Pombal.

O suposto atentado de 3 de Setembro de 1758, e o processo dos Távoras que se lhe seguiu, proporcionou a Pombal a ocasião para perseguir Malagrida ainda com mais severidade e denunciá-lo à Inquisição como falso profeta, impostor e, pior de tudo, de ser um herege, o que equivalia à morte na fogueira.

Septuagenário, alquebrado pelos trabalhos passados e pela prisão doentia, tornou-se demente, continuando a defender obstinadamente as suas crenças.

Entregue à Inquisição de Lisboa e após um processo, considerado por vários historiadores de algo grotesco, foi acusado de herege e posteriormente foi condenado ao garrote e fogueira no auto-de-fé de 21 de Setembro de 1761, tendo sido queimado no Rossio, a praça principal de Lisboa.

domingo, 20 de julho de 2008

fitas de Zélio de Moraes

A digitalização dos CDs do Tempo de vida e Obra de Zélio de Moraes, que em 1908 anunciou a Umbanda.
Gostaria de deixar claro uma coisa.
Todo o meu Trabalho é Gratuito.
Não estou e nem o Terreiro ganhando nada.
Pois a nossa filosofia é a deixada do Zélio de Moraes. Dar de graça do que de Graça receberdes.
Agora gostaria para evitar mal entendidos colocar algumas coisas.
1-As fitas apesar de digitalizadas (escutei algumas) vêm com sons e chiados o que era natural, pois os gravadores da época eram bem precários.
Por isso o texto vai junto para que os irmãos possam acompanhá-lo.
Mas eu de tanto ouvir já entendo tudo (é igual fala de preto velha rsrsrsrs)
2-Não vou mandar fazer capa, pois encarece mais. Então vai na capinha de plástico com os itens no disquete.
3-Não tem luxo, mas tem o principal que é o conteúdo
4-O DEVD são fatos e fotos da época. Escaneamos todas as reportagens.è só abrir no computador que ela toma a forma original;
Quanto ao que comprei e o preço fica assim distribuído:
Quatro CDs a 1.50 cada um... total= 6.00
Um DVD... 2,50
1caxinha do correio... ... 2,00
1sedex... 25,00
Digitalização dos cinco CDs... (feita por um rapaz aqui de Lagoa santa que deu preço simbólico de 15,00.

Total R$50,50

Se fôssemos tirar os ruídos das fitas teríamos que ir a um laboratório e ficaria em +ou – 50,00 cada fita,
Sei que todos nós trabalhamos sempre no vermelho, mas o que eu posso fazer é entregar estas fitas para domínio público.

Os irmãos interessados passem para a conta:
Caixa Econômica Federal
Em Nome de: Templo Umbandista Casa Branca de Oxalá
CGC: 73.778.664/0001-50
Agência :1460 (lagoa Santa)
Operação: 03
conta : 777-2

Meu endereço: Mãe Maria de Omolu /maemaria@globo.com
Rua Senador Modestino Gonçalves 81
LAGOA Santa
Minas Gerais
CEP: 33 4000 000
Fone : 31 3681 3770 / ou 31 9984-5549


Os irmãos, por favor. Mandem-me um comprovante de depósito ou o número de depósito.
Estou disponível a qualquer pergunta.
Este dinheiro que estamos fazendo as compras é retirado do caixa do Terreiro que “já está no vermelho”, mas a gente já acostumou rsrsrsrsrsrs...
Um abraço fraterno a todos
Mãe Maria

Zélio de Moraes

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Omolubá

omolubá

quem foi omolubá e qual foi seu papel dentro do movimento umbandista e suas fases e divulgação?
Ney Nery dos reis, omolubá, nome em que homenageia ao orixá Omolu. mora em Teresópolis (RJ).sua vida sempre esteve ligada aos meios de comunicação. nos jornais como revisor de redação e na umbanda editor de revistas e escritor. o coração de omolubá sempre esteve aberto para umbanda e, por isso mesmo, voltado para a transmissão de informações e ensinamentos. como a boa literatura na umbanda sempre foi escassa aqueles que se viam atraídos pela umbanda passaram a buscar com ansiedade seus livros que aos poucos ganharam lugar nas livrarias e, principalmente nas cabeceiras de seus leitores.

eis as obras de omolubá:
1-umbanda poder e magia (esgotado):
2-yemanjá rainha do mar 3º edição
3-cadernos de umbanda 4º edição
4-tranca ruas das almas do real ao sobrenatural
5-abc da umbanda (esgotado)
6-pérolas espirituais 2º edição
7-vivendo com inteligência e amor ( esgotado)
8-anjos do apocalipse ( esgotado)
9-almas e orixá 3º edição
10- revista seleções de umbanda 1974 a 1977 onde levanta toda a história da umbanda com uma grande - participação de suas entidades espirituais. orientado por elas terminou conhecendo a jornalista Lílian ribeiro, cuja tenda foi originária de uma das tendas originárias do caboclo das sete encruzilhadas, a tenda de são Jerônimo ou de xangô. a partir desse conhecimento conseguiu as informações que vinham sendo cobradas por suas entidades e deu à luz a história da umbanda e a comprovação desta história, dando oportunidade ao público de conhecer essas informações.
11- orixás na umbanda 3º edição
12- fundamentos de umbanda- instrução religiosa 2º edição
13- manual prático de jogos de búzios – 1º edição
14- maria’ molambo, na sombra e na luz
15- orixá mitos e a religião na vida contemporânea
hoje tem 15 obras editadas omolubá (isto pode sair pois a informação é óbvia, está em cima).
nasceu em26 de setembro de 1929 Itabuna,( Bahia) criou-se em salvador. sua formação religiosa iniciou-se desde cedo ao acompanhar familiares entre os anos 1937 a 1946 ao bairro do retiro a uma roça de candomblé de nome bate-folha cujo o Babalorixá chamava-se Manoel Bernadino da paixão ( Bernadino do bate folha) famoso pai de santo ( da nação angola) do candomblé baiano.
chegou ao rio de janeiro em fins de 1948. omolubá assistiu a uma sessão de umbanda em em1950, ficando curioso e encantado pela existência de um culto inteiramente desconhecido em sua terra natal.
em 1960, acossado pela “mediunidade de berço”, que afetava gravemente sua constituição orgânica, socorreu-se da umbanda, optando, daí por diante, definitivamente, pela nova prática pelas mãos afetivas da Yalorixá alexandrina dos santos, mais conhecida como mãe doca, fez sua iniciação sacerdotal, assumindo integralmente, em 1970, sua qualificação como Babalorixá de umbanda, originando-se daí, o seu nome iniciático omolubá, sagrado pelos seus guias em homenagem ao orixá Omolu.
quando em, 1976, , deu à luz o livro “fundamentos de umbanda” revelação religiosa, juntamente com israel Cisneiro, jornalista e professor de religiões comparadas, a mais importante obra que foi publicada sistematizando o ritual de umbanda e as principais bases para sua teologia.
indiscutivelmente, cabe a omolubá, entre outros, papel relevante na construção doutrinária da umbanda. edita, em 1975, a revista seleções de umbanda, que circulou durante três anos consecutivos. em 1976, ambos, omolubá e Cisneiro, por meio de rigorosa pesquisa de campo que se entendeu, até mesmo, a outros estados brasileiros ( Paraná,mato grosso espírito santo), descobrem, verificam, aprofundam e anunciam para todo o país a verdadeira identidade astral, filosófica e cultural da umbanda. ambos demonstram que a umbanda é a única religião tipicamente brasileira . sua origem, como provaram suas pesquisas, foi no bairro de neves, em Niterói, em 1908, sendo o seu anunciador um espírito que a si próprio deu o nome de caboclo das sete encruzilhadas. seu médium foi o valoroso e incansável Zélio de Moraes nascido1891 e falecido em 1975.
mediunicamente, omolubá, foi alertado pelo espírito de Ângelo de Lys , poeta pernambucano, que dissera que na terra de Arariboia. omolubá esteve lá mas nada conseguiu, vindo a conseguir depois, como já foi dito, a obter as informações através da jornalista Lilian ribeiro, fundadora da tenda de umbanda luz, esperança e fé.
esse conhecimento se deu numa reunião do Condu ( conselho nacional deliberativo de umbanda). Lílian ribeiro editava, à época, um jornal de nome” macaia! onde em um de seus números homenageava Zélio de Moraes como mentor e anunciador da umbanda. era o mais antigo zelador da umbanda). omolubá aprofundou sua pesquisa e investigação e sendo comprovada e realidade dos fatos de que terra de Arariboia, forma como se referia a Niterói em virtude do índio Arariboia que foi aliado dos portugueses na luta contra os franceses. era chefe da tribo dos tamoios. omolubá então divulga que a primeira manifestação do caboclo se deu em 15 de novembro de 1908, quando foi anunciada a nova religião e seu nome: umbanda; divulgou também que a primeira reunião de umbanda se deu em 16 de novembro de 1908.
a importância do reconhecimento da origem e do fundador da umbanda foi divulgada por toda a nação, até mesmo pelo jornal do tele curso nº 52, (400 mil exemplares de tiragem e mais de 1 milhão de ouvintes). toda essa divulgação veio através do trabalho de omolubá.


em sua obra, omolubá não busca fazer uma umbanda que levasse o seus nome, como vimos e vemos até hoje em nossa religião. sem arroubos visionários e sem recorrer a fórmulas herméticas tão comuns em tais preposições, omolubá tece seus argumentos buscando explicar concreta e claramente para o leitor a umbanda, enquanto rito e doutrina.

em 1977 no primeiro encontro nacional de umbanda, realizado no “ caminheiros da verdade”, perante uma assistência de mais de 200 pessoas grafou a palavra “umbandismo”.se o espírito pratica o espiritismo, o católico o catolicismo, a umbanda pratica o umbandismo.

viajou para o México e lá fundou na cidade de capuluac o primeiro templo de umbanda daquele país.
a história da umbanda divulgada por omolubá foi objeto de várias reportagens, incluindo jornais e revistas. podemos citar dentre muitas fontes de divulgação a revista planeta e a revista esotera .

a partir daí não mais se pode negar a origem da umbanda. a verdade tinha vindo a tona. não havia como negar um fato concreto, comprovado através de fatos e registros.
sem arroubos visionários e sem recorrer a fórmulas herméticas tão comuns em tais preposições, omolubá tece seus argumentos buscando explicar concretamente .

a seguir, vamos transcrever uma entrevista de omolubá ao jornal esotera
esotera - podemos então afirmar para os pesquisadores, estudiosos, fiéis umbandistas e de outros credos que a umbanda é uma religião genuinamente brasileira?
omolubá - a umbanda é a única religião nascida no Brasil; todas as outras foram importadas. não podemos, contudo, dizer que seja genuína pelo fato de tal vocábulo significar : próprio, natural, sem mistura etc. exceto o totemismo e o animismo todas as religiões, seitas, cultos e denominações outras existentes no mundo derivam-se de manifestações do passado e inclusive, passam quase que necessariamente pelas já citadas todas, portanto, são sincréticas e portadoras de influências.
esotera - qual o sincretismo da umbanda ?
omolubá - a nossa querida umbanda é sincrética com o hinduísmo, aceitando - sem dogmatismo - as leis de carma, evolução e reencarnação. com o cristianismo, bebendo das primeiras águas do amai-vos uns aos outros. do africanismo, os orixás, arcabouço cósmico da natureza universal. recebe também influências do catolicismo, do espiritismo e da cultura ameríndia.esotera - gostaríamos de saber qual o papel relevante da umbanda no nosso país para os dias de hoje?omolubá - historiadores e demais estudiosos afirmam que o papel da religião é o de civilizar, frear, incentivar os bons costumes, dar esperanças, fazer promessas, enfatizar a bondade e assegurar uma vida melhor no presente e, até mesmo, após a morte física dos ser humano.mas todos nós estamos cientes, de que o sofrimento, o conflito, a violência, a angústia e a dor são os parceiros constantes dos habitantes planetários, ressalvando-se, é claro, alguns momentos de prazer e alegria. a nossa amada umbanda não foge á regra , mas deseja muito mais, deseja humanizar seus devotos. daí, cônscios da própria natureza da religião dizermos que o seu papel primacial é o de despertar anseios de espiritualidade na criatura humana.
esotera - bem, evidentemente, esse é o papel de todas as religiões. pois não?
omolubá - assim deveria ser , mas não o é. hoje, com raras exceções, elas são empresas de enriquecimento, multinacionais em sôfrega busca de lucro fácil,concorrendo entre si, englobando política, negócios e outros afazeres bem estranhos a um culto religioso. estão completamente fora dos propósitos de origem. são os mercadores do templo..em vez de orientarem os seus fiéis para se libertarem de credos supersticiosos, buscarem a verdade, conhecimento de si mesmo, por ordem na própria psique, eles, ( padres, pastores, missionários etc.) ao contrário, perversamente, condicionam, atemorizam, amedrontam, hipnotizam e drogam o incauto buscador de amparo religioso.
esotera - em 1908 o caboclo das sete encruzilhadas, perguntado sobre o nome do culto nascente disse umbanda. para o senhor, qual a significação correta da palavra?
omolubá - o nome umbanda é originário do bantu-kimbundu (angola) onde mbanda significa: arte de curar e kimbanda: o curandeiro, invocador de espíritos . no entanto, o caboclo das sete encruzilhadas - porta voz dos mentores do plano astral – generalizou o sentido final da palavra , declarando ser “umbanda a manifestação do espírito para a caridade” .outros significado são sofismas, meras especulações fantasiosas.
esotera - nota-se, frontalmente, sem mesmo apoiar-nos em conhecimentos estatísticos, que a umbanda, nesses últimos vinte e cinco anos, perdeu mais de 60% de seguidores para as igrejas petencostais modernas, também conhecidas por igrejas eletrônicas. qual a tendência, a seu ver, para os anos vindouros?
omolubá - a umbanda não perdeu. ganhou. isto sim! ficou livre, em parte, de uma escória que persiste em todas as religiões. são milhões de criaturas interesseiras, estúpidas em busca de vantagens rasteiras e que por infinita ignorância, desejam “fazer negócios” com o divino. a bem da verdade devemos confessar que supostos sacerdotes de umbanda, em alguns casos, estavam despreparados para o ofício. não devemos esquecer, que de 1908 a l978, atravessamos o “período de propagação”e , de l978 a 2049 temos a enfrentar o “período de afirmação doutrinária”. o refluxo está se esvaindo. o grande público da nação brasileira – principalmente os mais jovens – já se deram conta de que essas supostas igrejas estão explorando o poviléu, constituídos de pobres de espírito e de bens materiais. um caso de polícia e de justiça. em um país sério seriam chamado às barras de um tribunal. é claro, se estivéssemos em um país sério...
esotera - para encerrar, gostaríamos de tomar conhecimento dos seus projetos futuros.
omolubá - não faço mais projetos para o futuro. o meu futuro é o agora. posso apenas adiantar que o livro fundamentos de umbanda será reeditado em abril deste ano de 2004 pela editora cristális. saravá a todos os irmãos leitores do combativo jornal esotera salve a umbanda! glória a Olorum!

cartilha 4ºparte

18- USA-SE O ATABAQUE NA UMBANDA?
SIM, EM ALGUNS TERREIROS SIM, EM OUTROS NÃO.
É IMPORTANTE NUM RITUAL, QUE VISA DESBLOQUEAR O INCONSCIENTE, O SOM DA PERCUSSÃO ATRAVÉSDE TOQUES ADEQUADOS E DE RÍTMOS ESPECÍFICOS.
TAMBÉM USAMOS OS ATABAQUES EM UMAS HOMENAGENS AOS NEGROS QUE AQUI VIERAM DA MÃE ÁFRICA.
NA CASA BRANCA DE OXALÁ USA-SE O ATABAQUE EM DIAS FESTIVOS E EM LOUVAÇÃO AOS ORIXÁS. NOS DEMAIS DIAS DE TRABALHOS NÃO O USAMOS.
19-. COMO DEVEMOS TRATAR AS ERVAS NA UMBANDA ?
R - AS ERVAS “AS ERVAS DEVEM SER COLHIDAS EM SEU HÁBITAT NATURAL, EM SEU ESTADO NATIVO; DEVEM SER OBSERVADAS AS INFLUÊNCIAS DOS CICLOS LUNARES, HORÁRIO DO DIA E ESTAÇÕES DO ANO, TAMBÉM, PARA SUA COLETA. DEVEM SER CUIDADOSA E AMOROSAMENTE SELECIONADAS E SUA SECAGEM FEITA DE ACORDO COM OS ASPECTOS DE CADA VEGETAL. TODOS ESTES FATORES INFLUENCIAM DE MANEIRA SIGNIFICATIVA, NA ATUAÇÃO DESTAS ERVAS NO SER HUMANO, SOMADOS TAMBÉM AOS COMPONENTES BIOQUÍMICOS DE CADA EXEMPLAR DO REINO VEGETAL. UTILIZAR-SE DE PLANTAS PARA ALIMENTAÇÃO OU CURA É UMA RELAÇÃO HOMEM/VEGETAL QUE EXISTE HÁ MUITO TEMPO. E HOJE QUANTO MAIS NOS TORNAMOS ÍNTIMOS DESTE PROCESSO, MAIS ESTAREMOS APROXIMANDO-NOS DA PUREZA E DA ORIGEM DE NOSSA VIDA; NOSSO FÍSICO PURIFICA-SE E ABRE-SE A OPORTUNIDADE PARA UMA HARMONIA MAIS COMPLETA." “AS ERVAS, PÔR CONSERVAREM CARACTERÍSTICAS NATURAIS E OS PROCESSOS DE OBTENÇÃO SER ARTESANAIS E HARMÔNICOS, MANTÉM CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS E MAIS SUTIS QUE PODERÃO NÃO ASSEMELHAR-SE COM "PRODUTOS COMERCIAIS", OBTIDOS PÔR OUTROS PROCESSOS E INTENÇÕES.”
OS PRINCÍPIOS ATIVOSAS PLANTAS SINTETIZAM COMPOSTOS QUÍMICOS A PARTIR DOS NUTRIENTES DA ÁGUA E DA LUZ QUE RECEBEM. MUITOS DESSES COMPOSTOS OU GRUPOS DELES PODEM PROVOCAR REAÇÕES NOS ORGANISMOS, ESSES SÃO OS PRINCÍPIOS ATIVOS. ALGUMAS DESSAS SUBSTÂNCIAS PODEM OU NÃO SER TÓXICAS, ISTO DEPENDE MUITO DA DOSAGEM EM QUE VENHAM A SER UTILIZADAS. ASSIM, "PLANTA MEDICINAL É AQUELA QUE CONTÉM UM OU MAIS DE UM PRINCÍPIO ATIVO QUE LHE CONFERE ATIVIDADE TERAPÊUTICA".
NEM SEMPRE OS PRINCÍPIOS ATIVOS DE UMA PLANTA SÃO CONHECIDOS, MAS MESMO ASSIM ELA PODE APRESENTAR ATIVIDADE MEDICINAL SATISFATÓRIA E SER USADA DESDE QUE NÃO APRESENTE EFEITO TÓXICO. - PRINCIPAIS GRUPOS DE PRINCÍPIOS ATIVOS GRUPO DE PROPRIEDADES MEDICINAIS E/OU TÓXICAS UMA PEQUENA PLANTA NÃO TEM APENAS UM PRINCIPIO ATIVO, ELA É COMPOSTA BIOQUIMICAMENTE PÔR DIVERSOS GRUPOS QUÍMICOS, QUE EM FUNÇÃO DE SUA ESTRUTURA DENTRO DA PLANTA, SUA QUALIDADE ENERGÉTICA E VITAL COMPLEXAS COMBINAÇÕES E POSSIBILITAM DIVERSAS APLICAÇÕES. A SEGUIR VEREMOS OS PRINCIPAIS PRINCÍPIOS ATIVOS E SUA AÇÃO JUNTO AO METABOLISMO E A ESTRUTURA ORGÂNICA DO SER HUMANO. ISTO POSSIBILITA IDENTIFICARMOS DIVERSAS PLANTAS COM ESTES AGENTES BIOQUÍMICOS TORNANDO POSSÍVEL UMA VARIAÇÃO MAIOR NA COMPOSIÇÃO DE AGENTES FITOTERÁPICOS.

20-PARA QUE SERVE A DEFUMAÇÃO NA UMBANDA?
R-A DEFUMAÇÃO É ESSENCIAL PARA QUALQUER TRABALHO NUM TERREIRO DE UMBANDA, BEM COMO NOS AMBIENTES DOMÉSTICOS. ESTE RITUAL É PRATICADO COM O OBJETIVO DE PURIFICAR O AMBIENTE (TERREIRO/RESIDÊNCIA), BEM COMO O CORPO DO MÉDIUM E A ASSISTÊNCIA (PESSOAS QUE IRÃO PARTICIPAR DA GIRA), RETIRANDO AS ENERGIAS NEGATIVAS E PREPARANDO O LOCAL PARA QUE A GIRA POSSA OCORRER EM HARMONIA.
PARA FAZER UMA DEFUMAÇÃO CORRETA SÓ PRECISA DE CARVÃO EM BRASA, DENTRO DE UM TURÍBULO (INCENSÓRIO PEQUENO, GERALMENTE FEITO DE BARRO). COLOQUE AS ERVAS SECAS QUE SERÃO DEFINIDAS PELA CHEFIA DA CASA DENTRO (OU NA PARTE DE CIMA, DEPENDENDO DO MODELO DE INCENSÓRIO) E VÁ DEFUMANDO TODA A CASA: SE FOR PARA LIMPEZA ESPIRITUAL, DEFUME SEMPRE DE DENTRO PARA FORA, SE FOR PARA ATRAIR BONS FLUIDOS E DINHEIRO, DEFUME DE FORA PARA DENTRO. OS RESÍDUOS DA DEFUMAÇÃO PODEM SER JOGADOS NO RIO, NO LIXO, EM QUALQUER LUGAR BEM LONGE DA CASA, NA ENCRUZILHADA, ETC. (ISTO VAI VARIAR COM QUE ENTIDADE MANDOU FAZER A DEFUMAÇÃO). VÁRIAS EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE DEFUMAÇÕES DE ACORDO COM O PROBLEMA DA PESSOA OU AMBIENTE, VAMOS CITAR ALGUMAS:
1-DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO
2-DEFUMAÇÃO DE HARMONIZAÇÃO
3-PARA LIMPEZA DE AMBIENTE
4-PARA ATRAIR BONS NEGÓCIOS (EM AMBIENTE COMERCIAL)
NÓS PREFERIMOS EM NOSSA CASA FAZERMOS A DEFUMAÇÃO E NÃO COMPRÁ-LA PRONTA. POIS AÍ TEREMOS CERTESA DOS INGREDIENTES QUE ELA LEVARÁ

21- PARA QUE SERVEM OS BANHOS DE DESCARREGO -
R-O BANHO É A RENOVAÇÃO DO CORPO E DA ALMA, POIS QUANDO O CORPO SE SENTE BEM E SE ACHA REFEITO DO CANSAÇO, A ALMA FICA TAMBÉM APTA A VIBRAR HARMONIOSAMENTE. OS ANTIGOS HEBREUS JÁ USAVAM AS ABLUÇÕES, QUE NÃO DEIXAVAM DE SER BANHOS SAGRADOS. MOISÉS, O GRANDE LEGISLADOR HEBREU, IMPÔS O USO DO BANHO EM SEUS SEGUIDORES. O BATISMO NAS ÁGUAS MINISTRADO POR SÃO JOÃO BATISTA, NO RIO JORDÃO, ERA UM BANHO SAGRADO, POIS O BATISMO NAS ÁGUAS SENÃO O BANHO MAIS NATURAL (E PORQUE NÃO O PRIMEIRO BANHO PURIFICADOR DO SER HUMANO NOS DIAS DE HOJE, AFINAL, SE BATIZAM CRIANÇAS AINDA PEQUENOS) QUE CONHECEMOS PURIFICADOR DO ESPÍRITO, MENTE E DO CORPO.OS BANHOS SEMPRE FORAM UM POTENTE INTEGRANTE DO SENTIMENTO RELIGIOSO, HAJA VISTA OS POVOS DE A ÍNDIA MILENAR SER LEVADOS A BANHAR-SE NAS ÁGUAS DO RIO SAGRADO, O GANGES, CUMPRINDO ASSIM PARTEM DE UM RITUAL QUE, PARA ELES, É INDISPENSÁVEL E SAGRADO.HÁ EM TODA A ÉPOCA ANTIGA UM RIO SAGRADO, NO QUAL OS POVOS IAM SE BANHAR PARA PURIFICAR-SE FÍSICA OU MENTALMENTE. NA ÁFRICA, A ÁGUA É TIDA COMO DE GRANDE PODER DE FORÇA E DE MAGIA. VEMOS ATÉ HOJE NOS CANDOMBLÉS AS ÁGUAS DE OXALÁ. ÁGUAS NOS POTES E TIGELAS, ALÉM DE MIRONGAS COM ÁGUA E AXÉ. E QUEM NUNCA VIU OU OUVIU FALAR EM LAVAR COM ÁGUA-DE-CHEIRO AS ESCADARIAS DO SENHOR DO BONFIM, EM SALVADOR NA BAHIA?PARA NOSSOS ÍNDIOS, HOJE OS CABOCLOS DA UMBANDA, O BANHO DE RIO ERA ALEGRIA, PRAZER, LAZER, SATISFAÇÃO E DESCARGA. O RIO PARAÍBA É UM RIO SAGRADO PARA OS TUPINAMBÁS. NELE OS ÍNDIOS FAZIAM (OU FAZEM) SEUS RITUAIS SECRETOS.A UTILIZAÇÃO DOS BANHOS EM QUALQUER ÉPOCA, NOS CENTROS E TERREIROS DE UMBANDA, OS BANHOS TEM SIDO DE GRANDE IMPORTÂNCIA NA FASE DE INICIAÇÃO ESPIRITUAL; POR ISSO, TORNA-SE NECESSÁRIO UM GRANDE CONHECIMENTO DO USO DAS ERVAS, RAÍZES, CASCAS, FRUTOS E PLANTAS NATURAIS.E COMO JÁ SABEMOS, OS BANHOS DE ERVAS DEVEM SER PREPARADOS POR PESSOAS ESPECIALIZADAS DENTRO DOS TERREIROS OU POR VOCÊ MESMO (A). SE FOREM PREPARADOS POR OUTRA PESSOA, QUE ELA ESTEJA COM O SEU CORPO FÍSICO E SEU CORPO ASTRAL PURIFICADOS, PELO MENOS PELO BANHO DE UMA ERVA, E LIVRES DE EXCITAÇÕES SEXUAIS; NEM POR MULHERES NA FASE DE MENSTRUAÇÃO (CORPO LIBERTO). A ORIENTAÇÃO E O USO DAS ERVAS SÃO ATRIBUIÇÕES DOS GUIAS ESPIRITUAIS, DAS ENTIDADES E DOS ORIXÁS, ATRAVÉS DOS CHEFES DE TERREIROS
21-QUAIS SÃO OS TIPOS DE BANHOS:
R-ALGUNS TIPOS DE BANHOSBANHOS DE DESCARGA O MAIS CONHECIDO, E COMO O PRÓPRIO NOME DIZ, O BANHO DE DESCARGA (OU DESCARREGO) SERVE PARA DESCARREGAR E LIMPAR O CORPO ASTRAL, ELIMINANDO A PRECIPITAÇÃO DE FLUÍDOS NEGATIVOS (INVEJA, ÓDIO, OLHO GRANDE, IRRITAÇÃO, NERVOSISMO, ETC.). SUPRIME OS MALES FÍSICOS EXTERNAMENTE, ADQUIRIDOS DE OUTREM OU DE LOCAIS ONDE ESTIVEREM OS MÉDIUNS. ESTE BANHO PODE SER UTILIZADO POR QUALQUER ADEPTO DA UMBANDA, DESDE QUE SEGUINDO AS RECOMENDAÇÕES DAS ENTIDADES/GUIAS ESPIRITUAIS.BANHOS DE RITUALÉ O BANHO DE INCORPORANTES (MÉDIUNS DE INCORPORAÇÃO). ESSES BANHOS TÊM A FUNÇÃO DE ESTIMULAR OS FLUÍDOS DA MEDIUNIDADE, ATIVANDO, REVITALIZANDO AS FUNÇÕES PSÍQUICAS PARA UM EXCELENTE TRABALHO DE RITUALIZAÇÃO DOS GUIAS ESPIRITUAIS E É TAMBÉM RECOMENDADO PARA ATIVAR E AFINIZAR AS FORÇAS DOS ORIXÁS, PROTETORES DE CABEÇA E DO ANJO DA GUARDA.BANHOS DE INICIADOSESTE TIPO DE BANHO DEVE SER UTILIZADO NOS CENTROS E TERREIROS DE UMBANDA POR SEUS APARELHOS, MÉDIUNS, INICIANTES OU NÃO DENTRO DA LEI DA UMBANDA. ELE PROPICIA O EQUILÍBRIO ENTRE A AURA DO CORPO MENTAL E A AURA DO CORPO ASTRAL. EQUILIBRA, DE MANEIRA SATISFATÓRIA, A INCORPORAÇÃO DAS ENTIDADES EM SEUS APARELHOS MEDIÚNICOS (FILHOS-DE-SANTO). É UM BANHO PARA SER USADO COM MUITO CRITÉRIO E CAUTELA, POIS PARA CADA TIPO DE ENTIDADE ESPIRITUAL É DESTINADA UMA PLANTA OU VÁRIAS PLANTAS, NUM CONJUNTO RITUALÍSTICO. UM EXEMPLO DE BANHO DE INICIADOS É O BANHO DE AMACI, AQUI ESPECIALMENTE TRATADOBANHO DE AMACISOMOS RECEPTORES DE ENERGIA POSITIVA OU NEGATIVA, MAS, ISTO VAI DEPENDER DO NOSSO ESTADO ESPIRITUAL E MATERIAL. SE VOCÊ ACHA QUE NUNCA VAI SE REALIZAR PROFISSIONALMENTE, OU NUNCA VAI SER AMADA (O) POR ALGUÉM, OU QUE TUDO DÁ ERRADO PARA VOCÊ. NESTE MOMENTO VOCÊ SE TORNA UM PÓLO NEGATIVO, E PASSA A SINTONIZAR COM ENTIDADES QUE VIVERAM ESTE DILEMA, DAÍ, AS COISAS COMEÇAM A DAR ERRADO, E VOCÊ COMEÇA A DESACREDITAR EM DEUS, ACHANDO QUE ELE SÓ LHA PARA OS OUTROS E QUE VOCÊ NÃO PASSA DE UM SER EXCLUÍDO.
MAS NÃO É VERDADE, DEUS NUNCA EXCLUIU UM FILHO, APENAS LHE DEU O LIVRE ARBÍTRIO DE PENSAR, AGIR E SONHAR: SE NOS TORNAMOS NEGATIVOS É PORQUE VIVEMOS DE FORMA OCIOSA, E DESSA FORMA, NOS TORNAMOS ALVOS FÁCEIS DAS CORRENTES NEGATIV

É O BANHO MAIS CONHECIDO PELAS PESSOAS QUE COMEÇAM A FREQÜENTAR OS CENTROS DE UMBANDA E QUE SOMENTE DEVE SER PREPARADO POR UMA ENTIDADE ESPIRITUAL OU PELO GUIA CHEFE DO TERREIRO, PAI/MÃE-DE-SANTO, ZELADOR(A) DO TERREIRO,BABALAÔ OU CHEFE DE CULTO. É O BANHO QUE PODE SER PREPARADO DA CABEÇA AOS PÉS, OU SIMPLESMENTE DA CABEÇA, PORQUE É PREPARADO DE ACORDO COM O SANTO, ORIXÁ PROTETOR DO FILHO, INICIANTE NA UMBANDA. O BANHO DE ERVA (AMACI), AGE COMO UM NEUTRALIZADOR DE CORRENTES NEGATIVAS, E COMO UM ENERGIZADOR, DANDO A PESSOA FORÇA SUFICIENTE, PARA QUE POSSA RESOLVER SEUS PROBLEMAS TER MAIS SAÚDE E MAIS ENERGIA, TER MAIS FORÇA DIANTE DOS OBSTÁCULOS DA VIDA.
TER FORÇA MEDIÚNICA,COM SEUS GUIAS E ORIXÁS.E PARA ISTO É DADO O AMACI .
ELE É PREPARADO DA SEGUINTE FORMA E DADO PELOS SACERDOTES OU PELA MÃE PEQUENA.
DETERMINADAS ERVAS SÃO COLHIDAS PRINCIPALMENTE AS DE OXALÁ SE FOR FAZER EM GRUPO.SE O FILHO FOR FAZER SOZINHO O AMACI DE SEUS ORIXÁS
PONHA ÁGUA POTÁVEL DENTRO DO ALGUIDAR OU UMA BACIA DE ÀGATA JUNTAMENTE COM AS ERVAS DETERMINADAS, E MACERE-A ATÉ EXTRAIR O SUMO
O FILHO TOMA UM AMACI NA CABEÇA, OU SEJA A ÁGUA E AS ERVAS VÃO CAIR NA SUA CABEÇA E ELE DEITA NA ESTEIRA ALGUM TEMPO. PARA FAZER A ENERGIZAÇÃO.
ELE É MAIS INDICADO PARA A CABEÇA ONDE RESIDE O NOSSO SANTO PROTETOR, NOSSO GUIA ESPIRITUAL. SÓ PODEM TOMAR O BANHO DE AMACI AQUELES QUE FOREM FREQÜENTAR E DESENVOLVER-SE NA GIRA DE UMBANDA, NO CENTRO OU TERREIRO. O PRÓPRIO ADEPTO NÃO DEVE NUNCA PREPARÁ-LO E NEM TOMÁ-LO EM CASA; EXISTE TODO UM RITUAL PARA QUE SEJA FEITO O AMACI DA UMBANDA, ISTO É, ERVAS SELECIONADA DE ACORDO COM O SANTO DO INICIANTE, BEM COMO DIA E HORA APROPRIADOS, E DEMAIS REQUISITOS QUE O BANHO EXIGE.
O BANHO DE ERVA (AMACI), AGE COMO UM NEUTRALIZADOR DE CORRENTES NEGATIVAS, E COMO UM ENERGIZADOR, DANDO A PESSOA FORÇA SUFICIENTE, PARA QUE POSSA RESOLVER SEUS PROBLEMAS TER MAIS SAÚDE E MAIS ENERGIA, TER MAIS FORÇA DIANTE DOS OBSTÁCULOS DA VIDA.
TER FORÇA MEDIÚNICA,COM SEUS GUIAS E ORIXÁS.E PARA ISTO É DADO O AMACI .
ELE É PREPARADO DA SEGUINTE FORMA E DADO PELOS SACERDOTES OU PELA MÃE PEQUENA.
DETERMINADAS ERVAS SÃO COLHIDAS PRINCIPALMENTE AS DE OXALÁ SE FOR FAZER EM GRUPO.SE O FILHO FOR FAZER SOZINHO O AMACI DE SEUS ORIXÁS
PONHA ÁGUA POTÁVEL DENTRO DO ALGUIDAR OU UMA BACIA DE ÀGATA JUNTAMENTE COM AS ERVAS DETERMINADAS, E MACERE-A ATÉ EXTRAIR O SUMO
O FILHO TOMA UM AMACI SÓ NA CABEÇA, OU SEJA A ÁGUA E AS ERVAS VÃO CAIR NA SUA
CABEÇA E ELE DEITA NA ESTEIRA ALGUM TEMPO. PARA FAZER A ENERGIZAÇÃO.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

perguntas e respostas

16-O QUE É O PASSE NA UMBANDA?
PASSE NA UMBANDA, O TÊRMO USADO REFERE-SE AO MOMENTO DO CULTO EM QUE O FIEL SE DIRIGE AO ESPÍRITO, OU GUIA para dele receber UMA BENÇÃO E PODE FAZER PERGUNTAS E PEDIDOS. É FEITO UM RITUAL DE DESCARREGO EM QUE O "GUIA" PURIFICA O CONSULENTE. SOBRE O PASSE É UTILIZADA A EXPRESSÃO "DAR UM PASSE" OU "TOMAR UM PASSE".
CADA LINHA DA UMBANDA APLICA O PASSE DE MODOS DISTINTOS. OS PRETOS-VELHOS, POR EXEMPLO, FAZEM GESTOS ESTALANDO OS DEDOS E FAZENDO O SINAL DA CRUZ SOBRE VÁRIAS PARTES DO CORPO DO CONSULENTE, COMO A CABEÇA, A NUCA, AS COSTAS E AS MÃOS. TAMBÉM USAM OBJETOS COMO VELAS, CRUCIFIXOS, ERVAS E FUMO.

17-O QUE É O DESCARREGO?
DESCARREGO É A FORMA HABITUAL DAS ENTIDADES , RETIRAREM DAS PESSOAS AS ENERGIAS NEGATIVAS DAS QUAIS ESTÃO CARREGADOS EM SUA AURA OU PERISPIRITO.
O DESCARREGO, É FEITO UTILIZANDO-SE DE BANHOS DE ERVAS OU DE ACORDO COM A NESCESSIDADE AS ENTIDADES VALEM-SE DE OUTROS MÉTODOS, COMO UMA DEITADA EM CIMA DE ALGUMAS ERVAS, BANHO DE PIPOCA. A DESCARGA ENERGÉTICA É FEITA ATRAVÉS DO DESCARREGO,

18-O QUE É A CORRENTE DE SAÚDE.?
SÃO TRABALHOS ESPECÍFICOS de FALANGES DE ESPÍRITOS QUE MUITAS VEZES EXERCERAM AS TAREFAS DE SAÚDE NA TERRA ( MÉDICOS, FARMACEUTICOS,ENFERMEIROS...ETC), OU AQUELES CONHECENDO OS RECURSOS NATURAIS EXISTENTES CUIDAVAM DA SAÚDE DAS TRIBOS E ALDEIAS.ESTAS ENTIDADES TRASEM DO PLANO ASTRAL A SAÚDE E CURA PARA AQUELES QUE PARTICIPAM DA CORRENTE DE SAÚDE.

sábado, 5 de julho de 2008

QUEM SOMOS

Somos Maria das Graças Viana( pedagoga)
E Solano Filardi ( economista
Abrimos nosso terreiro em 1992, no dia 13 de maio, com reunião dentro da nossa Casa Branca de Omolú, com a presença de Omolubá, Mãe Mariazinha e inúmeros irmãos da casa.E seguindo as linhas ditadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhdas,
Abrimos nosso terreiro em 1992, no dia 13 de maio, com reunião dentro da nossa Casa Branca de Omolú, com a presença de Omolubá, Mãe Mariazinha e inúmeros irmãos da casa.
Nosso primeiro terreiro em Minas Gerais estava localizado em um sítio na cidade de Santa Luzia. Posteriormente, em 1992, em setembro, conseguimos comprar uma pequena casa em Belo Horizonte, na rua Padre João Combat, 35 no bairro da Saudade.
Quando tínhamos cerca de 8 anos,transferimos para Lagoa Santa, na Rua Barbarcena, 45 no Bairro Ovídio Guerra. Hoje estamos localizados no Centro de Lagoa Santa, em nossa sede própria situada à Rua Senador Modestino Gonçalves nº 81 Bairro Centro/Joana D’arc

Quanto à bibliografia dos nossos trabalhos temos blocos de pesquisa feita dos livros básicos da época que se encontram abaixo

1 - “ O CULTO EM FACE DA LEI’ – POR VÁRIOS UMBANDISTAS – RIO DE JANEIRO 1944

2 - “CADERNOS DE UMBANDA” –MEMÓRIAS DE SANTÉ – VOL I,II,III E IV - NEY LIVROS ( HOJE NA EDITORA PALLAS) DEZEMBRO DE 1988 – ESCRITO POR OMOLUBÁ ( QUE É NOSSO “ AVÔ’” NO SACERDÓCIO DE UMBANDA)

3 - UMBANDA BRASILEIRA – JOSÉ FONSECA – 1978 – CONSELHO DELIBERATIVO DA UMBANDA –CONDU
4 - UMBANDA RELIGIÃO BRASILEIRA
CARLOS DE AZEVEDO /JOÃO ÁLVARES PESSOA/NILTON MESQUITA CAVALCANTI/MADRE YARANDASÂ
ANTOLOGIA DO MOVIMENTO ESPIRITUALISTA – EDITORA OBELISCO – NÃO ENCONTREI A DATA, MAS É CONTEMPORÂNEO DESTES A CIMA

5 - UMBANDA CRISTÃ E BRASILEIRA
JOTA ALVES DE OLIVEIRA – COLEÇÃO ESPIRITUALISMO ( PESQUISA, ANÁLISE E DOUTRINA) EDITORTECNOPRINT?RJ

6 - UMBANDA DE TODOS NÓS / SUA ETERNA DOUTRINA – W W DA MATTA E SILVA 1º EDIÇÃO 1957 RIO DE JANEIRO.

7 - GRAVAÇÕES FEITAS PELA VOZ DE ZÉLIO DE MORAES.E POSTERIORMENTE POR SUAS FILHAS ZÉLIA E ZILMÉIA.

8 - GRAVAÇÕES COM LÍLIAN RIBEIRO

9 - CURSOS DE CULTURA RELIGIOSA AFRO-BRASILEIRA-FERNANDES PORTUGUAL /1º EDIÇÃO – EDITORA FREITAS BASTOS –1988

10 - PONTOS E SESSÕES GRAVADAS NA TULEF E CONVERSAS COM LÍLIAN RIBEIRO – RIO DE JANEIRO / 1990
11 - Livros históricos da Umbanda

aquele que quizer mais informações mandar um email para
maemaria@globo.com
com o título de 100 anos de Umbanda

ALECRIM

repassando...

ALECRIM
Há dias em que tem-se a impressão de se estar dentro de um espesso nevoeiro. Tudo parece monótono e difícil e o coração FICA triste. É a noite escura da alma.
Era meu aniversário e justamente um destes dias estranhos, quando uma voz interior me disse:
- 'Você precisa tomar chá de alecrim!'
Fui ao jardim e lá estava nosso viçoso pé de alecrim. Interessante é que quase todos que visitam nossos jardins demonstram afeição e respeito pelo alecrim. Confesso que nunca liguei muito para ele. Mas, naquele dia, com toda reverência, colhi alguns ramos, preparei um chá e o servi em uma Linda xícara. O aroma era muito agradável e, a cada gole que bebia, senti a mente ir clareando. Uma sensação de bem-estar e alegria foi se espalhando pelo corpo e senti enorme felicidade no coração. Fiquei muito impressionada com a capacidade dessa planta transmitir alegria. Aliás, o Nome alecrim já lembra alegria.
Resolvi pesquisar a respeito e - veja só que maravilha! O alecrim - Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea - foi muito apreciado na Idade Média e no Renascimento, aparecendo em várias fórmulas, inclusive a 'Água da Rainha da Hungria', famosa solução rejuvenescedora.
Elizabeth da Hungria recebeu, aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge?) quando estava paralítica e sofria de gota. Com o uso do preparado, recobrou a saúde, a beleza e a alegria. O rei da Polônia chegou a pedi-la em casamento!
Madame de Sévigné recomendava água de alecrim contra a tristeza, para recuperar a alegria. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é, acima de tudo, uma planta calorífera que fortalece o centro vital e age em todo o organismo.
Além disso, equilibra a temperatura do sangue e, através dele, de todo o corpo. Por isso é recomendado contra anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sangüínea. Também atua no fígado. E uma melhor irrigação dos órgãos estimula o metabolismo.
Um ex-viciado em drogas revelou que tivera uma visão de Jesus que o tornou capaz de livrar-se do vício. Jesus lhe sugeria que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco-íris.
O alecrim é digestivo e sudorífero. Ajuda a assimilação do açúcar (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa atividade intelectual. É recomendado para a queda de cabelo, caspa, cuidados com a pele, lesões e queimaduras; para curar resfriados e bronquites, para cansaço mental e estafa; ainda para perda de memória, aumentando a capacidade de aprendizado.
Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim: Quando Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas. O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados. O lírio abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, entristeceu lamentando não poder agradar o menino. Cansada, Maria parou à beira do Rio e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas.
Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las.
'O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais. Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu de coração a nova oportunidade e as sustentou ao Sol durante toda a manhã. Obrigada, gentil alecrim! - disse Maria. Daqui por diante ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençôo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade e emanarão alegria.'